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Colunista Destaque – Alderico Sena


15 de outubro -Dia dos Professores. Ensinar é transformar vidas. Parabéns Professores!

 

Educação forma cidadãos. “Quem não lê, mal fala, mal ouve e mal vê.”A leitura é a lei que conquista conhecimento, realiza sonhos e resolve muitos problemas: LEI-TURA!

 

Quem cria e descria qualquer coisa é o ser humano. No mundo contemporâneo, o próprio homem tem sido cruel consigo mesmo — e as futuras gerações pagarão pelos péssimos exemplos e ensinamentos que hoje se multiplicam.

 

É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais. A educação vem do exemplo, das atitudes — e, com toda certeza, educação vem de berço, enquanto o conhecimento é adquirido na escola.

 

O grande educador Mestre Darcy Ribeiro afirmou com razão:

“A educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”

 

De quem é a culpa pela anarquia no Congresso Nacional e na administração pública?A sociedade não é vítima — é cúmplice. Reclama do governo, mas esquece que foi ela quem colocou os políticos lá, desde a promulgação da Constituição de 1988.

 

A violência, a corrupção e a impunidade são reflexos dos governantes e políticos que o eleitor elege e reelege há décadas, pois o voto é individual e secreto.

 

É inconcebível o grau de despolitização, desinformação e desinteresse do povo pela política, sem compreender que as condições de vida da população e o desenvolvimento do país dependem diretamente das decisões do governo.

O mais grave é que o cidadão reclama das consequências, mas esquece de sua responsabilidade na causa.

 

Houve um tempo em que um filho não podia chegar em casa com um lápis ou uma borracha que não fossem seus. Hoje, vivemos em um mundo “moderno”, onde tudo é permitido — e as consequências recairão pesadamente sobre as futuras gerações.

No passado, as palavras e os ensinamentos dos pais eram obedecidos.

Lembro-me de que, quando criança, bastava um olhar dos pais ou professores para entender que algo estava errado e cada filho de uma tarefa em casa.

Criança era criança, adolescente era adolescente — e sabiam distinguir o certo do errado.

 

O tempo passou, e com ele chegou a era do “tudo pode”: consumismo, desrespeito, agressões e a troca de agrados pela ausência de limites, disciplina e responsabilidade.

 

A hipocrisia e a inversão de valores tomaram conta das famílias modernas. O que mais se vê hoje é desrespeito, violência entre casais e maus exemplos para filhos e novas gerações.

 

Mas o que causou tamanha inversão de valores?

Tudo começa em casa. A família educa, e a escola ensina.

 

Transferir para a escola a responsabilidade de educar os filhos é um erro gravíssimo.A educação está deseducada — em casa e na escola.

 

O homem que não tiver princípios e valores familiares não deve colocar filho no mundo.Filhos querem afeto, presença e um pai companheiro para conviver e compartilhar sentimentos e momentos.

 

Resgatar a essência familiar e educacional deve ser prioridade de todos, diante da desestruturação que alimenta a violência desde as raízes.É esse o Brasil que queremos deixar para as futuras gerações?

 

Em outros tempos, o professor era a lei máxima dentro da escola.Hoje, por conta de leis e proibições criadas por quem desconhece os pilares da educação, tornou-se quase impossível chamar a atenção de um aluno sem sofrer represálias.

Pais vorazes por “justiça” atacam justamente aqueles que ajudam a formar seus próprios filhos.

 

O respeito ao professor é uma lição que vem de casa.Todos passam por um professor — inclusive os próprios professores.

 

Educar não é bater; é ensinar o que é certo e o que é prejudicial.Conversar e dialogar são sempre as melhores opções, mas é indispensável impor limites, pois a ausência deles prejudica o próprio filho.

 

Princípios e valores morais são conjuntos de regras, leis e costumes que devemos respeitar e seguir.

A inversão de valores, associada à perda da moral e da ética, define nossa reputação, o modo como seremos respeitados e, acima de tudo, o rumo de nossas vidas.

