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Respeitar as pessoas idosas e com deficiência física é respeitar a dignidade humana e reconhecer os direitos assegurados pela Constituição Federal.


As pessoas idosas, as pessoas com deficiência física e a juventude demonstram, pelo exercício da cidadania, a importância do cumprimento dos deveres cívicos para assegurar e preservar a soberania do Brasil.


Senhor Presidente da República, senhores senadores e deputados federais, governadores e parlamentares estaduais e municipais!


As pessoas idosas cumpriram e continuam cumprindo seus deveres com o Brasil. Merecem respeito, dignidade e a garantia dos direitos constitucionais.


O artigo 230 da Constituição Federal estabelece:

“A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.”


Na qualidade de aposentado, ex-presidente do MAPI – Movimento dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Bahia e vice-presidente nacional do movimento, venho alertando as autoridades e a sociedade sobre o desrespeito aos direitos constitucionais das pessoas idosas.


POR QUE SALVADOR AINDA NÃO DISPÕE DE UM HOSPITAL PÚBLICO ESPECIALIZADO PARA PESSOAS IDOSAS E COM DEFICIÊNCIA FÍSICA?


É importante reconhecer iniciativas públicas de atendimento especializado, como o Hospital Municipal do Homem, em Salvador, criado para ampliar o acesso da população masculina à assistência médica especializada.


Entretanto, faço uma pergunta aos governantes:


E o hospital público especializado para as pessoas idosas e com deficiência física?


Onde estão as providências referentes às solicitações e aos protocolos encaminhados à Casa Civil da Prefeitura de Salvador, à Governadoria da Bahia e à Presidência da República?

Essa reivindicação não é recente. É uma luta em defesa de milhões de brasileiros que precisam de atendimento médico especializado, humanizado e digno.


As dificuldades enfrentadas pelas pessoas idosas são cada vez maiores. Muitos aposentados e pensionistas estão deixando de utilizar planos de saúde particulares em razão dos elevados reajustes, que comprometem seus orçamentos e não acompanham, necessariamente, a evolução de suas despesas.


A consequência é o aumento da vulnerabilidade econômica e da dificuldade de acesso aos serviços médicos.


Defendo a implantação de hospitais públicos especializados para pessoas idosas e com deficiência física nos estados brasileiros, com equipes multidisciplinares e profissionais das especialidades de geriatria, neurologia, reumatologia, cardiologia, clínica médica, entre outras, além de serviços de reabilitação física e acessibilidade.


Curitiba já oferece um exemplo que merece ser conhecido: o Hospital Municipal do Idoso Zilda Arns, referência pública no atendimento à população idosa.


Por que Salvador e outros estados brasileiros não podem avançar nessa direção?


GOVERNANTES, TRANSFORMEM ESSA REIVINDICAÇÃO EM UMA POLÍTICA PÚBLICA!


PREVIDÊNCIA SOCIAL: RESPEITO A QUEM TRABALHOU PELO BRASIL


Senhor Presidente da República, senhores parlamentares, quando foi criada a Previdência Social, por meio do Decreto nº 4.682, de 24 de janeiro de 1923, conhecido como Lei Eloy Chaves, estabeleceu-se um importante marco de proteção social aos trabalhadores e seus dependentes.


Entretanto, precisamos analisar a evolução dos benefícios previdenciários e as perdas acumuladas pelos aposentados e pensionistas ao longo dos anos.


Em 2026, o teto máximo dos benefícios do INSS é de R$ 8.475,55, enquanto o salário mínimo corresponde a R$ 1.621,00. A divisão desses valores demonstra que o teto equivale a aproximadamente 5,23 salários mínimos.


É importante lembrar que o limite máximo já esteve relacionado a 20 salários mínimos, tendo passado por alterações legislativas ao longo da história. Em 1989, o limite foi reduzido para 10 salários mínimos. Posteriormente, deixou de existir a vinculação automática do teto ao salário mínimo.


As mudanças nas regras previdenciárias, entre elas o fator previdenciário, criado em 1999, e as reformas constitucionais, alteraram os critérios de cálculo e concessão das aposentadorias.


Em 26 de novembro de 2010, publiquei o artigo “A Previdência Social não é deficitária” e, em 28 de abril de 2012, “Fator Previdenciário, o erro do governo contra o aposentado”, na Tribuna da Bahia.


