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Colunista Destaque – Alderico Sena


Educar para transformar, conscientizar para construir um Brasil melhor.

A importância de o jovem eleitor conhecer as Leis do País.

 

O que o jovem precisa conhecer para exercer plenamente a cidadania?

 

O jovem precisa entender que a lei que abre portas, conquista conhecimento, realiza sonhos e ajuda a resolver problemas chama-se LEI-TURA. Quem não lê, mal ouve, mal vê, mal fala e acaba sendo facilmente manipulado.

 

O Brasil enfrenta crises moral, política e institucional que afetam diretamente a confiança da população nas instituições públicas. Diante desse cenário, torna-se indispensável fortalecer a formação cidadã e política das novas gerações.

 

O Brasil precisa dos jovens. Como afirmou o educador Anísio Teixeira: “Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública.”

 

A escassez de líderes, o enfraquecimento das instituições e a insuficiência de investimentos em educação contribuíram para a banalização de valores éticos e morais. O país enfrenta uma evidente carência de lideranças comprometidas com o bem comum.

 

Por isso, é urgente:

  • Atrair, informar, orientar e incentivar os jovens quanto à importância da participação social, política e cidadã;

  • Revitalizar, organizar e fortalecer grêmios e diretórios estudantis nas unidades de ensino, dando voz, esperança e representação à juventude, pois deles poderão surgir novos líderes;

  • Estimular uma geração que tenha coragem de dizer não à politicagem e sim à ética, à responsabilidade e ao interesse coletivo.

 

Transformar o destino do Brasil e melhorar as condições de vida da população exige consciência e ação. 

 

Precisamos formar uma geração que defenda:

  • A família;

  • A educação;

  • Os princípios e valores éticos;

  • A preservação das riquezas naturais e geográficas do Brasil;

  • O respeito aos símbolos nacionais.

O Brasil que sonhamos para as futuras gerações não depende apenas dos jovens. Depende da consciência de todos nós, especialmente das escolhas que fazemos nas eleições e no exercício diário da cidadania.

 

A mudança de comportamento definirá os caminhos do amanhã para nossos filhos e netos.

 

A sociedade frequentemente reclama da ineficácia dos governos, mas muitas vezes esquece que os representantes políticos são escolhidos pelo próprio eleitor.

 

Grande parte do sofrimento social decorre da ignorância política, da desinformação, da despolitização e do desinteresse pelos assuntos públicos. Afinal, é na esfera do governo que são tomadas decisões que influenciam diretamente os destinos do país e as condições de vida da população.

 

Nesse sentido, permanece atual a conhecida reflexão atribuída a Bertolt Brecht: “O pior analfabeto é o analfabeto político.”

 

O voto é um importante instrumento de transformação social. Seu exercício consciente fortalece a democracia e amplia a participação cidadã.

 

O jovem pode exercer o direito ao voto a partir dos 16 anos de idade. Entretanto, para exercer plenamente a cidadania, é fundamental conhecer as leis, a Constituição Federal e as atribuições dos representantes eleitos.

 

A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu Art. 1º, que a República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito, fundamentado na soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e pluralismo político. Além disso, determina que todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos da Constituição.

 

O Art. 5º assegura os direitos e garantias fundamentais, garantindo a todos a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade.

 

Já o Art. 37 determina que a administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

 

O cidadão também possui o direito de solicitar informações e fiscalizar a administração pública por meio da Lei nº 12.527/2011 — a Lei de Acesso à Informação (LAI), que estabelece a transparência como regra e o sigilo como exceção.

 

A LAI aplica-se aos três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — incluindo Ministério Público, Tribunais de Contas, autarquias e entidades privadas que recebam recursos públicos.

 

Conhecer as atribuições dos cargos públicos também é essencial:

  • Prefeito: administra o município e executa políticas públicas locais;

  • Câmara de Vereadores: elabora leis municipais e fiscaliza o Poder Executivo;

  • Vereadores: representam a população, legislam e fiscalizam a administração municipal;

  • Governador: administra o estado e coordena áreas como saúde, segurança, educação e infraestrutura;

  • Assembleia Legislativa: cria leis estaduais e fiscaliza os atos do Poder Executivo estadual.

 

Precisamos pensar e trabalhar por um Brasil melhor para todos, fundamentado na educação, na ética, na cidadania e no compromisso com as futuras gerações.

 

No próximo artigo, trataremos sobre o objetivo, o papel e as atribuições do Poder Judiciário no Brasil.

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Coordenador da Assembleia Estadual Constituinte de 1989 e Ex-Ouvidor Titular da CBPM – Companhia Baiana de Pesquisa Mineral – @aldericosena – site:aldericosena.com

 

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


A cidadania é um dos mais importantes instrumentos de transformação social. O destino de um país e as condições de vida de sua população dependem, em grande parte, das decisões tomadas pelos governantes eleitos pelo povo.

O exercício da cidadania exige responsabilidade, reflexão e participação consciente. Fanatismo e radicalismo não contribuem para o fortalecimento da democracia. Ao contrário, enfraquecem o debate público e dificultam a construção de soluções para os problemas nacionais.