 

Diante da dimensão da hipocrisia, da inversão de valores e da violência do ser humano contra o próprio ser humano, é urgente rever a educação que está sendo dada aos filhos, se quisermos um país e um futuro melhores.

 

Tudo começa com bons exemplos e ensinamentos em casa.

O adolescente precisa de limites, disciplina e responsabilidade para ter dignidade e, no futuro, ser um cidadão exemplar para seus filhos e netos.

 

Proponho ao Presidente Lula a implementação da matéria “Educação Associativa e Sustentabilidade” nos ensinos fundamental e médio, a fim de dotar alunos e futuros profissionais de conhecimentos sobre os princípios e valores do cooperativismo como pilares de transformação comportamental das futuras gerações — pelo Brasil que sonhamos.

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas – Ex-Superintendente do Sistema Cooperativo do Estado da Bahia e Ex-Assessor do IAT – Instituto Anísio Teixeira – site:aldericosena.com | Instagram: @aldericosena

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


Por Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas

 

O crescimento sustentável de um país está diretamente ligado à qualidade de seus líderes. No entanto, vivemos uma escassez de liderança ética, agravada pela fragilidade dos poderes constituídos e pela falta de investimentos consistentes em educação. Esses fatores contribuíram para a banalização dos valores morais e éticos nos Poderes constituídos e na sociedade.

 

A crise política, moral e institucional que enfrentamos no Brasil decorre, em grande parte, da ausência de líderes comprometidos com o bem comum. Não temos mais referências políticas como nos tempos em que a política era exercida com elevação, idealismo e responsabilidade. Antigamente, os atores políticos se revezavam na missão de defender ideias com base em argumentos sólidos, guiados por valores institucionais. Hoje, a falta de lideranças éticas é a principal causa da crise institucional que assola o país.

 

A escassez de ética no mundo atual também é reflexo da má qualidade do ensino e da carência de pensadores com uma visão de futuro para o Brasil. Muitos profissionais recém-formados deixam de cumprir os compromissos éticos assumidos em seus juramentos, o que compromete o desenvolvimento da nação.

 

O juramento profissional é uma declaração solene de compromisso com os princípios éticos da profissão. Ele é essencial para assegurar a integridade, a responsabilidade e o respeito às normas que regem cada área de atuação. Político e Profissionais como medicina, direito e engenharia, dentre outras, exigem uma conduta ética rigorosa, pois suas decisões impactam diretamente a vida das pessoas. O juramento deve ser um guia permanente de comportamento — pautado pela honestidade, competência e respeito — e uma fonte de confiança da sociedade no exercício profissional.

 

É preciso ser, para depois ter. O valor do ser humano não deve ser medido pelo que possui, mas pelo que faz com o conhecimento adquirido, com profissionalismo e compromisso institucional. O culto ao individualismo gera egoísmo, e este, por sua vez, é a raiz de muitas formas de violência. Ao longo das duas primeiras décadas do século XXI, testemunhamos o crescimento de atitudes hipócritas, ambiciosas e antiéticas, que vêm contribuindo para a degradação das relações sociais e o aumento da violência.

 

 

 

 

 

 

 

 

O ser humano precisa compreender que tudo o que é ilegal, também é imoral. Alguns têm caráter; outros, apenas preço — e caráter não se vende. A ética deve estar presente em todos os ambientes: familiar, social e profissional. Ela é indispensável para a convivência harmoniosa entre as pessoas, para a qualidade dos serviços prestados à sociedade e para garantir aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência na administração pública, como estabelece o artigo 37º da Constituição Federal.

 

Mas afinal, o que é ser ético? Em uma definição simples: é agir corretamente, sem prejudicar o outro. A ética se baseia em valores morais culturais, que podem variar com o tempo e o espaço, mas mantêm fundamentos universais. A ética é também uma questão individual, nascida de um conjunto de princípios que resistem ao tempo. O que falta não são profissionais no mercado — o que falta é profissionalismo.

 

Algumas virtudes éticas essenciais incluem:

  • Honestidade, para construir credibilidade por meio de relações francas;

  • Coragem, para assumir decisões e responsabilidades;

  • Tolerância e flexibilidade, para ouvir e avaliar antes de julgar;

  • Integridade, para manter-se fiel aos valores mesmo diante das pressões;

  • Humildade, para reconhecer que o sucesso é coletivo e não apenas pessoal.

