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Colunista Destaque – Alderico Sena

O Brasil seria um país muito melhor se todos entendessem esta frase: “Se puder, ajude o próximo. Se não puder, não julgue e não lhes faça mal. O sol nasce para todos.”


Todo homem é responsável pelo próprio destino, pelo destino da humanidade e pelo país que deseja construir — seja por suas ações ou por suas omissões. Quem cria e descria qualquer coisa é o homem; e quem ensina a vida é a própria vida.


A sociedade tornou-se cruel consigo mesma. Falta confiança, falta segurança e falta em quem acreditar. As pessoas não confiam mais umas nas outras, dominadas pela hipocrisia e pela ausência de profissionalismo.


Resgatar a família, a educação e o Brasil tornou-se prioridade absoluta diante da inversão de valores, da ambição desmedida e do poder do capital que passaram a dominar o ser humano no mundo contemporâneo.


Caráter, competência, compromisso, hierarquia, ética profissional, lealdade, coleguismo, respeito e solidariedade deixaram de ser regra em muitos ambientes sociais, profissionais, institucionais e até familiares. Princípios e valores humanos, com raríssimas exceções, se perderam ou deixaram de existir.


Hipocrisia é fingir ter sentimentos, virtudes ou crenças que não se possui. É agir de modo contrário ao que se prega. É enganar, ludibriar — muitas vezes de forma intencional.


Seu oposto é a sinceridade: dizer a verdade e agir com honestidade em todas as circunstâncias.


Autenticidade, transparência, integridade, franqueza, veracidade, lealdade, coerência, consistência e confiabilidade — todos esses valores incomodam o Sistema.


Antigamente, a educação em casa e na escola ensinava a falar a verdade e defender o que é certo. Hoje, se quiser conhecer o caráter de alguém, basta parar de atender aos seus interesses.


Caráter vale mais que qualquer conhecimento técnico, porque habilidades se ensinam; caráter, não.


Não faltam profissionais no mercado — falta profissionalismo.


O empreendedorismo sempre exigiu atitude e iniciativa: fazer sem esperar ordens. O tripé conhecimento – habilidade – atitude continua essencial em qualquer área:–Conhecimento é dominar o assunto;– Habilidade é transformar esse conhecimento em algo produtivo;– Atitude é agir por iniciativa própria.

 

Mas mesmo com esse tripé, o mercado continua reclamando: faltam profissionais completos. Muitos saem formados, mas sem habilidades, sem atitudes e sem a essência do profissionalismo.


Há também aqueles que possuem conhecimento, habilidade e atitude, mas ainda assim não são competentes. Falta algo na formação: respeito profissional, comunicação, relações interpessoais, liderança, ética, responsabilidade, educação, capacitação e compromisso com as regras institucionais — públicas e privadas — sempre observando deveres e direitos.


No mundo dos negócios, o que realmente faz diferença é o contato pessoal e direto entre quem serve e quem deve ser servido.


Profissionais existem aos montes; o que faltam são profissionais treinados, qualificados e verdadeiramente comprometidos.


O profissional do conhecimento transforma-se em agente do próprio destino.


Um grande exemplo disso é o jogador Éverton Ribeiro, do Esporte Clube Bahia. Mesmo após passar por uma cirurgia de câncer na tireoide, segue mostrando competência, profissionalismo e compromisso com o Clube e com a Nação Tricolor.

 

Outro exemplo é o treinador do Palmeiras, Abel Ferreira, que ainda não assinou um novo vínculo com o Verdão, mas garantiu que permanecerá no clube e deseja renovar o contrato até 2027:

“Quero dizer a vocês que minha palavra vale mais que uma assinatura.”

 

Parabéns, Éverton e Abel, entre tantos profissionais de diversas áreas — cientistas, pesquisadores, professores, médicos etc. — que honram princípios e valores éticos, morais e profissionais.


É preciso SER para TER.

 

Diante disso, a marca da educação e da profissionalização só pode ser a eficiência.


Se o foco é eficácia, então a marca da educação — dos pais aos filhos e da escola aos alunos — deve ser uma só: formar cidadãos e profissionais para servir sempre mais e melhor, com simplicidade, humildade e eficiência ao público e ao cliente.

 

Se você gostou dessa reflexão,

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Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas @aldericosena – site: aldericosena.com

 

  • Alderico Sena Sena
  • 24 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Notícia Livre

Colunista DestaqueAlderico Sena


Quero refletir com vocês sobre um tema fundamental para a consciência humana e para a construção de um Brasil melhor: a verdadeira educação política.

