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Colunista Destaque – Alderico Sena


A cidadania é um dos mais importantes instrumentos de transformação social. O destino de um país e as condições de vida de sua população dependem, em grande parte, das decisões tomadas pelos governantes eleitos pelo povo.

O exercício da cidadania exige responsabilidade, reflexão e participação consciente. Fanatismo e radicalismo não contribuem para o fortalecimento da democracia. Ao contrário, enfraquecem o debate público e dificultam a construção de soluções para os problemas nacionais.

A Constituição Federal estabelece que “todo o poder emana do povo”. No entanto, para que esse princípio seja efetivamente respeitado, é necessário que a sociedade acompanhe, fiscalize e cobre resultados de seus representantes.

A administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Apesar disso, ainda convivemos com problemas como corrupção, desperdício de recursos públicos, burocracia excessiva e desigualdades sociais, fatores que comprometem o desenvolvimento do país.

A escassez de lideranças, a fragilidade das instituições e a insuficiência de investimentos em educação são fatores que contribuem para a banalização dos valores morais. A ética na administração pública é indispensável, considerando que tudo o que é ilegal também é imoral.

O Brasil precisa fortalecer suas instituições, valorizar a educação e investir em ciência, tecnologia e qualificação profissional. Os países que alcançaram elevados índices de desenvolvimento transformaram a educação em uma prioridade estratégica.

No Brasil, um deputado dispõe de diversos assessores e de todas as condições necessárias para exercer suas funções. Em contrapartida, muitos professores trabalham com turmas numerosas, enfrentam uma série de dificuldades para desenvolver suas atividades e ainda não recebem o reconhecimento e a valorização que merecem. Afinal, quem não passa pelas mãos de um professor?

O exercício da cidadania não pode se limitar ao pagamento de impostos e ao voto periódico. Cidadania também significa participação ativa na vida pública, fiscalização dos governantes e defesa dos interesses coletivos.

A Copa do Mundo passa. O voto fica. E é nas urnas que se decide o destino do Brasil.

A Copa do Mundo desperta emoções, une torcidas e mobiliza milhões de brasileiros. No entanto, o eleitor não pode esquecer que, após o apito final, o Brasil continuará precisando de boas decisões para construir um futuro melhor.

As eleições de outubro têm impacto direto na vida da população, na educação, na saúde, na segurança, na geração de empregos e no desenvolvimento do país. Por isso, é fundamental que o cidadão exerça seu direito de voto com responsabilidade, consciência e reflexão, sem fanatismo e sem radicalismo.

Quem não gosta de política acaba sendo governado por quem gosta. Por isso, é fundamental conhecer a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas e votar com consciência.

O Brasil precisa de um projeto de longo prazo, construído com a participação da sociedade civil organizada, capaz de estabelecer metas e prioridades para as próximas décadas.

Democracia exige participação. Mudança exige atitude. O futuro do Brasil depende das escolhas que fazemos hoje.

Valorize seu voto. Valorize a si mesmo. Seja protagonista da mudança que deseja ver no Brasil.

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas – Site: aldericosena.comInstagram: @aldericosena

 

 

EDUCAÇÃO, VALORES E FORMAÇÃO HUMANA


É preciso ser para ter. A mudança começa pelo comportamento.


A educação forma cidadãos. É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais.


Ela nasce do exemplo, das atitudes e dos valores transmitidos no ambiente familiar. Com toda certeza, a educação começa em casa.


O mestre educador Darcy Ribeiro alertou:

“A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”


O sistema é cruel e, mais grave ainda, pais e escolas não estão ensinando aos jovens a importância de conhecer os símbolos nacionais, a cidadania, a soberania, os deveres e as virtudes cívicas, a Lei Orgânica do Município, as Constituições Estadual e Federal, as atribuições constitucionais dos Três Poderes constituídos, entre outros ensinamentos essenciais.


Que geração a família, a sociedade e os políticos estão formando quando os jovens convivem diariamente com exemplos de corrupção, violência, desrespeito e intolerância?


Quando formos capazes de ultrapassar as aparências, entraremos em contato com a realidade e compreenderemos que grande parte do sofrimento humano nasce da ignorância, da falta de reflexão e da incapacidade de enxergar o outro com respeito e empatia.


A sociedade precisa refletir sobre seu comportamento e definir, de forma consciente, o Brasil que deseja construir para as futuras gerações, sem politicagem e sem partidarismos cegos.

 

Ao observarmos a baixa participação da população em assembleias de condomínio, associações, cooperativas, sindicatos, conselhos de classe e outras entidades voltadas à defesa dos interesses coletivos, chegamos à conclusão de que a sociedade é cruel consigo mesma, sendo PhD em reclamar do Brasil.


Lima Barreto definiu esse comportamento com precisão:

“O Brasil não tem povo, apenas público. Povo luta por seus direitos; público apenas assiste de camarote.”


