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7 de Setembro — Dia da Independência do Brasil

SOCIEDADE, VAMOS PASSAR O BRASIL A LIMPO?

Sociedade, “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.” — Rui Barbosa

O uso do dinheiro público precisa ser respeitado. Como afirmou o presidente do STF, Edson Fachin:

Nenhuma autoridade está acima da Constituição da República Federativa do Brasil.

O povo tem o dever cívico de contribuir para a superação da crise moral, política e institucional que atravessa o país. E uma das principais ferramentas para isso é o voto consciente.

QUAIS SÃO OS PILARES QUE IMPEDEM O CRESCIMENTO DO BRASIL?

Educação deficiente, despolitização, burocracia, desinformação e falta de consciência cidadã são obstáculos que precisam ser enfrentados pela sociedade brasileira.

CADÊ OS MOVIMENTOS SOCIAIS?

Os movimentos sociais sempre foram uma força essencial da democracia. Surgem do inconformismo, da luta por direitos e da esperança de construir um país mais justo e menos desigual.

No Brasil, já presenciamos mobilizações históricas: do sindicalismo ao movimento estudantil, dos movimentos pelos direitos das mulheres às Diretas Já.

Mas por que esses movimentos perderam parte de sua força na defesa de um Brasil melhor?

As razões são diversas: mudanças de foco, perda de representatividade, escassez de novas lideranças e o impacto das redes sociais, que muitas vezes substituem a mobilização coletiva por manifestações digitais rápidas e passageiras.

Ainda há esperança. Afinal, a Constituição Federal estabelece:

Todo o poder emana do povo.

É urgente fortalecer os movimentos sociais, com lideranças comprometidas com ideias, projetos e propostas voltadas ao desenvolvimento do Brasil, para que a sociedade recupere seu espaço no debate público, sua liberdade e sua capacidade de participação — sem submissão a interesses partidários.

Onde estão os movimentos sociais?

É preciso lembrar a célebre frase atribuída ao presidente da Assembleia Nacional Constituinte, deputado federal Ulysses Guimarães:

A única coisa que mete medo em político é o povo na rua.

Precisamos de mobilização cidadã para combater a politicagem, a corrupção e os desvios de finalidade na administração pública, independentemente de quem os pratique e de qual Poder faça parte.

O DINHEIRO PÚBLICO É DO POVO

O dinheiro público não pertence a governos nem a partidos: pertence à sociedade.

Por isso, deve ser administrado com zelo, responsabilidade, transparência, impessoalidade, moralidade e eficiência, conforme os princípios estabelecidos no Artigo 37 da Constituição Federal.

Os recursos públicos devem ser destinados ao bem comum e ao desenvolvimento socioeconômico do país, e não à manutenção de privilégios, benefícios injustificados ou mecanismos que comprometam a transparência e o interesse público.

Enquanto isso, o trabalhador enfrenta o aumento do custo de vida, e muitos aposentados, depois de décadas de contribuição, convivem com dificuldades para garantir uma vida digna.

É preciso discutir também políticas públicas específicas para a população idosa, inclusive estruturas de atendimento e saúde adequadas às suas necessidades.

CPI DO ELEITOR: O VOTO CONSCIENTE

Povo brasileiro, a hora é de ação, não de omissão.

A minha proposta de “CPI do Eleitor” representa uma reflexão sobre a responsabilidade de cada cidadão no processo eleitoral.

O voto consciente é uma poderosa ferramenta de renovação e transformação. É por meio dele que o eleitor pode escolher representantes comprometidos com o interesse público e rejeitar aqueles que não honram a confiança recebida.

Querer é poder!

NOVOS RUMOS PARA O BRASIL

Para construir novos rumos para o país, é necessário considerar propostas concretas, entre elas:

  • Desenvolvimento Regional: incentivar a produção local e integrar pequenos produtores por meio de programas como o PRONAF — Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar.

  • Agrovilas: estudar a implantação de agrovilas em terras públicas improdutivas, criando oportunidades de trabalho e produção para pessoas privadas de liberdade, dentro de programas de ressocialização e com acompanhamento técnico, de modo que possam contribuir para a própria subsistência e a de suas famílias.

  • Educação e Desenvolvimento Vocacional: priorizar a educação associativa e ambiental desde o ensino básico, capacitando os estudantes em cooperativismo, empreendedorismo e cidadania, com foco na geração de emprego, trabalho e renda nos bairros e nos municípios brasileiros.