Para ser leal com o próximo, é preciso, antes de tudo, ser leal consigo mesmo. Só assim poderemos construir uma sociedade mais justa, educada, fraterna e solidária. Tudo passa por uma combinação de serenidade, disciplina, equilíbrio, limites, consciência profissional, política e, sobretudo, educação. Porque é a educação que forma o cidadão.

 

Um poeta anônimo sintetizou muito bem o verdadeiro conceito de ética:“Vigie seus pensamentos, porque eles se tornarão palavras; vigie suas palavras, porque elas se tornarão seus atos; vigie seus atos, porque eles se tornarão seus hábitos; vigie seus hábitos, porque eles se tornarão seu caráter; vigie seu caráter, porque ele será o seu destino.”

 

A escassez de ética no mundo contemporâneo é, sim, alarmante. É hora de a humanidade rever seus conceitos morais e éticos, com vistas a construir um Brasil mais justo e promissor para as futuras gerações.

 

www.aldericosena.com / @aldericosena

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


O Brasil vive uma profunda crise que atinge a todos: idosos, jovens, trabalhadores e famílias. Reconstruir o país exige o exercício pleno da cidadania, com olhar firme nas futuras gerações.

A sociedade precisa reagir e mostrar aos políticos que agem em benefício próprio, de partidos ou grupos, que o povo não é carta marcada nem “bobo da corte”. É preciso dizer não à corrupção, à violência e à inércia que impedem o crescimento socioeconômico da nação.

Na promulgação da Constituição de 1988, o então presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Deputado Ulisses Guimarães, foi enfático: “A única coisa que mete medo em político é o povo na rua.”

O povo deve exigir que o governo inclua no Código Penal a corrupção contra o erário público como crime hediondo, com pena mínima de 30 anos, a exemplo de desvios no INSS e em outras áreas. O Brasil não suporta mais tanta impunidade.

Virtudes cívicas

“As virtudes cívicas dos que governam são qualidades morais e atitudes de dedicação à comunidade, que promovem o bem-estar coletivo acima dos interesses próprios. Justiça, honestidade, moderação e dedicação à coisa pública são essenciais para o bom funcionamento de uma república democrática, garantindo a participação ativa dos cidadãos e a manutenção de um governo responsável e transparente.”

Esses valores estão consagrados nos Artigos 1º (parágrafo único) e 37º da Constituição Federal.

O papel do parlamento e o exemplo das ruas

O Congresso Nacional não pode ser palco de espetáculos, mas espaço de seriedade e responsabilidade. Estádios servem para torcidas e explosões de alegria; o parlamento, para representar a sociedade com inteligência e urbanidade.

O povo, ao ir às ruas, lembrou a seus representantes que “nós voltamos”. As manifestações não foram apenas protestos: foram um grito de esperança e de exigência de mudanças.

 

Um chamado à responsabilidade

A população pede novas respostas para as crises políticas, sociais e econômicas. Não há espaço para interesses mesquinhos, práticas do “centrão” e jogos de poder que apenas alimentam corrupção e desinformação.

A pluralidade das manifestações revela um broto de esperança: a cidadania pode reverter os cenários de crise. Para isso, exige-se coragem das lideranças, movimentos sociais, formadores de opinião e agentes políticos. É preciso diálogo, generosidade e compromisso com o bem comum – não omissão.

O povo não busca salvadores da pátria, mas representantes que, no cotidiano, façam da política um instrumento de serviço. A lição das ruas prova o poder transformador da cidadania e o desejo coletivo de justiça, ética e verdade.

A força do voto

Ser político é servir ao público e ao país – não a interesses pessoais ou de grupos. Esse é o único caminho para a reconstrução do Brasil.

Em 2026, valorize o seu voto e valorize a si mesmo, eleitor. Querer é poder. Seja a mudança!

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas e Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte de 1989 – @aldericosena -site:aldericosena.com

 

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