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Colunista Destaque – Alderico Sena

 

A mudança de comportamento e a consciência cidadã são urgentes se quisermos um Brasil melhor para as futuras gerações.

 

O país não está perdendo o futuro por falta de dinheiro.

Está perdendo por falta de valores.

E, se nada mudar, essa conta será paga pelos que ainda virão.

 

Um exemplo claro dessa crise é a situação do ensino médico.

O próprio Ministério da Educação divulgou que mais de 30% dos cursos de medicina foram reprovados na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica.

Se a ambição chegou ao ponto de comprometer a formação de quem cuida da vida, imagine o que ainda não sabemos.

 

O ter (dinheiro) venceu o ser (educação e caráter).

O MEC precisa rever com urgência os critérios de aprovação dos cursos. No passado, escolas particulares eram ironicamente chamadas de “PP – Pagou, Passou”. Hoje, essa lógica ameaça áreas vitais da sociedade.

Entre as décadas de 60 e 80, havia respeito.

Professor, médico, juiz, advogado, policial, político — todos eram referência.

Hoje, essa referência se perdeu.

A inversão de valores tomou conta da sociedade e, o mais grave, chegou às instituições e aos Três Poderes da República.

Não se trata apenas de uma crise econômica.

Vivemos uma crise moral, ética, educacional e social.

 

A mudança começa dentro de casa.

A família forma o caráter.

A escola forma o conhecimento.

 

Quando essa parceria se rompe, surge o caos: indisciplina, desinformação, violência e perda de limites.

 

Educar não é punir.

É orientar, dialogar, estabelecer limites e responsabilidades.

 

 

 

Sinto saudade do tempo em que escola e família caminhavam juntas.

Quando um aluno levava uma maçã para a sala de aula — e não uma arma.

Isso não é nostalgia.

É um alerta.

Sem educação em casa e ensino de qualidade na escola, não há solução para o Brasil.

Educação transforma. Educação liberta.

Educação fortalece a democracia.

Como dizia Anísio Teixeira:

“A democracia só se consolida por meio de uma escola pública forte.”

 

Mas a inversão de valores não se limita à família ou à escola. Ela está impregnada na sociedade e, de forma ainda mais grave, atinge pessoas que ocupam cargos nos Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

 

O Brasil precisa, urgentemente, de líderes comprometidos com a ética, a moral e o bem comum.

Precisamos de homens e mulheres livres, de bons costumes, capazes de conduzir com responsabilidade as riquezas naturais, geográficas, sociais e econômicas do país.

 

A mudança de comportamento humano é essencial para que as futuras gerações herdem um país mais justo, ético e solidário.

O resgate dos valores não é tarefa apenas do Estado — é responsabilidade de todos:

 família, escola, sociedade e instituições.

 

Ou mudamos agora, ou o futuro cobrará um preço alto demais.

 

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e ajude essa mensagem a chegar a mais brasileiros.

 

Alderico Sena

Especialista em Gestão de Pessoas

 

 

Alderico Sena Sena
21 de jan.
2 min de leitura

Colunista Destaque – Alderico Sena


O Brasil não pertence aos políticos; é patrimônio do povo. No entanto, parte da classe política tem se aproveitado da omissão de uma sociedade que, muitas vezes, limita o exercício da cidadania ao voto, deixando de defender a Constituição e os interesses nacionais de forma permanente.


Essa omissão cobra um preço alto, especialmente das futuras gerações. Como alertou Lima Barreto: “O Brasil não tem povo, apenas público. Povo luta por direitos; público apenas assiste de camarote.” A administração pública, por sua vez, tem sido conduzida sem o respeito necessário aos princípios constitucionais, reforçando a sensação de desordem e impunidade.


A Constituição Federal é clara. O artigo 37 determina que a administração pública deve obedecer aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Já o artigo 5º assegura que todos são iguais perante a lei. A pergunta que se impõe é simples: esses princípios estão sendo efetivamente cumpridos pelos Poderes da República?


Enquanto isso, aposentados do INSS recebem reajustes insuficientes, como o recente índice de 3,9%, incompatível com a alta dos alimentos, do IPTU, dos aluguéis, do transporte, dos combustíveis e dos planos de saúde. Essa disparidade revela uma grave injustiça social.


O governo prioriza a arrecadação, e a baixa qualidade da representação política contribui para o avanço da corrupção, da desigualdade, da violência e do sofrimento de quem trabalhou a vida inteira e hoje vê seus direitos desrespeitados.


