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Colunista Destaque – Alderico Sena


“Educação não é cara. Cara é a ignorância.” A frase de Leonel Brizola permanece atual ao sintetizar um dos principais desafios do Brasil: sem educação de qualidade, não há democracia sólida nem desenvolvimento sustentável.

 

A crise enfrentada pelo país vai além da política e da economia. Trata-se, sobretudo, de uma crise de valores. A sociedade apresenta sinais preocupantes de intolerância, violência e indiferença, reflexo da fragilidade na formação cidadã e no fortalecimento da estrutura familiar. Como afirmou Papa João Paulo II, “a dignidade do homem reside na família”. Família e escola continuam sendo pilares fundamentais na construção de uma sociedade equilibrada.

 

A ausência do exercício pleno da cidadania, somada a comportamentos antiéticos e à desvalorização da responsabilidade coletiva, contribui para o agravamento das desigualdades sociais, da violência e da corrupção. Episódios recentes, como o caso ocorrido em Itumbiara e registros de maus-tratos a animais em Florianópolis, evidenciam o nível de deterioração social que preocupa e exige reflexão profunda.

 

A chamada “Jovem Guarda” das décadas de 1950, 1960 e 1970 — movimento que celebrou o amor, a alegria e a força da juventude, distante de polarizações políticas — está se despedindo. E a pergunta permanece: onde está a renovação de valores que promovam união, respeito e convivência harmoniosa?

 

A crise ética também se manifesta na gestão urbana e na preservação do patrimônio histórico. Em Salvador, a situação do Centro Histórico evidencia a ausência de políticas públicas eficazes e de visão estratégica para preservar um dos maiores símbolos culturais do país. Em reportagem publicada no jornal A Tarde, na edição de 15 de fevereiro, o jornalista Levi Vasconcelos destacou o apelo de lideranças culturais diante do abandono da região. “O Centro Histórico não é apenas um espaço urbano: é patrimônio cultural e parte essencial da identidade nacional.” Clarindo Silva

 

Outro ponto sensível é a substituição de valores estruturantes por interesses imediatistas. Ambição desmedida, busca por poder e vantagens pessoais têm se sobreposto a princípios como ética, profissionalismo, respeito e solidariedade. O resultado é uma sociedade marcada pela incoerência entre discurso e prática.

 

No campo político, essa contradição torna-se ainda mais evidente. Discursos de integridade nem sempre se traduzem em ações consistentes, e a tolerância social com comportamentos incoerentes contribui para a perpetuação de lideranças que não correspondem às expectativas da população.

 

A transformação desse cenário exige mudança de postura coletiva. O voto consciente é instrumento legítimo de fiscalização e renovação democrática. Mais do que reclamar, é necessário participar, acompanhar e cobrar resultados.

 

Resgatar a educação de qualidade, fortalecer a família, preservar o meio ambiente e valorizar o patrimônio cultural são medidas indispensáveis para reconstruir a confiança social. O futuro do país depende das escolhas feitas no presente — individuais e coletivas.

 

O Brasil precisa de atitude.

E a atitude começa em você.  CPI do eleitor é o voto consciente! Seja a mudança!

 

Alderico Sena – Consulte e leia bons artigos com o puro jornalismo aldericosena.com

 

Colunista Destaque Alderico Sena


A consolidação de políticas públicas estruturantes voltadas à formação humana exige visão estratégica e compromisso institucional. Nesse contexto, propõe-se a criação do SESPOC – Serviço Social da Arte, do Esporte e da Cultura, nos moldes do Sistema S, como instrumento de desenvolvimento social, econômico e educacional.

 

A experiência histórica brasileira demonstra a eficácia do modelo. Criado em 1942, com a fundação do Senai, o Sistema S tornou-se referência nacional em qualificação profissional, assistência social e promoção da cidadania. Posteriormente, outras entidades como Sesc, Sesi, Senac, Senat, Sebrae, Senar e Sescoop ampliaram a capilaridade e o alcance das ações formativas em todo o território nacional.

 

O Sescoop, instituído pela Medida Provisória nº 1.715/1998, consolidou-se como política pública bem-sucedida voltada ao cooperativismo, evidenciando que o modelo é replicável e eficiente quando há clareza de propósito e governança estruturada.

