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Colunista Destaque – Alderico Sena

Redação 12 de Janeiro de 2026

 

A Violência contra a mulher: responsabilidade de toda a sociedade. É crime. É covardia. E é responsabilidade de toda a sociedade.

 

Somente em 2025, cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar. Esse dado alarmante deixa claro que não estamos diante de um problema individual ou restrito ao ambiente privado. Trata-se de uma falha coletiva que envolve a família, a sociedade, a escola, a igreja e o Estado.

 

Uma relação saudável entre homem e mulher se constrói sobre pilares simples e essenciais: diálogo, respeito, confiança, autonomia, intimidade e compartilhamento de responsabilidades. No entanto, vivemos uma grave inversão de valores. O respeito e a dignidade vêm sendo substituídos pela ambição, pela hipocrisia, pelo poder e pelo controle — terreno fértil para a violência.

 

A mulher exerce um papel fundamental na estrutura social. Em muitos lares, ela cuida da casa, dos filhos, da família e ainda trabalha fora para garantir o sustento. Na prática, são três jornadas diárias em defesa da família. Ainda assim, continua sendo alvo de agressões físicas, psicológicas, morais, patrimoniais, sexuais e até políticas.

 

A realidade da mãe solo evidencia outro grave problema: a ausência paterna. Filhos precisam de pai presente — não apenas como provedor, mas como referência emocional, afetiva e educativa. A desestruturação familiar cobra um preço alto e se reflete diretamente no aumento da violência.

 

Diante desse cenário, é inevitável a pergunta: por que ainda existe tanta violência contra a mulher?

 

A resposta passa, necessariamente, pela educação. Educação não se resume à escola; ela começa em casa e se revela no exemplo, nas atitudes e no comportamento cotidiano dos pais. É na educação dos filhos que se manifestam as virtudes — ou a ausência delas — dos adultos.

 

Guardo um ensinamento simples e profundo da minha mãe: “No relacionamento é normal discordar. Mas quando um não quer, dois não brigam. E discussão nunca deve acontecer na frente dos filhos.” Essa orientação resume valores como respeito, autocontrole e responsabilidade emocional — fundamentos essenciais para a convivência saudável.

 

A violência nasce da ignorância, da ideia de posse, do ciúme excessivo e de uma cultura que associa masculinidade ao domínio e ao controle. Por isso, é urgente repensar os modelos de masculinidade que estamos reproduzindo. Onde estão os homens conscientes, que reconhecem que suas mães, esposas, irmãs, filhas ou netas já sofreram ou ainda sofrem violência?

 

É preciso afirmar com clareza: homem que violenta mulher é covarde. Não há justificativa cultural, emocional ou social que legitime a agressão.

 

O Estado também precisa assumir plenamente o seu papel. Leis existem, mas sua efetividade depende de fiscalização, monitoramento e punições rigorosas. Medidas protetivas sem acompanhamento não garantem segurança e, muitas vezes, deixam a vítima ainda mais vulnerável.

 

Outro ponto fundamental é a participação feminina na política. No Brasil, a maioria do eleitorado é composta por mulheres. Ainda assim, sua representação nos espaços de poder é insuficiente. Defender a presença feminina na política é defender voz, voto e poder de decisão para quem sente, na pele, as consequências da desigualdade e da violência.

 

Nada muda se a mulher não quiser mudar. Mas nenhuma mulher deve mudar sozinha. A transformação exige união, organização, solidariedade e compromisso coletivo. Como no lema dos Três Mosqueteiros: “Um por todos e todos por um.”

 

Precisamos construir um Brasil melhor, mais justo e mais humano para todos. O enfrentamento da violência contra a mulher não é uma pauta ideológica — é uma questão de civilidade, justiça e dignidade. Juntos, somos mais fortes.

 

 

Alderico Sena - Especialista em Gestão de Pessoaswww.aldericosena.com

 

 

Sem educação de qualidade, o Brasil continuará refém de poucos.

 

Quando vemos o Brasil entre os piores rankings globais em liderança e mão de obra qualificada, muita gente diz que falta profissional.

