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Colunista Destaque – Alderico Sena

 

“Um sábio disse:

 

As únicas pessoas que se irritam quando você fala a verdade são aquelas que vivem de mentiras.”

 

Reafirmo, a mesma posição que expressei em 2021, no Notícia Livre.

 

Recordo a advertência do educador Darcy Ribeiro:

“A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”

 

Educação fragilizada, comportamento social distorcido, desinformação e despolitização têm levado o povo brasileiro ao sofrimento — refletido no retrocesso socioeconômico do país.

 

O Brasil não forma povo — forma público.

 

Povo luta por seus direitos.

Público apenas assiste, passivamente, de camarote.

 

Não podemos continuar reféns dos mesmos nomes.

 

Grande parte do nosso sofrimento nasce da ignorância política. A polarização não resolve — ela engana, divide e paralisa o país.

 

A alternância de poder é essencial para a democracia. No entanto, o que vemos são sempre os mesmos políticos, muitas vezes oriundos das mesmas famílias tradicionais, repetindo promessas e entregando os mesmos resultados:

Educação desestruturada.

Saúde em colapso.

Segurança inexistente.

E o direito de ir e vir comprometido.

 

O resultado?

 

Frustração coletiva.

 

Em um país com mais de 215 milhões de habitantes, ainda carecemos de lideranças verdadeiramente comprometidas com o bem comum e com o civismo — entendido como a prática consciente da cidadania, baseada no respeito às leis, às instituições e ao interesse público.

 

Caráter não tem preço.

 

E o povo?

 

A classe média e a população de baixa renda segue sendo usadas para pagar a conta — e, paradoxalmente, continuam votando nos mesmos grupos políticos. Basta observar o papel do Centrão.

 

Enquanto isso, o custo de vida dispara, impostos e juros sufocam, os serviços públicos são precários e o futuro das próximas gerações se torna cada vez mais incerto.

 

Até quando o eleitor aceitará esse jogo de poder?

Até quando será “carta marcada” no baralho político?

 

Reflexão e ação são urgentes.

 

O poder e o capital, quando mal utilizados, produzem desigualdade social, fome, miséria, corrupção e violência — inclusive contra a mulher.

 

A sociedade não suporta mais a corrupção do dinheiro público nem a criação de CPIs que terminam em pizza.

 

Os representantes do povo têm o dever de cumprir a Constituição aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, considerando que todo comportamento antiético é ilegal e imoral.

 

Onde estão as novas lideranças?

Onde estão os movimentos sociais?

Onde estão as ideias novas?

Onde está a política de verdade — e não a politicagem?

 

A sociedade também é responsável quando deixa de exercer plenamente sua cidadania.

 

O voto — o título eleitoral — é a maior ferramenta de transformação.

 

Sem educação e consciência política, não há mudança.

Sem mudança, não há futuro.

 

Mudar dói. Permanecer como está também dói.

A escolha é inevitável.

 

Sem coragem, não haverá reconstrução do Brasil para as futuras gerações.

 

O Brasil precisa romper esse ciclo.

E precisa agora.

Não amanhã.

Não depois.

 

A mudança começa nas eleições. A CPI do eleitor é o voto consciente.

 

Porque é no governo que se definem os rumos do país e as condições de vida da população.

 

Nada muda se você não mudar, eleitor.

Seja a mudança.

 

“Povo unido jamais será vencido.”

 

Se essa mensagem fez sentido, compartilhe com amigos e familiares.

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas -@aldericosena – site:aldericosena.com

 

 

 Colunista Destaque – Alderico Sena


Sem o exercício da cidadania não salvaremos o Brasil (Parte I)

 

Povo brasileiro, até quando ficaremos de camarote, assistindo aos desmandos praticados contra o próprio povo e contra o Brasil?

É este o país que queremos deixar para os filhos dos nossos filhos?

 

A sociedade também é culpada. Reclama da ineficácia do governo, mas esquece que foi ela mesma quem colocou os políticos no poder. O voto é individual e secreto.

Sem educação, exercício da cidadania e consciência política, não há como salvar o Brasil das garras dos maus caracteres.

 

O Brasil é um país riquíssimo em recursos naturais e potencial geográfico. No entanto, carece de líderes públicos com autonomia, caráter, competência e compromisso com as causas coletivas.

 

Os entraves ao crescimento são conhecidos:

politicagem, corrupção, burocracia, ausência de projetos, má gestão pública e incompetência política.

 

A própria Constituição Federal, no Art. 1º, parágrafo único, é clara:

“Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos.”

Mas o povo tem exercido esse poder com responsabilidade?

 

É necessário refletir:

É correto que indicações para cargos técnicos — como ministros de tribunais e órgãos de controle — sejam feitas por interesses políticos?

Ou deveríamos discutir modelos mais técnicos e transparentes?