Sem educação de qualidade, não há futuro para o Brasil. O voto consciente é o principal instrumento de mudança. Cabe ao eleitor pesquisar, refletir e escolher com responsabilidade nas eleições de 2026.


Querer é poder.

A mudança começa pelo cidadão.

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Alderico Sena - Ex-presidente do MAPI – Movimento dos Aposentados na Bahia e Vice Nacional - @aldericosena

 

Colunista Destaque – Alderico Sena

Redação 12 de Janeiro de 2026

 

A Violência contra a mulher: responsabilidade de toda a sociedade. É crime. É covardia. E é responsabilidade de toda a sociedade.

 

Somente em 2025, cerca de 3,7 milhões de brasileiras sofreram violência doméstica ou familiar. Esse dado alarmante deixa claro que não estamos diante de um problema individual ou restrito ao ambiente privado. Trata-se de uma falha coletiva que envolve a família, a sociedade, a escola, a igreja e o Estado.

 

Uma relação saudável entre homem e mulher se constrói sobre pilares simples e essenciais: diálogo, respeito, confiança, autonomia, intimidade e compartilhamento de responsabilidades. No entanto, vivemos uma grave inversão de valores. O respeito e a dignidade vêm sendo substituídos pela ambição, pela hipocrisia, pelo poder e pelo controle — terreno fértil para a violência.

 

A mulher exerce um papel fundamental na estrutura social. Em muitos lares, ela cuida da casa, dos filhos, da família e ainda trabalha fora para garantir o sustento. Na prática, são três jornadas diárias em defesa da família. Ainda assim, continua sendo alvo de agressões físicas, psicológicas, morais, patrimoniais, sexuais e até políticas.

 

A realidade da mãe solo evidencia outro grave problema: a ausência paterna. Filhos precisam de pai presente — não apenas como provedor, mas como referência emocional, afetiva e educativa. A desestruturação familiar cobra um preço alto e se reflete diretamente no aumento da violência.

 

Diante desse cenário, é inevitável a pergunta: por que ainda existe tanta violência contra a mulher?

 

A resposta passa, necessariamente, pela educação. Educação não se resume à escola; ela começa em casa e se revela no exemplo, nas atitudes e no comportamento cotidiano dos pais. É na educação dos filhos que se manifestam as virtudes — ou a ausência delas — dos adultos.

 

Guardo um ensinamento simples e profundo da minha mãe: “No relacionamento é normal discordar. Mas quando um não quer, dois não brigam. E discussão nunca deve acontecer na frente dos filhos.” Essa orientação resume valores como respeito, autocontrole e responsabilidade emocional — fundamentos essenciais para a convivência saudável.

 

A violência nasce da ignorância, da ideia de posse, do ciúme excessivo e de uma cultura que associa masculinidade ao domínio e ao controle. Por isso, é urgente repensar os modelos de masculinidade que estamos reproduzindo. Onde estão os homens conscientes, que reconhecem que suas mães, esposas, irmãs, filhas ou netas já sofreram ou ainda sofrem violência?

 

É preciso afirmar com clareza: homem que violenta mulher é covarde. Não há justificativa cultural, emocional ou social que legitime a agressão.

 

O Estado também precisa assumir plenamente o seu papel. Leis existem, mas sua efetividade depende de fiscalização, monitoramento e punições rigorosas. Medidas protetivas sem acompanhamento não garantem segurança e, muitas vezes, deixam a vítima ainda mais vulnerável.

 

Outro ponto fundamental é a participação feminina na política. No Brasil, a maioria do eleitorado é composta por mulheres. Ainda assim, sua representação nos espaços de poder é insuficiente. Defender a presença feminina na política é defender voz, voto e poder de decisão para quem sente, na pele, as consequências da desigualdade e da violência.

 

Nada muda se a mulher não quiser mudar. Mas nenhuma mulher deve mudar sozinha. A transformação exige união, organização, solidariedade e compromisso coletivo. Como no lema dos Três Mosqueteiros: “Um por todos e todos por um.”

 

Precisamos construir um Brasil melhor, mais justo e mais humano para todos. O enfrentamento da violência contra a mulher não é uma pauta ideológica — é uma questão de civilidade, justiça e dignidade. Juntos, somos mais fortes.

 

 

Alderico Sena - Especialista em Gestão de Pessoaswww.aldericosena.com

 

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