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Colunista Destaque – Alderico Sena


A desigualdade social e a violência são consequências do comportamento humano, de suas ações ou omissões?

 

A falta de amor, de respeito e a maldade têm se enraizado no ser humano.

 

Aprendi com minha mãe uma lição simples e valiosa: “Fazer o bem sem olhar a quem.”

 

Resgatar a família, a educação e o respeito ao professor são urgentes para salvar as futuras gerações.

 

Educação forma cidadãos — e começa no berço.

 

Como ensinou Paulo Freire:

“Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.”

 

Educar é construir relações.

Sem educação, não há relação saudável com o outro nem com o mundo.

 

A verdadeira formação do cidadão começa pelo exemplo, desde as primeiras letras, moldando comportamentos, atitudes e valores.

 

Diante disso, surge uma pergunta inevitável:

 

Que juventude o Estado e a família estão formando para o futuro?

 

No passado, os idosos diziam aos jovens:

 

“Vocês são o futuro do Brasil.”

E hoje… o que estamos dizendo?

 

A sociedade está doente.

E, pior: cruel consigo mesma.

 

Vivemos tempos em que já não sabemos em quem acreditar.

 

Como ensinou o Dalai Lama:

“O mundo seria melhor se todos entendessem isto: se puder ajudar os outros, ajude; se não puder, ao menos não lhes faça mal.”

 

 

 

Cada indivíduo é responsável pelo destino da humanidade, seja por suas ações, seja por suas omissões.

 

Como afirmou São João Paulo II:

“A dignidade do homem reside na família.”

 

Mas o que vemos hoje?

  • Desestruturação familiar;

  • Educação fragilizada;

  • Comportamentos distorcidos.

 

As consequências são evidentes: violência crescente, especialmente contra as mulheres.

A educação está sendo deseducada dentro de casa e, muitas vezes, também dentro da escola.

 

Não há como formar cidadãos sem ensinar, desde cedo:

  • limites;

  • disciplina;

  • responsabilidade.

  •  

Todos têm o dever de amparar e proteger as crianças e os adolescentes.

 

Lembro-me de alguns ensinamentos de minha mãe, ainda na adolescência:

“Fale a verdade e defenda o que é certo. Respeite a filha dos outros.”

 

Conselhos que carregam respeito, ética e reciprocidade — valores cada vez mais raros.

 

No mundo atual, falar a verdade incomoda.

 

Defender o que é certo gera rejeição.

 

Como alertou Martin Luther King Jr.:

“Para criar inimigos, não é preciso declarar guerra; basta dizer o que pensa.”

 

Vivemos uma inversão generalizada de valores:

  • na família;

  • na escola;

  • no trabalho;

  • e, principalmente, nos Três Poderes da República.

 

 

 

 

O resultado?

 

Medo.

Insegurança.

Desconfiança.

 

Ninguém confia em mais ninguém.

 

Que país estamos construindo?

 

A hipocrisia e a ambição passaram a dominar muitos comportamentos humanos.

O poder e o capital tornaram-se combustíveis da corrupção e da violência.

Valores essenciais foram sendo abandonados:

  • caráter;

  • ética;

  • respeito;

  • compromisso;

  • profissionalismo;

  • eficiência;

  • solidariedade.

 

Tudo isso já existiu com mais força em nossa convivência social.

 

Hoje, muitas vezes, predomina a aparência em detrimento da essência.

 

E, enquanto a sociedade continuar fingindo que não vê os problemas, o futuro das próximas gerações seguirá comprometido.

 

O sistema pode ser cruel, mas a transformação continua sendo possível.

 

Quem não lê, mal ouve; quem mal ouve, mal vê; quem mal vê, mal fala — e torna-se facilmente manipulado.

 

Jovens, leiam!

 

A leitura conquista conhecimento, realiza sonhos e ajuda a resolver desafios e problemas.

LEI-TURA!

 

A transformação começa onde sempre deveria ter começado:

no comportamento de cada um de nós.

 

Alderico Sena -Especialista em Gestão de Pessoas – Instagram: @aldericosenaSite: aldericosena.com – Consulte e leia excelentes artigos produzidos com compromisso, reflexão e jornalismo responsável.

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


A Lei nº 9.605/98 e o Decreto nº 3.179/99, que tratam dos Crimes Ambientais, precisam ser respeitados e efetivamente cumpridos pelo governo e pela sociedade.

 

A Constituição Federal, em seu Artigo 225, estabelece:

“Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”

 

A educação ambiental é obrigatória no ensino fundamental do Estado da Bahia, tanto nas escolas públicas quanto nas privadas, conforme determina a Lei nº 6.135/91, reforçada pela Lei nº 12.056/2011, que estabelece a educação ambiental como componente permanente e contínuo. No entanto, essas leis não são efetivamente cumpridas.