  • Serviço Social do Esporte, Arte e Cultura: criar um serviço destinado a promover investimentos na inclusão social de crianças e jovens talentosos, oferecendo oportunidades para o desenvolvimento de suas capacidades nas áreas da Educação, Esporte, Arte e Cultura.

A proposta é identificar, incentivar e apoiar talentos, especialmente entre crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social, proporcionando condições para que desenvolvam suas potencialidades, ampliem seus conhecimentos e construam um futuro com mais oportunidades, dignidade e cidadania.

Investir em nossas crianças e nossos jovens é investir no futuro do Brasil. Educação, esporte, arte e cultura podem ser instrumentos de transformação social, inclusão, prevenção da violência e construção da cidadania.

  • Inovação e Tecnologia: valorizar o capital humano e promover a inovação tecnológica para aumentar a competitividade, a produtividade e a sustentabilidade.

  • Economia Sustentável: investir na transição energética, na preservação ambiental e no uso responsável dos recursos naturais, reconhecendo também o papel estratégico do agronegócio.

  • Políticas Públicas: estabelecer um plano nacional com metas de curto, médio e longo prazos, voltado ao desenvolvimento humano e econômico, com participação de profissionais especializados, estudos técnicos e avaliação permanente dos resultados.

Esses elementos podem contribuir para construir novos rumos para o Brasil, promovendo desenvolvimento sustentável, justiça social e dignidade para a população.

É HORA DE TRANSFORMAR O PÚBLICO EM POVO

A sociedade brasileira não pode viver apenas de deveres. Precisa conhecer, defender e exercer seus direitos.

Paga impostos, participa das eleições e enfrenta aumentos constantes no custo de vida. Mas qual tem sido a reação da sociedade?

O povo brasileiro precisa refletir sobre a mensagem do escritor Lima Barreto:

O Brasil não tem povo, apenas público.

É hora de transformar o público em povo: revitalizar os movimentos sociais, reacender o debate público e defender reformas política e administrativa que fortaleçam as instituições e a cidadania.

É necessário combater o nepotismo e aperfeiçoar os critérios de escolha para cargos diretivos e conselhos de instituições públicas, especialmente aquelas responsáveis pelo controle e fiscalização da administração.

Também precisamos discutir mecanismos que assegurem a alternância de poder e impeçam a perpetuação de grupos no controle das instituições públicas.

É necessário ainda discutir o sistema partidário brasileiro, buscando maior representatividade, transparência e responsabilidade na utilização dos recursos públicos destinados aos partidos.

Outro ponto importante é ampliar a participação da sociedade na escolha dos dirigentes de instituições públicas, sempre respeitando os princípios constitucionais, a autonomia institucional e os critérios técnicos necessários ao exercício de cada função.

ONDE ESTÃO AS VIRTUDES CÍVICAS?

Acredito que precisamos resgatar o conceito de virtudes cívicas entre aqueles que conduzem a coisa pública.

É preciso compreender que ocupar uma função pública não é receber um privilégio: é assumir uma responsabilidade perante a sociedade.

Quando o eleitor brasileiro compreender que a alternância de poder é essencial à democracia, estará contribuindo para evitar a concentração excessiva de poder e de interesses, fortalecendo as instituições e combatendo a corrupção, a violência e a impunidade.

Somente assim poderemos caminhar na direção dos objetivos inscritos na nossa Bandeira Nacional:

ORDEM E PROGRESSO

Essa é a bandeira que defendo para reconstruir o Brasil e construir um país melhor para os filhos, netos e futuras gerações.

O VOTO TEM VALOR DE TRANSFORMAÇÃO!

Quando o eleitor troca seu voto por um favor pessoal, ou escolhe um candidato sem compromisso com o interesse público, pode contribuir para decisões que prejudicarão milhões de brasileiros — inclusive sua própria família.

Dê valor ao seu voto. Dê valor a você, eleitor.


Seja a mudança!


Alderico Sena

Especialista em Gestão de Pessoas, Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte de 1989, Membro Fundador e Ex-Superintendente do SESCOOP/BA — Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo —, Ex-Presidente do Movimento dos Aposentados e Vice-Presidente Nacional.