 

A criação do SESPOC atenderia a uma lacuna estratégica nas áreas de arte, esporte e cultura, setores com comprovado impacto na inclusão social, na geração de emprego e renda, na redução da violência e na formação cidadã. A trajetória de artistas e atletas brasileiros, muitos oriundos de contextos de vulnerabilidade, comprova o potencial transformador desses segmentos.

 

Além do valor simbólico e identitário, arte, esporte e cultura representam cadeias produtivas relevantes, com capacidade de impulsionar economias locais e regionais, fortalecer o turismo e ampliar a arrecadação tributária.

 

Diante disso, a instituição do SESPOC, por meio de Medida Provisória presidencial, representaria um avanço estrutural na política de desenvolvimento humano do país, alinhando inclusão social, qualificação e fortalecimento da economia criativa.

 

O Brasil possui riqueza cultural e talento humano. Falta consolidar uma política permanente, estruturada e institucionalizada para potencializá-los.

 

Alderico Sena - Especialista em Gestão de PessoasMembro Fundador e Ex-Superintendente do SESCOOP – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado da Bahia – site:aldericosena.com

 

  • Alderico Sena Sena
  • 7 de fev.
  • 2 min de leitura

Colunista Destaque – Alderico Sena

 

O Brasil que queremos começa com cidadania, ética, profissionalismo, compromisso e respeito na condução da administração pública.

 

O país vive uma crise que vai além da política.

 

É, sobretudo, uma crise de valores.

 

Quando a ética falha, a confiança morre. E, sem confiança, não há futuro.

 

Nesse contexto, merece destaque a iniciativa do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, ao propor a criação de um Código de Ética no âmbito do STF e do ministro Flávio Dino que suspende ‘penduricalhos’ dos Três Poderes em todo o país em consonância com os princípios constitucionais da administração pública.

 

O artigo 37 da Constituição Federal estabelece como pilares da administração pública a legalidade, a impessoalidade, a moralidade, a publicidade e a eficiência. A reflexão que se impõe é se tais princípios estão, de fato, sendo plenamente observados.

 

A realidade brasileira, no entanto, demonstra que esses fundamentos nem sempre são respeitados, o que contribui para a sensação de anarquia administrativa e para o enfraquecimento das instituições públicas.

 

Ao longo dos anos, escrevi artigos publicados nos jornais A Tarde e Tribuna da Bahia, nos quais abordei temas como a ética nas instituições, o custo da sociedade com os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o descrédito institucional, os males do Brasil, a necessidade de aprimorar o Congresso Nacional, o Brasil que queremos, a transição entre gerações, a diferença entre política e politicagem, a convocação de uma constituinte e a urgência de repensarmos os rumos do país.

 

A pergunta, portanto, permanece atual: qual é o Brasil que queremos construir para as futuras gerações?

 

Um país sem liderança, coragem, caráter, competência e compromisso com a coisa pública não consegue representar, de forma legítima, os interesses do povo brasileiro.

 

A escassez de líderes preparados, o enfraquecimento dos Poderes e a falta de investimentos consistentes na educação contribuíram decisivamente para a banalização dos valores morais e institucionais.

No exercício da cidadania — fundamento da República, conforme o artigo 1º da Constituição Federal — é dever de cada brasileiro cobrar posturas éticas, responsáveis e comprometidas de seus representantes.

 

O fortalecimento das instituições passa, necessariamente, pelo exemplo de seus dirigentes.

 

Resgatar o verdadeiro significado do lema inscrito na Bandeira Nacional, “Ordem e Progresso”, exige mais do que discursos: requer ações concretas, compromisso institucional e participação ativa da sociedade.

 

Pensar em um Brasil melhor para as futuras gerações é uma responsabilidade coletiva. No entanto, conquistar esse futuro depende, sobretudo, de cada eleitor saber usar a maior arma que possui: o título eleitoral.

 

A mudança começa em cada um de nós.

 

Valorize seu voto e valorize a si mesmo nas eleições de 2026.

 

Querer é poder. Seja a mudança.

Como disse Rui Barbosa: “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.”

 

Se essa reflexão fez sentido para você, curta, compartilhe e ajude essa mensagem a chegar a mais brasileiros.

 

Juntos, somos mais fortes.

 

Alderico Sena - Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte – 1989Acesse: aldericosena.com – Leia artigos com jornalismo responsável Siga: @aldericosena

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