top of page

O Brasil não enfrenta apenas uma crise econômica ou partidária. Enfrenta uma crise moral, institucional e educacional que compromete as bases da República.

 

O alerta do educador Darcy Ribeiro nunca foi tão atual:

“A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto. ”“A educação não é cara. Cara é a ignorância.”

 

A deterioração ética que testemunhamos não surge por acaso. É fruto da fragilidade da formação cidadã e da ausência de consciência política.

 

Grande parte dos desmandos que atingem o país decorre do voto inconsciente e da escolha reiterada de representantes que ignoram princípios constitucionais fundamentais, como a dignidade da pessoa humana e os valores sociais da cidadania, previstos no Artigo 1º da Constituição Federal.

 

Hoje, o cidadão brasileiro sente-se sobrecarregado de deveres e distante de direitos.Vota nas eleições. Paga impostos elevados. Assiste ao avanço da violência e aos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo recursos públicos — INSS, fundos partidários, emendas parlamentares e outros mecanismos que deveriam servir ao interesse coletivo.

 

Observa privilégios incompatíveis com a realidade da maioria da população. São muitos com pouco e poucos com muito.

 

Como escreveu Lima Barreto:

“O Brasil não tem povo, apenas público. Povo luta por seus direitos; público apenas assiste de camarote.”

 

O Brasil possui riquezas naturais extraordinárias e posição geopolítica estratégica. O que falta não é potencial — é compromisso ético e responsabilidade institucional com a verdadeira Ordem e Progresso inscritos na Bandeira Nacional.

 

A inversão de valores é perceptível nas instituições e no comportamento social.E quando a confiança pública se fragiliza, a democracia se enfraquece.

 

A Constituição Federal, em seu Artigo 37, determina que a administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

Não se trata de recomendação. Trata-se de obrigação constitucional.

Quando esses princípios são relativizados, não se agride apenas a norma jurídica. Compromete-se a própria credibilidade do Estado.

 

Os três Poderes — Executivo, Legislativo e Judiciário — têm responsabilidade histórica na preservação da estabilidade institucional. É legítimo reconhecer decisões que enfrentem distorções e privilégios incompatíveis com o interesse público. O dinheiro arrecadado pertence ao povo, não a estruturas de poder.

 

Como alertou Martin Luther King Jr.:

“Para criar inimigos, não é necessário declarar guerra; basta dizer o que pensa.”

 

A crítica responsável fortalece a democracia.

O silêncio complacente a enfraquece.

O desequilíbrio moral tem raízes na educação fragilizada — tanto no ambiente familiar quanto no sistema educacional. Países que decidiram investir de forma consistente na formação do seu povo transformaram seu destino histórico. O Brasil ainda negligencia o professor — o profissional que forma todos os demais.

 

Não haverá transformação sem educação, consciência política e responsabilidade coletiva.

 

O eleitor precisa compreender que o voto é instrumento de poder, não moeda de troca.

Alternância de poder é princípio democrático.

Evita perpetuações, previne distorções e fortalece as instituições republicanas.

 

Em outubro, novas eleições se aproximam. É momento de avaliar trajetórias, coerência, preparo e compromisso público. Marketing não substitui caráter. Discurso não substitui histórico.

 

Como refletiu Bertolt Brecht, o analfabetismo político cobra um preço alto da sociedade. Quem não gosta de política é governado por quem gosta.

 

E a advertência atribuída a Pablo Neruda permanece atual:

“Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.”

 

O Brasil do futuro será resultado direto das escolhas feitas agora.

 

Não é tempo de radicalização estéril.

É tempo de maturidade cívica.

É tempo de responsabilidade institucional.


A verdadeira transformação começa quando o cidadão deixa de ser espectador e assume seu papel como protagonista da República.


Educação, ética e voto consciente são os pilares de um Brasil mais justo, estável e respeitado.

O país não precisa de salvadores.

 

Precisa de cidadãos e de políticos de caráter, competentes e comprometidos com as causas públicas.

 

Respeitar as leis e o próximo são essenciais, mas respeitar a si mesmo é virtude.

 

Se esta reflexão fez sentido para você, compartilhe.


A mudança começa pela consciência.

Juntos, somos mais fortes.

 

Alderico Sena - Especialista em Gestão de Pessoas - www.aldericosena.com

 

Colunista Destaque – Alderico Sena

A OSCIP Rio Limpo vem a público manifestar profunda preocupação com a ausência de resposta do Governo do Estado da Bahia ao pedido formal de audiência protocolado em setembro de 2025 para tratar da revitalização do Rio Joanes e seus afluentes.

 

O Rio Joanes é um dos principais mananciais responsáveis pelo abastecimento de água da Região Metropolitana de Salvador. Sua degradação não é apenas uma questão ambiental — é uma questão de saúde pública, dignidade humana, desenvolvimento econômico e segurança hídrica para milhares de famílias baianas.