Isso não é verdade.

O que falta é educação de qualidade e políticas públicas eficientes.

O Congresso Nacional e a política como todo vive hoje um profundo descrédito. Ineficiência, corrupção, impunidade e práticas que afrontam o artigo 37 da Constituição Federal, que assegura: legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência.

 

Transformaram a Política “Casa da Mãe Joana, desorganizada, sem regras, bagunçada – “Vale Tudo”.

 

A administração pública não pertence a partidos nem a governos.

Ela é patrimônio do povo brasileiro.

E precisa ser conduzida com seriedade, ética, respeito e responsabilidade —não com a distribuição de bilhões em emendas parlamentares e fundos partidários, dentre outros atos ilegais e imorais com o dinheiro público.

 

O problema do Brasil não é apenas econômico.

Ele é educacional, social e estrutural.

 

Falta investimento em educação.

Falta planejamento.

Falta geração de trabalho, renda e empreendedorismo.

 

Programas assistenciais são importantes, sim.

Mas eles não substituem políticas estruturantes capazes de gerar autonomia e desenvolvimento sustentável.

 

O cooperativismo é parte da solução.

 

Defendo a criação de projetos produtivos, como agrovilas no Semiárido, baseadas nos princípios e valores do cooperativismo.

Inclusive com a participação de detentos, produzindo para a subsistência de suas famílias, considerando que “cabeça vazia pede folia”.

 

Isso reduz a violência, diminui custos do sistema, promove inclusão social e garante dignidade às pessoas.

 

Hoje, a realidade é dura:

a educação está fragilizada,

a saúde adoecida,

a segurança enfraquecida

e a corrupção cresce dentro dos próprios poderes constituídos.

 

O dinheiro público desviado ao longo de décadas poderia ter sido aplicado em escolas, hospitais, segurança pública, estradas, saneamento básico e projetos sociais.

Poderia ter reduzido o analfabetismo que ainda hoje é usado como instrumento de manipulação política.

 

Educação e política definem o destino de uma nação.

 

A desigualdade, a fome, a violência e o retrocesso social também são responsabilidade de uma sociedade que investe pouco em educação.

 

Como disse Darcy Ribeiro:

“A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”

 

Manter o povo desinformado é estratégia de poder.

 

Enquanto tratarmos o problema do Brasil apenas como econômico, continuaremos ignorando suas verdadeiras raízes.

 

Por isso, defendo que a sociedade deve cobrar do próximo Presidente da República três reformas essenciais urgentes:

Administrativa, Política e Partidária com participação efetiva da sociedade civil organizada e respeito ao dinheiro público, inclusive assegurando que para o exercício de cargos de Diretoria de Partidos, as eleições se processarão por Convenção, permitida a reeleição para mais um mandato consecutivo, visto que tem Presidentes de Partido que transformaram, cargos de diretoria “VITALICIO”.

 

O Brasil não pode continuar refém de poucos em detrimento de milhões.

E deixo aqui um recado final:

Pensem no país que queremos deixar para nossos filhos e netos.

 

2026, ano de reflexão e ação, vote de forma consciente e ajude a construir um país melhor para as futuras gerações.

 

Pesquise na internet a história do candidato antes de dar o seu voto, priorizando caráter, competência e compromisso do candidato com os destinos do país e as condições de vida da população.

 

A mudança precisa ser dos eleitores! Mudar: Doí. Continuar como está: Doí. Escolha uma das dores e pare de reclamar. Dê valor ao seu voto e a você, eleitor.

 

“Quando os que comandam perdem a vergonha os que obedecem perdem o respeito”. Georg Lichtenberg

 

“Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles” Rui Barbosa. Seja a mudança.

 

Se esta reflexão fez sentido,

curta, compartilhe este artigo e ajude essa mensagem a chegar a mais brasileiros.

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas site: aldericosena.com – @aldericosena

 

 

Colunista Destaque - Alderico Sena


A Jovem Guarda dos anos 50, 60 e 70 — que cantou o amor, a alegria e a força do universo jovem, sem bandeiras políticas — aos poucos estão se despedindo. E a grande pergunta permanece: onde está a renovação?