 

A alternância de poder é essencial. Onde há concentração prolongada, surgem vícios, favorecimentos e distorções. Poder e capital, quando não controlados, alimentam corrupção e desigualdade.

 

Diante disso, é urgente defender uma revisão responsável dos mecanismos institucionais, com participação ativa da sociedade civil organizada, para fortalecer a fiscalização, o controle e o uso correto do dinheiro público.

 

A chamada “Constituição Cidadã” consolidou a democracia e garantiu direitos fundamentais.

Mas a grande pergunta permanece:

 

Por que as leis existem, mas não são respeitadas?

 

Na Parte II, vamos encarar a realidade dos escândalos, os privilégios e o sistema que mantém tudo como está — e o que precisa mudar.

 

Compartilhe este artigo.

Converse com sua família e amigos.

Reflita antes de votar.


Porque juntos… ainda podemos mudar o rumo da nossa história.

 

Alderico Sena – Site: aldericosena.com – Consulte e leia artigos com o puro jornalismo

 

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


A formação de bons cidadãos começa na infância. Ensinar valores desde as primeiras letras é o caminho mais seguro para construir uma sociedade justa, consciente e responsável.


Sem a presença da educação associativa no ambiente escolar, dificilmente formaremos gerações comprometidas com o próximo, com a natureza e com os animais. Preservar o meio ambiente é preservar a vida. A natureza é sábia, abundante e paciente — mas a ação irresponsável do homem tem ultrapassado todos os limites, resultando em enchentes, desastres e calamidades públicas.


Os chamados “desastres naturais”, na verdade, são, em grande parte, consequências da intervenção humana em áreas vulneráveis, tanto urbanas quanto rurais. A chamada “revolta dos rios” reflete não apenas a ausência de fiscalização, mas também o descumprimento da Constituição Federal, que, em seu artigo 225, estabelece que todos têm direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado, sendo dever do Poder Público e da coletividade defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.


Diante disso, defendo a efetiva implantação das disciplinas de educação associativa e ambiental nas escolas, conforme aprovado na Assembleia Estadual Constituinte de 1989. Passados 37 anos, essa diretriz ainda não foi devidamente implementada, apesar de prevista no artigo 49 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que determina a inclusão do ensino do cooperativismo na formação dos alunos.


A sociedade precisa refletir: tudo o que é criado — ou destruído — é fruto da ação humana. Vivemos um tempo marcado por contradições, hipocrisia e fragilidade nos princípios éticos e morais. Violência, corrupção, guerras, feminicídios, agressões no ambiente escolar e desestruturação familiar são sintomas de uma crise mais profunda: a falência da formação cidadã.


A educação é o alicerce de tudo. A cooperação entre os indivíduos começa na família, base fundamental para a construção de valores como respeito, responsabilidade e convivência harmoniosa. É nesse ambiente que se formam cidadãos capazes de viver em sociedade, conscientes de seus direitos e deveres.


É necessário também refletir sobre o modelo educacional atual. No passado, havia disciplina, respeito ao professor e exigência de desempenho. Hoje, práticas como a “aprovação automática” têm contribuído para a formação de estudantes que avançam sem domínio básico da leitura e da escrita. Soma-se a isso o desconhecimento de valores cívicos e do próprio conceito de cidadania.


Dados recentes reforçam essa preocupação. Avaliações do Ministério da Educação apontam desempenho insatisfatório em diversos cursos superiores, inclusive na área de Medicina, evidenciando fragilidades na formação educacional.


Diante desse cenário, cabe a pergunta: que juventude estamos formando? Que profissionais? Que líderes políticos estamos preparando?


O Brasil enfrenta uma crise ampla — educacional, moral, cultural, social e institucional. E uma nação sem educação sólida é uma nação sem rumo.


Quando valores são enfraquecidos, quando a educação deixa de ser prioridade e quando a ética perde espaço, toda a sociedade paga o preço — especialmente as futuras gerações.


O futuro de um país começa na formação de seus cidadãos. Por isso, é fundamental inserir, de forma estruturada, os princípios do cooperativismo no ensino, promovendo valores como cooperação, solidariedade, igualdade e responsabilidade coletiva.


Sem educação associativa e ambiental, não haverá solução para a construção de um país com uma sociedade mais humana e consciente — especialmente entre os jovens e os líderes políticos — quanto à importância da preservação da natureza e às vantagens da cooperação entre os Três Poderes em prol do bem comum.


Por fim, é importante lembrar: o eleitor possui a mais poderosa ferramenta de transformação social — o voto. É por meio dele que se definem os rumos do país e as condições de vida da população. Valorize seu voto, valorize sua responsabilidade cidadã e seja agente da mudança que deseja ver no Brasil.


Alderico Sena – Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte – 1989, Ex-superintendente da OCEB e do SESCOOP – Sistema Cooperativo da Bahia – @aldericosena | site:aldericosena.com

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