A Constituição Federal estabelece que “todo o poder emana do povo”. No entanto, para que esse princípio seja efetivamente respeitado, é necessário que a sociedade acompanhe, fiscalize e cobre resultados de seus representantes.

A administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Apesar disso, ainda convivemos com problemas como corrupção, desperdício de recursos públicos, burocracia excessiva e desigualdades sociais, fatores que comprometem o desenvolvimento do país.

A escassez de lideranças, a fragilidade das instituições e a insuficiência de investimentos em educação são fatores que contribuem para a banalização dos valores morais. A ética na administração pública é indispensável, considerando que tudo o que é ilegal também é imoral.

O Brasil precisa fortalecer suas instituições, valorizar a educação e investir em ciência, tecnologia e qualificação profissional. Os países que alcançaram elevados índices de desenvolvimento transformaram a educação em uma prioridade estratégica.

No Brasil, um deputado dispõe de diversos assessores e de todas as condições necessárias para exercer suas funções. Em contrapartida, muitos professores trabalham com turmas numerosas, enfrentam uma série de dificuldades para desenvolver suas atividades e ainda não recebem o reconhecimento e a valorização que merecem. Afinal, quem não passa pelas mãos de um professor?

O exercício da cidadania não pode se limitar ao pagamento de impostos e ao voto periódico. Cidadania também significa participação ativa na vida pública, fiscalização dos governantes e defesa dos interesses coletivos.

A Copa do Mundo passa. O voto fica. E é nas urnas que se decide o destino do Brasil.

A Copa do Mundo desperta emoções, une torcidas e mobiliza milhões de brasileiros. No entanto, o eleitor não pode esquecer que, após o apito final, o Brasil continuará precisando de boas decisões para construir um futuro melhor.

As eleições de outubro têm impacto direto na vida da população, na educação, na saúde, na segurança, na geração de empregos e no desenvolvimento do país. Por isso, é fundamental que o cidadão exerça seu direito de voto com responsabilidade, consciência e reflexão, sem fanatismo e sem radicalismo.

Quem não gosta de política acaba sendo governado por quem gosta. Por isso, é fundamental conhecer a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas e votar com consciência.

O Brasil precisa de um projeto de longo prazo, construído com a participação da sociedade civil organizada, capaz de estabelecer metas e prioridades para as próximas décadas.

Democracia exige participação. Mudança exige atitude. O futuro do Brasil depende das escolhas que fazemos hoje.

Valorize seu voto. Valorize a si mesmo. Seja protagonista da mudança que deseja ver no Brasil.

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas – Site: aldericosena.comInstagram: @aldericosena

 

 

EDUCAÇÃO, VALORES E FORMAÇÃO HUMANA


É preciso ser para ter. A mudança começa pelo comportamento.


A educação forma cidadãos. É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais.


Ela nasce do exemplo, das atitudes e dos valores transmitidos no ambiente familiar. Com toda certeza, a educação começa em casa.


O mestre educador Darcy Ribeiro alertou:

“A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”


O sistema é cruel e, mais grave ainda, pais e escolas não estão ensinando aos jovens a importância de conhecer os símbolos nacionais, a cidadania, a soberania, os deveres e as virtudes cívicas, a Lei Orgânica do Município, as Constituições Estadual e Federal, as atribuições constitucionais dos Três Poderes constituídos, entre outros ensinamentos essenciais.


Que geração a família, a sociedade e os políticos estão formando quando os jovens convivem diariamente com exemplos de corrupção, violência, desrespeito e intolerância?


Quando formos capazes de ultrapassar as aparências, entraremos em contato com a realidade e compreenderemos que grande parte do sofrimento humano nasce da ignorância, da falta de reflexão e da incapacidade de enxergar o outro com respeito e empatia.


A sociedade precisa refletir sobre seu comportamento e definir, de forma consciente, o Brasil que deseja construir para as futuras gerações, sem politicagem e sem partidarismos cegos.

 

Ao observarmos a baixa participação da população em assembleias de condomínio, associações, cooperativas, sindicatos, conselhos de classe e outras entidades voltadas à defesa dos interesses coletivos, chegamos à conclusão de que a sociedade é cruel consigo mesma, sendo PhD em reclamar do Brasil.


Lima Barreto definiu esse comportamento com precisão:

“O Brasil não tem povo, apenas público. Povo luta por seus direitos; público apenas assiste de camarote.”


Em pleno século XXI, é triste observar a disseminação da desinformação, da intolerância, da despolitização e dos interesses pessoais acima do interesse coletivo. Como alertou Bertolt Brecht, o analfabetismo político produz graves consequências para a sociedade.


Brasileiro, ajude a construir um país melhor para seus filhos e netos. É na esfera pública que se decidem os rumos da nação e as condições de vida da população.


A hipocrisia, a inversão de valores e a ambição excessiva têm colocado os interesses individuais acima do ser humano, dos animais e do meio ambiente.


Resgatar os valores familiares, a educação, o caráter, o respeito, a honestidade, a ética e o compromisso com as causas coletivas é dever de todos.


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas e Ex-Assessor do IAT – Instituto Anísio Teixeira @aldericosena – site: aldericosena.com

 

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