@aldericosena | aldericosena.com

Imagem ilustrativa/IA


 Colunista Destaque – Alderico Sena

Os mestres educadores Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira estavam certíssimos quando fizeram seus alertas sobre a educação brasileira.

 

Como afirmou Darcy Ribeiro:

“A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”

 

E Anísio Teixeira ensinou:

“Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública.”

 

Diante dessas reflexões, uma pergunta permanece:

Por que, depois de tantos anos de luta, a discriminação racial ainda permanece no Brasil?

 

Sem uma reforma do ensino, com a participação efetiva dos professores no processo educacional, não haverá esperança de construir uma educação de qualidade capaz de promover mudanças comportamentais nas futuras gerações.

 

Sem investimentos e sem dar à educação de qualidade a devida prioridade, as futuras gerações continuarão enfrentando sérios problemas sociais, entre eles a violência, a insegurança e a desigualdade.

 

É por essa razão que defendo a criação do S do Serviço Social do Esporte e Cultura/ SESPOC, proposta publicada no Notícia Livre em 27 de outubro de 2022.

 

Educação, cultura, arte e esporte são investimentos, e não despesas.

 

Motivar os jovens a desenvolverem interesse pela educação, pelo esporte, pela arte e pela cultura significa criar caminhos para a descoberta de novos talentos e lideranças, contribuindo também para afastá-los das ilicitudes.

 

HISTÓRIA, RESISTÊNCIA E EXEMPLO

Sou filho de um cidadão negro, Eurico Senna, que participou, ao lado de João Cândido, conhecido como o “Almirante Negro”, entre outros, da Revolta da Chibata, em 1910.

Sou também irmão de Gilberto Senna, ex-combatente da Marinha que participou da Segunda Guerra Mundial, e de Carlos Senna, mestre de Capoeira e aluno de Mestre Bimba.

Em 1953, Carlos Senna participou, ao lado de Mestre Bimba, de uma apresentação no Palácio da Aclamação para o então Presidente da República, Getúlio Vargas.

Mestres Senna e Itapoan também participaram do translado dos restos mortais de Mestre Bimba, de Goiânia para Salvador, com o apoio da Prefeitura de Salvador.

Em 1955, Carlos Senna fundou o Centro de Pesquisa, Estudo e Instrução de Capoeira Senavox.

Também introduziu o uso do abadá, traje inspirado nas roupas utilizadas por carroceiros, estivadores e trapicheiros, além de criar uma saudação específica na Capoeira, na qual o capoeirista coloca a palma da mão direita sobre o peito, na altura do coração, pronuncia a palavra “SALVE” e faz um gesto suave de cumprimento ao companheiro de jogo.

Um feito marcante de Carlos Senna foi a introdução dos cursos de Capoeira no Clube Baiano de Tênis e na Associação Atlética da Bahia.

Carlos Senna também solicitou ao então governador Antônio Carlos Magalhães apoio para o reconhecimento da Capoeira como arte. Essa iniciativa foi encaminhada ao então ministro da Educação e Cultura, Eduardo Mattos Portella, por meio do Ofício nº 126/80, de 9 de setembro de 1980.

 

São histórias de luta, resistência e conquistas como essas, que representam educação e inclusão social, que precisam ser transmitidas às novas gerações.

 

É necessário que nossos jovens compreendam a importância da consciência, da dignidade, da organização e da conquista dos espaços que pertencem a todos, conforme determina a Constituição Federal.

 

Afinal, o artigo 5º da Constituição Federal estabelece:

“Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.”

 

EDUCAÇÃO E COMPORTAMENTO

Quando ouço discursos de cidadãos negros, inclusive de integrantes de movimentos sociais, que, na minha visão, acabam contribuindo para a manutenção do próprio sistema que criticam, confesso que sinto tristeza diante da permanência da discriminação racial, do preconceito e da injúria racial no Brasil e no mundo, em pleno século XXI.

 

Quando você troca o voto por um favor pessoal, pode acabar elegendo um candidato sem compromisso verdadeiro com as necessidades da população.

 

E, ao escolher mal, pode contribuir para eleger representantes que prejudicam milhões de brasileiros, inclusive sua própria família.

 

Desde criança, aprendemos que quem cria e transforma qualquer coisa é o ser humano.

E quem quer respeito também precisa aprender a respeitar.

 

O ser humano educado constrói e transforma a sociedade.