 

A sociedade precisa conscientizar-se de que somente formaremos cidadãos comprometidos com a preservação ambiental se ensinarmos às crianças, desde os primeiros anos da vida escolar, a respeitar a natureza.

 

O Conselho da OSCIP Rio Limpo agradece o apoio do Presidente e do Vice-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa da Bahia, Deputados José de Arimateia e Matheus Ferreira, pela realização da audiência pública ocorrida em 20 de maio, destinada a debater os impactos ambientais e o projeto de implantação de uma Estação de Tratamento no Rio Ipitanga, um dos principais afluentes do Rio Joanes.

 

O Rio Joanes possui importância estratégica para o abastecimento de água, a biodiversidade e o equilíbrio ambiental de diversos municípios da Região Metropolitana de Salvador. Entretanto, enfrentamos preocupações crescentes relacionadas à poluição, ao desmatamento, à ocupação irregular do solo e aos impactos das ações humanas sobre esse ecossistema.

 

“Todo poder emana do povo” (Art. 1º, parágrafo único, da Constituição Federal), e a sociedade não pode aceitar a falta de vontade política nem o analfabetismo ambiental em relação à importância do meio ambiente. Sem água, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, não há vida.

 

Apenas um secretário municipal de Meio Ambiente e três vereadores dos oito municípios que compõem a Bacia do Rio Joanes — Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho, São Sebastião do Passé, São Francisco do Conde, Candeias, Salvador e Dias d’Ávila — compareceram à audiência pública para discutir a defesa desse rio, de interesse direto da população e dos municípios.

 

São cerca de 8 quilômetros de rio degradado, afetando aproximadamente 600 famílias que perderam sua fonte de sustento em razão da poluição das águas do Rio Joanes, em Lauro de Freitas. O rio encontra-se fortemente comprometido pelos esgotos oriundos de Salvador, que alcançam o Rio Ipitanga.

 

O investimento em saneamento básico realizado pela Embasa em Lauro de Freitas, iniciado em 2013, precisa ser concluído.

 

Durante a audiência, foi proposta à Comissão de Meio Ambiente a criação de um grupo de trabalho composto por representantes do INEMA, da Embasa e dos municípios integrantes da bacia, com apoio técnico da OSCIP Rio Limpo, para estudar, planejar e implementar soluções voltadas à revitalização da Bacia do Rio Joanes.

 

A sociedade precisa ser informada de que as águas do sistema Joanes–Ipitanga abastecem cerca de 40% da população de Salvador e da Região Metropolitana. Essa conscientização é fundamental para estimular a participação popular na defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida.

 

As empresas são grandes consumidoras dos recursos hídricos do Rio Joanes, operam e obtêm receitas a partir desses recursos, mas não oferecem qualquer contrapartida compatível com sua utilização.

 

A OSCIP Rio Limpo defende a criação do ICMS Ecológico como instrumento para ampliar os investimentos ambientais nos municípios. Afinal, quando um município produz petróleo, a Petrobras não realiza o pagamento dos royalties correspondentes?

 

Consciência ambiental e exercício da cidadania são indispensáveis.

São aproximadamente 8 quilômetros do Rio Joanes em estado crítico de degradação, provocando doenças na população e comprometendo a subsistência de famílias de pescadores e marisqueiras. Muitos pescadores são obrigados a navegar entre 30 e 40 quilômetros em busca de pescado de qualidade, colocando suas vidas em risco devido à contaminação das águas do rio.

 

Ao final da audiência, o Deputado Matheus Ferreira assumiu o compromisso de encaminhar as propostas apresentadas, entre elas:

  • Intermediar audiência com o Governador do Estado;

  • Promover reunião com o Presidente da UPB e os prefeitos dos municípios da Região Metropolitana que integram a Bacia do Rio Joanes para apresentação do projeto de revitalização;

  • Discutir a criação de um Consórcio Interfederativo;

  • Incentivar a normatização do uso e ocupação do solo em consonância com o planejamento urbano e a participação do Comitê de Bacia;

  • Estimular que as prefeituras apresentem requerimentos ao Governo do Estado para participação consultiva nos projetos de implantação do sistema de esgotamento sanitário e de abastecimento de água executados pela Embasa;

  • Realizar audiências públicas nos municípios da bacia, com a participação de autoridades, gestores escolares, professores e representantes da sociedade civil organizada, visando ampliar a conscientização sobre o dever constitucional de defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações.

 

O Presidente da Comissão de Meio Ambiente, Deputado José de Arimateia, recebeu do Presidente da OSCIP Rio Limpo, Fernando Borba, a proposta de um projeto de lei que reconhece os manguezais como patrimônio cultural, natural e de sociobiodiversidade do Estado da Bahia. Reconhecendo sua relevância, comprometeu-se a encaminhar a proposta à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa.