Eles representaram alegria, amor e juventude. A era do rock ‘n’ roll, iê iê iê, twist, bossa-nova Nova e do Tropicalismo. Um tempo sem ódio, sem divisão e sem radicalismos políticos.O SER prevalecia sobre o TER.


Envelhecer é um triunfo, mas é preciso que o país garanta políticas públicas capazes de assegurar dignidade e qualidade de vida aos idosos, conforme determina o Artigo 230 da Constituição. Essa obrigação, no entanto, não é honrada pelos governos. Onde está o Hospital do Idoso?


Desde 2011 reivindicamos a criação do Hospital do Idoso. Até o momento, nenhuma providência foi tomada. Protocolamos pedidos junto ao Prefeito de Salvador, ao Governador e até à Presidência da República.

A criação do Hospital do Homem, sem a correspondente implantação do Hospital do Idoso, evidencia a ausência de políticas públicas eficazes e o desrespeito aos trabalhadores que ajudaram a construir o Brasil com trabalho, honradez e dignidade.


Enquanto isso, a juventude vive sobressaltada, sem perspectivas. Assiste ao crescimento do poder concentrado nas mãos de poucos e às desigualdades que reduzem oportunidades de estudo e de trabalho.


Como atrair nossos jovens para a política — se hoje muitos preferem ser médicos, engenheiros ou seguir outras carreiras? O Brasil precisa de políticos que honrem o país e defendam as causas coletivas. Sem educação, não há futuro. Não há desenvolvimento. Não há Brasil possível.


É dever dos pais e da escola ensinar aos jovens que a qualidade dos representantes depende do uso consciente da única arma do eleitor: o Título Eleitoral.


A sociedade reclama dos políticos, mas esquece que foi o povo quem os elegeu. O baixo nível de representantes nos municípios, nos estados e no país é responsabilidade direta de quem vota — e de quem mantém no poder, por décadas, políticos sem compromisso com o coletivo. Poder aliado a capital gera corrupção e violência.


O eleitor ainda erra ao votar por dinheiro, favores e vantagens momentâneas, prejudicando milhões de brasileiros — inclusive sua própria família.


O sistema é cruel. Mantém-se no poder usando a desinformação, o desinteresse e a falta de educação política da população. A mensagem de Bertolt Brecht permanece atual: O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não sabe que o preço do feijão, do aluguel, do remédio, dentre outros depende das decisões políticas.”


Nenhum país se torna sério e respeitado sem homens que possuam os três C:Caráter, Competência e Compromisso.


O Brasil vive uma crise moral, política e institucional — e sofre pela falta de líderes. Para superá-la, é preciso que o eleitor exerça cidadania e consciência política. O país não suporta mais as negociatas do Centrão e de políticos que não honram o mandato que receberam.


Criticar por criticar, sem agir para mudar o sistema arcaico, corrupto e perverso, é uma postura covarde e omissa. O eleitor que aceita ser manipulado a cada quatro anos — elegendo e reelegendo os mesmos — contribui para perpetuar o caos que destrói o Brasil.


O que queremos deixar como exemplo às futuras gerações? Uma sociedade deseducada, violenta e moralmente destruída?


A falta de líderes também nasce do enfraquecimento dos grêmios estudantis e diretórios acadêmicos. A escola deveria ser o berço da formação política, da organização estudantil e do surgimento de líderes comprometidos com o futuro do país.


É nas unidades de ensino que deveriam nascer os novos gestores, parlamentares e agentes públicos capazes de enfrentar o sistema eleitoral defeituoso, a centralização de poder e a velha política viciada.


Eleitor, nas eleições de 2026, é esse Congresso Nacional Inimigo que lhe representará?  Dê valor ao seu voto — e a você mesmo. Querer é poder. Seja a mudança. Pare de reclamar e aja.


Se essa reflexão fez sentido para você, curta, compartilhe este artigo e ajude essa mensagem a chegar mais longe.


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas – @aldericosena – www.aldericosena.com


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