Em pleno século XXI, é triste observar a disseminação da desinformação, da intolerância, da despolitização e dos interesses pessoais acima do interesse coletivo. Como alertou Bertolt Brecht, o analfabetismo político produz graves consequências para a sociedade.


Brasileiro, ajude a construir um país melhor para seus filhos e netos. É na esfera pública que se decidem os rumos da nação e as condições de vida da população.


A hipocrisia, a inversão de valores e a ambição excessiva têm colocado os interesses individuais acima do ser humano, dos animais e do meio ambiente.


Resgatar os valores familiares, a educação, o caráter, o respeito, a honestidade, a ética e o compromisso com as causas coletivas é dever de todos.


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas e Ex-Assessor do IAT – Instituto Anísio Teixeira @aldericosena – site: aldericosena.com

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


A desigualdade social e a violência são consequências do comportamento humano, de suas ações ou omissões?

 

A falta de amor, de respeito e a maldade têm se enraizado no ser humano.

 

Aprendi com minha mãe uma lição simples e valiosa: “Fazer o bem sem olhar a quem.”

 

Resgatar a família, a educação e o respeito ao professor são urgentes para salvar as futuras gerações.

 

Educação forma cidadãos — e começa no berço.

 

Como ensinou Paulo Freire:

“Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo.”

 

Educar é construir relações.

Sem educação, não há relação saudável com o outro nem com o mundo.

 

A verdadeira formação do cidadão começa pelo exemplo, desde as primeiras letras, moldando comportamentos, atitudes e valores.

 

Diante disso, surge uma pergunta inevitável:

 

Que juventude o Estado e a família estão formando para o futuro?

 

No passado, os idosos diziam aos jovens:

 

“Vocês são o futuro do Brasil.”

E hoje… o que estamos dizendo?

 

A sociedade está doente.

E, pior: cruel consigo mesma.

 

Vivemos tempos em que já não sabemos em quem acreditar.

 

Como ensinou o Dalai Lama:

“O mundo seria melhor se todos entendessem isto: se puder ajudar os outros, ajude; se não puder, ao menos não lhes faça mal.”

 

 

 

Cada indivíduo é responsável pelo destino da humanidade, seja por suas ações, seja por suas omissões.

 

Como afirmou São João Paulo II:

“A dignidade do homem reside na família.”

 

Mas o que vemos hoje?

  • Desestruturação familiar;

  • Educação fragilizada;

  • Comportamentos distorcidos.

 

As consequências são evidentes: violência crescente, especialmente contra as mulheres.

A educação está sendo deseducada dentro de casa e, muitas vezes, também dentro da escola.

 

Não há como formar cidadãos sem ensinar, desde cedo:

  • limites;

  • disciplina;

  • responsabilidade.

  •  

Todos têm o dever de amparar e proteger as crianças e os adolescentes.

 

Lembro-me de alguns ensinamentos de minha mãe, ainda na adolescência:

“Fale a verdade e defenda o que é certo. Respeite a filha dos outros.”

 

Conselhos que carregam respeito, ética e reciprocidade — valores cada vez mais raros.

 

No mundo atual, falar a verdade incomoda.

 

Defender o que é certo gera rejeição.

 

Como alertou Martin Luther King Jr.:

“Para criar inimigos, não é preciso declarar guerra; basta dizer o que pensa.”

 

Vivemos uma inversão generalizada de valores:

  • na família;

  • na escola;

  • no trabalho;

  • e, principalmente, nos Três Poderes da República.

 

 

 

 

O resultado?

 

Medo.

Insegurança.

Desconfiança.

 

Ninguém confia em mais ninguém.

 

Que país estamos construindo?

 

A hipocrisia e a ambição passaram a dominar muitos comportamentos humanos.

O poder e o capital tornaram-se combustíveis da corrupção e da violência.

Valores essenciais foram sendo abandonados:

  • caráter;

  • ética;

  • respeito;

  • compromisso;

  • profissionalismo;

  • eficiência;

  • solidariedade.

 

Tudo isso já existiu com mais força em nossa convivência social.

 

Hoje, muitas vezes, predomina a aparência em detrimento da essência.

 

E, enquanto a sociedade continuar fingindo que não vê os problemas, o futuro das próximas gerações seguirá comprometido.

 

O sistema pode ser cruel, mas a transformação continua sendo possível.

 

Quem não lê, mal ouve; quem mal ouve, mal vê; quem mal vê, mal fala — e torna-se facilmente manipulado.

 

Jovens, leiam!

 

A leitura conquista conhecimento, realiza sonhos e ajuda a resolver desafios e problemas.

LEI-TURA!

 

A transformação começa onde sempre deveria ter começado:

no comportamento de cada um de nós.

 

Alderico Sena -Especialista em Gestão de Pessoas – Instagram: @aldericosenaSite: aldericosena.com – Consulte e leia excelentes artigos produzidos com compromisso, reflexão e jornalismo responsável.

 

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