 

A falta de vontade política compromete a revitalização do Rio Joanes.

 

Em setembro de 2025, a OSCIP Rio Limpo solicitou audiência formal ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues e aos Prefeitos de Salvador, Bruno Reis, Debora Regis de Lauro de Freitas e Luiz Caetano de Camaçari, para tratar da revitalização do rio e de seus afluentes.

 

Até agora, não houve manifestação oficial.

 

Quando um governo não responde a um pedido para discutir água, precisamos refletir:

Que prioridade estamos dando à vida?

 

A ausência de diálogo institucional diante de um tema estratégico para o presente e o futuro da Bahia gera preocupação e reforça a percepção de falta de prioridade política para a pauta ambiental.

 

A OSCIP Rio Limpo informa ainda que aguarda a definição da data da audiência pública junto à Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa da Bahia, espaço democrático fundamental para que o debate seja ampliado e a sociedade tenha respostas concretas.

 

A luta pela revitalização do Rio Joanes não é uma pauta ideológica. É uma pauta civilizatória.

 

 Não se trata de oposição, mas de compromisso com a vida.

 

A degradação ambiental revela uma inversão de valores que precisa ser enfrentada com responsabilidade, transparência e ação efetiva.

 

Ao longo dos anos, foram realizados Workshops, seminários, encontros, documentários, entrevistas e artigos publicados nos meios de comunicação, audiências públicas e debates em instituições acadêmicas como a UNIME, além de discussões Câmaras Municipais, na Assembleia Legislativa da Bahia, no Ministério Público do Estado da Bahia, OAB, INEMA, bem como com o Secretário da Secretaria de Meio Ambiente do Estado, dentre outros.

 

O silêncio institucional não pode substituir o diálogo. A omissão não pode prevalecer sobre a preservação.

 

A OSCIP Rio Limpo reafirma sua disposição ao diálogo e cobra do Poder Público um posicionamento claro, cronograma de ações e compromisso público com a recuperação da bacia do Rio Joanes.

 

Água é vida.

 

E a vida exige prioridade.

 

Fenando Borba – Presidente OSCIP Rio Limpo – oscipriolimpo@gmail.com

Alderico Sena – Conselheiro – 

Colunista Destaque – Alderico Sena


Proposta de aperfeiçoamento institucional busca fortalecer a atuação das forças de segurança e preservar a imagem da Bahia como referência nacional do turismo.

 

Diante de registros públicos que apontam possíveis condutas inadequadas praticadas por agentes de segurança durante o período do Carnaval, venho a público defender a necessidade de uma reflexão institucional, técnica e apartidária sobre a atuação das forças de segurança nos estados.


A Constituição Federal, em seu artigo 144, estabelece que a segurança pública é dever do Estado, devendo ser exercida com preparo técnico, equilíbrio emocional e absoluto respeito aos direitos fundamentais. Da mesma forma, a Lei nº 13.869/2019 (Lei de Abuso de Autoridade) define parâmetros objetivos para a atuação dos agentes públicos, assegurando proteção ao cidadão e segurança jurídica ao servidor no exercício regular de suas funções.


Nesse contexto, proponho às autoridades — ao Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao Ministro da Justiça e Segurança Pública, ao Prefeito de Salvador, Bruno Reis, e ao Governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues — a realização de uma reunião institucional ampliada, com a participação da Secretaria de Segurança Pública, do Comando da Polícia Militar, da Guarda Municipal, da Comissão de Direitos Humanos, do Poder Judiciário, da OAB e de representantes dos blocos e artistas que atuam no Carnaval.


O objetivo é avaliar, de forma técnica e preventiva, eventuais aperfeiçoamentos nos protocolos operacionais, bem como discutir a criação de uma Comissão Técnica para a elaboração de um Manual de Deveres e Direitos do Policial — instrumento capaz de fortalecer a instituição, valorizar os profissionais da segurança e assegurar o pleno respeito aos direitos da população.


A preservação da ordem pública deve caminhar ao lado da dignidade da pessoa humana.

A Bahia, referência nacional do turismo, precisa continuar sendo símbolo de organização, hospitalidade, alegria e segurança, garantindo aos visitantes e ao povo baiano um Carnaval marcado pela paz, pela confiança e pela eficiência institucional.


Reitero minha confiança nas instituições e no diálogo como caminho para o aprimoramento contínuo da segurança pública.


Coloco-me à disposição para contribuir tecnicamente com essa construção coletiva.


Alderico Sena

Especialista em Gestão de Pessoas

 

Categorias:
Arquivos:
Contate-nos

Obrigado pelo envio!

Pagina do Facebook:
  • Facebook Basic Square
bottom of page