São temas que merecem continuar sendo debatidos pela sociedade e pelas autoridades.


Defendo que o Governo Federal e o Congresso Nacional promovam uma auditoria independente e transparente nas contas da Previdência Social, apurando eventuais irregularidades, desvios de recursos, dívidas de empresas e demais entidades devedoras, além de verificar as receitas que devem ingressar nos cofres previdenciários.


Não podemos aceitar que aposentados e pensionistas continuem sendo penalizados enquanto irregularidades e desvios de recursos públicos precisam ser rigorosamente investigados.


É indispensável lembrar os escândalos envolvendo a Previdência Social, desde o caso de Jorgina de Freitas até as investigações da Operação Sem Desconto, que apurou cobranças associativas não autorizadas nos benefícios de aposentados e pensionistas.


Segundo informações divulgadas pela Controladoria-Geral da União e pela Polícia Federal, foram identificados R$ 6,3 bilhões em descontos associativos investigados no período de 2019 a 2024.


A sociedade tem o direito de cobrar transparência, responsabilização dos envolvidos e resultados efetivos das investigações e dos trabalhos parlamentares.


A PREVIDÊNCIA SOCIAL PRECISA SER PRESERVADA!


Também precisamos conhecer a história dos antigos Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs), suas reservas financeiras e a utilização de recursos previdenciários pelo poder público ao longo da história do Brasil.


É um capítulo que merece investigação histórica e transparência, para que a sociedade conheça a destinação desses recursos e suas consequências para a proteção previdenciária.


A aposentadoria não é favor de governo. É resultado de anos de trabalho, contribuição e dedicação ao desenvolvimento do país.


O fim do antigo abono de permanência em serviço, benefício que correspondia a uma parcela da aposentadoria para quem continuava trabalhando após adquirir o direito de se aposentar, também merece ser lembrado na análise das mudanças históricas da Previdência.


FUTUROS APOSENTADOS, NÃO FIQUEM DE CAMAROTE!


Defendam a Previdência Social, a aposentadoria digna e os direitos coletivos conquistados pelos trabalhadores brasileiros.


Lembrem-se: todos os jovens têm um futuro pela frente, e o envelhecimento faz parte da vida. Quem não é filho, neto ou familiar de uma pessoa idosa?


A sociedade precisa compreender que defender os direitos dos idosos é defender também o próprio futuro.


A HORA É DE AÇÃO, E NÃO DE OMISSÃO!


Como ensinamento atribuído a Rui Barbosa: “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.”


Governantes, parlamentares e sociedade brasileira: não permitam que as pessoas idosas e com deficiência física continuem esperando por aquilo que é essencial à dignidade humana: saúde, respeito e atendimento especializado.


Salvador precisa de um Hospital Público para Pessoas Idosas e com Deficiência Física!

Por que ainda não tem um hospital em cada estado…?


Não é um privilégio que estamos pedindo, é respeito aos direitos e à dignidade humana.

Saúde é direito, respeito é dever e dignidade não pode esperar!


Essa é uma reivindicação social, humanitária e constitucional.


Alderico Sena – Aposentado, ex-Diretor Regional de Pessoal do INAMPS/BA, secretário-geral do PAN – Partido dos Aposentados da Nação, ex-presidente do MAPI – Movimento dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Bahia e vice-presidente nacional do MAPI. – aldericosena@gmail.com – aldericosena.com

A vontade de Deus é predominante.


Luiz Inácio Lula da Silva saiu de Pernambuco com destino a São Paulo ainda criança, em 1952, aos sete anos de idade. Viajou durante 13 dias em um caminhão conhecido como “pau de arara”, ao lado de sua mãe, Dona Lindu, e dos irmãos, para reencontrar o pai, Aristides.


Brasileiros, independentemente de preferências partidárias, paixões ou divergências políticas, vamos refletir com serenidade e consciência:


O presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que exerce seu quarto mandato presidencial, é ou não é um estadista cuja trajetória pode ser interpretada como uma missão iluminada por Deus para contribuir com as transformações do país e a melhoria das condições de vida da população?


Lula, em sua carta datada de São Paulo, em 21 de novembro de 2002, dirigida a mim, Alderico Sena, escreveu no último parágrafo:

“Mais uma vez, agradeço a você e faço um convite para que continue acreditando e participando cada vez mais na construção do país com que todos sonhamos.”


Assinada por Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente eleito da República Federativa do Brasil.