 

É na educação dos filhos que também se revelam as virtudes dos pais. A educação vem do exemplo e das atitudes.

 

A formação começa em casa, mas precisa ser fortalecida pela escola, pela família e pela sociedade.

 

Ocorre que a inversão de valores vem conquistando espaço em parte das famílias e da sociedade moderna.

 

Precisamos nos preocupar com aquilo que desejamos deixar para os filhos dos nossos filhos se não estabelecermos limites, disciplina, responsabilidade, ética e consciência cidadã.

 

CONSCIÊNCIA E AUTONOMIA POLÍTICA

Por isso, defendo que o cidadão negro precisa conquistar maior autonomia política, participando ativamente das eleições e apoiando candidatos comprometidos com a educação de qualidade, a valorização da cultura negra, a igualdade de oportunidades e a construção de políticas públicas capazes de promover emprego, renda e dignidade.

 

Essa participação deve ocorrer com organização, união, consciência e independência, sem submissão a favores, interesses pessoais ou manipulações políticas que prejudiquem a própria população.

 

Precisamos conhecer nossas riquezas culturais e valorizar a história de grandes referências de cidadãos que contribuíram — e continuam contribuindo — para o crescimento do Brasil, como o professor e geógrafo Milton Santos; o professor Abdias do Nascimento; o médico psiquiatra Juliano Moreira; a baiana Maria Odília Teixeira, formada pela Faculdade de Medicina da Bahia, em 1909, e uma das pioneiras negras da medicina brasileira; o tributarista e professor Edvaldo Britto; o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa; Pelé, Boxeador, Waldemar Santana, Gilberto Gil, Mestre Didi, entre tantos outros.

 

Melhor comprovação de resistência do que a ousadia e a coragem dos presidentes que criaram blocos como Filhos do Mar, em 1943; o afoxé Filhos de Gandhy, em 1949; Mercadores de Bagdá, em 1950; e o Ilê Aiyê, primeiro bloco afro do Brasil, fundado em 1º de novembro de 1974, no bairro do Curuzu, na Liberdade?

 

O bloco nasceu com o propósito de valorizar a população negra e combater o racismo nos festejos carnavalescos, que, basicamente, eram dominados pela elite.

 

As referências estão indo embora.

 

E fica a pergunta:

Como está a renovação dessas referências diante do nível educacional do Brasil?

 

É preciso transformar essas histórias e referências em inspiração para as novas gerações.

 

REPRESENTAÇÃO POLÍTICA É FUNDAMENTAL

Há anos defendo a necessidade de ampliar a representação negra nos espaços de poder e, inclusive, discuti a criação de um partido político voltado à defesa dos interesses da população negra: o PNB – Partido da Negritude do Brasil.

 

Em fevereiro de 2020, o portal Notícia Livre publicou o artigo “Alderico Sena defende a criação do PNB – Partido da Negritude do Brasil”, no qual apresentei essa proposta e destaquei a importância da participação política da população negra.

 

O debate continua atual.

Recentemente, em dezembro de 2025, o Partido Afrobrasilidade divulgou sua luta pelo registro definitivo da legenda e defendeu a ampliação da participação política da população negra, argumentando que a democracia somente se concretiza plenamente quando grupos historicamente excluídos possuem condições reais de organização e representação.

 

Independentemente de posições partidárias, uma questão precisa ser discutida pela sociedade:

Como garantir que a população negra tenha participação efetiva nos espaços onde são tomadas as decisões que influenciam a vida de todos?

 

É no Poder Legislativo, principalmente, que se discutem e aprovam leis, orçamentos e políticas públicas. Mas a participação também precisa estar presente nos demais espaços institucionais de poder e decisão.

 

Não basta reclamar da falta de representação e da exclusão social.

É necessário participar.

 

A população negra precisa discutir suas prioridades, formar lideranças, preparar seus jovens, incentivar a educação política e compreender que o voto é um instrumento de transformação social.

 

A representação política não deve significar apenas ter pessoas negras ocupando cargos.

É necessário que essas pessoas tenham compromisso com a democracia, com a igualdade perante a lei, com a educação, com a cultura, com a geração de oportunidades e com o combate a todas as formas de discriminação e violência.

 

ORGANIZAÇÃO, UNIÃO E PARTICIPAÇÃO

Infelizmente, o analfabetismo político ainda predomina em parte da sociedade.