 

O depoimento do pescador Raimundo, de 82 anos, morador de Simões Filho, sensibilizou os presentes ao relatar a grave situação ambiental dos rios da Região Metropolitana. Seu testemunho reforçou a necessidade de reflexão sobre a importância das riquezas naturais degradadas ao longo de décadas e alertou para o risco de comprometimento das futuras gerações caso não sejam adotadas medidas urgentes para salvar os rios.

 

Somente formaremos cidadãos conscientes no futuro com a efetiva aplicação da educação ambiental no ensino fundamental, conforme determinam a legislação vigente e o Artigo 225 da Constituição Federal.

 

De mãos dadas, Poder Público e coletividade, cumprindo o dever constitucional de defender e preservar o meio ambiente, construiremos um Brasil melhor para as presentes e futuras gerações.

 

Fernando Borba

Presidente da OSCIP Rio Limpo – @oscipriolimpo

 

Alderico Sena

Conselheiro da OSCIP Rio Limpo – @aldericosena

 

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


Educação: o Alicerce para um Brasil Melhor

 

Os mestres educadores Darcy Ribeiro e Anísio Teixeira alertaram, há décadas, a elite brasileira sobre a importância da educação para o futuro do país.

 

Darcy Ribeiro afirmava:

“A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”

 

A educação forma cidadãos. Sem educação de qualidade, não há solução capaz de garantir às novas gerações participação efetiva no crescimento e no desenvolvimento do Brasil.

Antigamente, os pais eram referências para os filhos, transmitindo ensinamentos simples, porém fundamentais:

 

“Fale a verdade. Defenda o que é certo; Faça o bem sem olhar a quem; Quem não nasceu para servir, não serve para viver; Quem não é visto não é lembrado; Quem quer respeito se respeita. O Povo tem o governo que merece. É preciso SER, para ter com dignidade.

 

Princípios são regras universais, permanentes e inegociáveis, como respeito, honestidade e integridade. Já os valores são crenças pessoais e culturais que orientam decisões e atitudes. Ambos formam a base do caráter humano e são essenciais para a convivência harmoniosa e para a construção de uma sociedade mais justa.

 

A ausência de investimentos consistentes na educação e na valorização do professor contribui diretamente para o agravamento da violência, dificultando até mesmo o direito de ir e vir da população.

Educação não é cara. Cara é o analfabetismo político e a ignorância.

 

O governo tem o dever de adotar medidas urgentes para promover uma ampla reforma no ensino brasileiro, investindo na formação, valorização e qualificação dos professores, visando uma educação pública de qualidade. Somente assim o Brasil poderá constituir-se, de fato, em um verdadeiro Estado Democrático de Direito.

 

Como alertou Anísio Teixeira:

“Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública.”

 

O Brasil precisa aprender com países como Japão, China e Coreia do Sul, que se destacam pela elevada valorização dos professores. Nessas nações, a educação é tratada como prioridade estratégica, e o professor é visto como um dos pilares fundamentais da sociedade, recebendo respeito, estabilidade e melhores condições de trabalho.

 

 

 

A sociedade costuma criticar os jovens e classificá-los como “Geração Z”, mas é necessário refletir: esses jovens são filhos de qual geração? Educação vem do berço; a escola é lugar de conhecimento e formação intelectual.

 

A escassez de lideranças comprometidas com princípios éticos e morais, tanto na sociedade quanto nos Três Poderes Constituídos — Executivo, Legislativo e Judiciário — é vergonhosa e representa um péssimo exemplo para a juventude brasileira.

 

Se a sociedade deseja gerações mais educadas, éticas e preparadas, é necessário que família, sociedade e Estado cumpram o que determina a Constituição Federal, em seu Artigo 227:

 

“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.”

 

O Brasil possui riquezas naturais e geográficas invejáveis, mas ainda carece de homens públicos comprometidos com a moralidade, a eficiência administrativa e o interesse coletivo.

 

Basta observar o que estabelece o Artigo 37 da Constituição Federal, ao determinar que a administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

 

A ausência desses princípios contribui diretamente para o aumento da desigualdade social, da fome, da miséria, da violência e do retrocesso socioeconômico do país.

 

A sociedade está pagando um preço alto pelas omissões históricas e pelo uso inconsciente da maior arma democrática que possui: o voto.

 

Sem educação, consciência política e responsabilidade cidadã na escolha de representantes comprometidos com as causas públicas, jamais alcançaremos a verdadeira “Ordem e Progresso”, lema presente na Bandeira Nacional.

 

Eleitor…De quem é a culpa da hereditariedade na política?

 

O momento exige reflexão, ação e responsabilidade. É no governo que se decidem os rumos do país e as condições de vida da população.

 

Valorize o seu voto. Valorize a si mesmo.

 

Precisamos pensar em um Brasil melhor para todos.

 

Quem não gosta de política acaba sendo governado por quem gosta.

 

Querer é poder. Seja a mudança e pare de reclamar!

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas e ex-Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte de 1989 – Instagram: @aldericosena

 

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