Há 13 anos, escrevi o artigo “A escassez de líderes no Brasil”, publicado no Jornal A TARDE, em 28 de março de 2013, no qual manifestei a seguinte reflexão:

“Único líder político hoje no Brasil chama-se Luiz Inácio Lula da Silva. Coitado do Brasil sem líderes.”


Lula, na minha compreensão, a vontade de Deus e a vontade popular prevaleceram para que o senhor assumisse novamente a missão de governar o Brasil, com compromisso com a coletividade e o desenvolvimento do país.


Entretanto, é fundamental priorizar maiores investimentos na educação, na formação e na preparação da juventude para o surgimento de novas lideranças.


Precisamos incentivar a revitalização, a organização e a participação dos estudantes, fortalecendo os Grêmios Estudantis e os Diretórios Acadêmicos nas instituições de ensino.


Lula, o futuro do Brasil estará mais assegurado se investirmos na juventude e criarmos oportunidades para o nascimento e a formação de novas lideranças. Eu, Alderico Sena, continuo acreditando e participando da construção do país com que todos nós sonhamos.

Que Deus abençoe o Brasil!


Alderico Sena – Aposentado – Acesse: o site: aldericosena.com – Leia artigos com o puro jornalismo. Querer é poder!

Foto: Arquivo/Divulgação

 

Se estivesse entre nós, o saudoso Dr. Waldir Pires completaria 100 anos no dia 21 de outubro de 2026.

 

Ao ler o especial A TARDE Memória, publicado na edição de sábado, 24/10/2026, com o título “Vida e trajetória de Waldir Pires foram dedicadas à defesa da democracia”, senti a necessidade de prestar esta singela homenagem a quem tanto contribuiu para a história política do Brasil e para minha formação cidadã e profissional.

 

Na condição de eterno aprendiz político do Dr. Waldir Pires, aprendi, com seus ensinamentos, a combater o bom combate contra as desigualdades sociais em nosso país.

 

Em seus discursos, Dr. Waldir defendia:

“Só haverá democracia na medida em que, ao lado da liberdade, tenhamos atendidas as necessidades existenciais básicas.”

 

Essa mensagem, publicada pelo Jornal A TARDE em 16/03/1985, continua atual e merece a reflexão de toda a sociedade.

 

Quando Dr. Waldir Pires assumiu o Ministério da Previdência Social, Sérgio Gaudenzi passou a exercer a função de secretário executivo, e o Dr. Luiz Leal assumiu a Superintendência do INAMPS – Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social. Foi nesse período que assumi a Diretoria do Departamento Regional de Pessoal do Instituto, na Bahia.

 

Durante nossa gestão, implantamos importantes iniciativas em benefício dos servidores e aposentados, entre elas a elaboração do Manual de Direitos e Deveres do Servidor e do Manual de Direitos do Aposentado, reconhecendo a importância de quem cumpriu sua missão profissional e conquistou o direito à aposentadoria.

 

Também apoiamos a criação da ASAP/CAP – Associação dos Servidores Aposentados da Previdência Federal da Bahia.

 

Essas realizações foram reconhecidas na publicação do servidor José Carlos dos Santos, intitulada “Serviu bem o setor de pessoal do INAMPS”, no Espaço do Eleitor do Jornal A TARDE. São registros históricos que guardo com muito respeito e satisfação, juntamente com o certificado de sócio fundador da Associação e as fotografias dos manuais distribuídos aos servidores e aposentados.

 

Confesso à sociedade que procuro dar continuidade, por meio dos meus escritos, à defesa dos interesses coletivos, seguindo os ensinamentos políticos que recebi do grupo liderado pelo Dr. Waldir Pires, de sua companheira, Dona Yolanda Pires, e de seus eternos e fiéis companheiros Sérgio Gaudenzi, Luiz Leal e Jorge Hage.

 

São exemplos de homens públicos que deixaram ensinamentos e referências que não podem ser esquecidos pelas novas gerações.

Que saudade faz, Dr. Waldir Pires!

 

Obrigado, Mestre, pelos ensinamentos, pela confiança e pelo exemplo de vida pública!

 

Seu legado permanece vivo na história e na memória de todos aqueles que acreditam na democracia, na justiça social e em um Brasil melhor.

 

Alderico Sena

Especialista em Gestão de Pessoas

Foto: Divulgação

 

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