A conhecida frase atribuída a Bertolt Brecht — “O pior analfabeto é o analfabeto político” — continua provocando reflexão.

 

A democracia não se fortalece apenas no dia da eleição.

 

Ela se constrói todos os dias, por meio da participação consciente da sociedade.

 

Por isso, deixo uma mensagem à Negritude:

 

Nada mudará se nós não mudarmos.

 

É preciso organização, união e participação.

 

A liberdade, o respeito e a igualdade não são favores.

São direitos.

 

A transformação começa pela educação, passa pelo comportamento e pela consciência política, e também se concretiza pela decisão responsável diante da urna.

 

Por isso, deixo esta mensagem:

Depois de tantos anos de luta, o que nós estamos fazendo hoje para que as próximas gerações encontrem um Brasil mais justo, mais educado e verdadeiramente igualitário?

O Brasil precisa de um novo rumo. Esse caminho começa pela consciência política e pelo voto responsável. Dê valor ao seu voto e a você, eleitor.

 

NEGRITUDE:  Querer é poder, seja a mudança nas eleições, seja por sua importância, porque é na área do governo que se decidem os destinos do país e as condições de vida da população.

 

Pense nisso e compartilhe entre amigos e familiares!

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas e Ex-Diretor da SECNEB – Sociedade de Estudos da Cultura Negra no Brasil – @aldericosena

 

 

Lendo a matéria do jornalista Levi Vasconcelos, publicada no jornal A Tarde, na edição de 21 de agosto de 2026, com o título “Lula, o velho que tenta sobreviver entre novos que não colam”, e o subtítulo “Lula, com quase 81 anos, a caminho de novo mandato”, confesso que senti tristeza como cidadão.

 

Venho, há muitos anos, alertando a sociedade para a falta de novas lideranças no Brasil e para a necessidade de recuperarmos valores, referências e princípios capazes de preparar as futuras gerações para assumir os destinos do País.

 

Essa preocupação não é recente. Desde a década de 1980, venho observando o enfraquecimento dos espaços de formação política e cidadã dos jovens, especialmente com a quebra de paradigmas relacionados à participação estudantil, aos grêmios e aos diretórios nas escolas.

 

Ao longo dos anos, manifestei essa preocupação em diversos artigos publicados pela imprensa, entre eles:

“A Falta de Lideranças” — Tribuna da Bahia, 22 de julho de 2011;

“O Brasil Carece de Valores Morais e de Lideranças” — Tribuna da Bahia, 16 de junho de 2011;

“Escassez de Líderes no Brasil” — A Tarde, 2013;

“Líderes Já Não Existem” — A Tarde, 15 de dezembro de 2013;

“Caráter Não Tem Preço” — A Tarde, 21 de agosto de 2006;

“De quem é a culpa?             À Tarde, 10 de outubro de 2008;

“Qual o Brasil que queremos? Tribuna da Bahia 06 de julho 2009, dentre outros artigos.

 

Essas publicações demonstram que a preocupação com a ausência de lideranças não surgiu agora. É uma questão que venho levantando há décadas.

 

A pergunta que precisamos fazer é: onde estão as novas lideranças preparadas para conduzir o Brasil?

 

Não podemos depender eternamente das mesmas figuras políticas. Um país que pretende avançar precisa formar novas gerações de líderes com educação, conhecimento, ética, caráter, responsabilidade e compromisso com o interesse coletivo.

 

A imprensa tem um papel fundamental nesse processo, mas a sociedade também precisa assumir sua responsabilidade.

 

O futuro do Brasil não pode depender apenas dos velhos líderes, mas da capacidade de formar novos líderes.

 

 

 

“Quando os que comandam perdem a vergonha os que obedecem perdem o respeito”.

 

E essa formação começa na educação, na família, na escola, na consciência política e no exercício consciente da cidadania.

 

Que saudade faz a disciplina OSPB!

 

Quem não lê, mal ouve, mal vê, mal fala e ainda é manipulado.

 

Qual juventude a sociedade está formando para o futuro?

 

PLATÃO: “Você tem todo direito de não gostar de política, mas sua vida terá influência e será governada por aqueles que gostam.

Portanto, o castigo dos bons que não fazem política é ser governado pelos maus que a fazem.”

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Coordenador da Assembléia Estadual Constituinte de 1989 – @aldericosena – site: aldericosena.com

 

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