 

O dramaturgo Bertolt Brecht já alertava:

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio dos exploradores do povo.”

 

Política é a ciência de governar a coisa pública.

É a arte de administrar um Município, um Estado ou o País, sempre defendendo os interesses coletivos e o destino do País.

 

É preciso compreender uma verdade simples: nem todos os políticos são iguais.O que falta, muitas vezes, é o eleitor exercer cidadania, ter consciência política e deixar de ser “carta marcada”. Só assim construiremos um país com investimentos reais em educação, saúde, segurança pública e nos direitos assegurados pela Constituição.

 

Platão já dizia:

“Você tem todo direito de não gostar de política, mas sua vida será governada por aqueles que gostam.”

E completava: “O castigo dos bons que não fazem política é ser governado pelos maus que a fazem.”

 

George Lichtenberg reforçava:

“Quando os que comandam perdem a vergonha, os que obedecem perdem o respeito.”

E Rui Barbosa nos lembra:

“Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.”

Infelizmente, muitos brasileiros ainda não despertaram para essa consciência.

Como afirmava Leonel Brizola:

“Educação não é cara. Cara é a ignorância.”

 

É inadmissível, em pleno século XXI, existirem brasileiros analfabetos e crianças sem certidão de nascimento por falta de responsabilidade de muitos pais.

Politicagem é o completo oposto da política.

É a busca de vantagens pessoais, favores, interesses próprios e benefícios para pequenos grupos.

Politicagem não é política.

 

E como reconhecer um verdadeiro político? Observe suas ações. Pesquise sua história. Veja se age com ética, responsabilidade e compromisso com o interesse público… ou se vive atrás de holofotes, anunciando feitos insignificantes e tentando enganar o povo.Esse não é político em essência.

 

A política deve servir ao bem comum.

A ciência política estuda como as instituições funcionam e como o poder é exercido.

O verdadeiro político transforma política em ações concretas que melhoram a vida das pessoas.

 

Mas, infelizmente, vemos a politicagem diariamente — principalmente em ano eleitoral: promessas vazias, compra de votos, discursos ilusórios.

 

Política é o exercício do poder para garantir direitos e promover cidadania.

Politicagem é o uso do poder para benefício próprio.

E poder sem ética alimenta a corrupção, o abandono e a violência.

 

Defendo a alternância de ideias, de projetos e de poder.

O Brasil precisa de novos rumos, e isso começa com o voto consciente.

 

A educação política desapareceu das famílias e das escolas, mas é ela que forma cidadãos ativos e capazes de escolher bons representantes.

Deixo uma reflexão:

Pense nas eleições de 2026.

Pense no Brasil que você deseja para as futuras gerações.O futuro depende das escolhas feitas na urna.

 

Caráter.Competência.Compromisso.

 

Brasileiros, querem reconstruir o país que sonhamos?

Saiba usar o seu Título Eleitoral.

Dê valor ao seu voto e a você, eleitor.

Seu voto é a sua arma de transformação.

 

Esses são os pilares de uma administração pública baseada nos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência, conforme determina o Artigo 37 da Constituição Federal.

 

O Brasil precisa da participação ativa de cada cidadão.

 

Ajude o Brasil. Nada muda se você não mudar! Querer é poder! Seja a mudança!

Se você concorda, compartilhe!

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas – @aldericosena site: aldericosena.com

Colunista Destaque - Alderico Sena


No meu artigo “Envelhecimento populacional no novo século”, publicado na Tribuna da Bahia, edição de sexta-feira, 16 de setembro de 2011, busquei alertar o governo de que o envelhecimento populacional é uma realidade no Brasil e representa um grande desafio a ser amplamente debatido pela sociedade.


Envelhecer é um triunfo. No entanto, é preciso afeto, respeito, solidariedade e consciência — tanto da família quanto do governo e da sociedade — para garantir dignidade à pessoa idosa. Todos os jovens têm dentro de si o idoso de amanhã!


O tema da redação do Enem 2025“Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, foi de fundamental importância por estimular a reflexão e a conscientização dos jovens. Acredito que muitos estudantes encontraram dificuldades ao redigir sobre o assunto, devido à falta de ensinamentos em casa e na escola sobre a importância e a experiência dos idosos na sociedade.


Se os jovens não forem educados para defender os direitos assegurados pela Constituição, o futuro continuará sendo de exclusão e desrespeito à pessoa idosa.


Artigo 230 da Constituição Federal: “A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.”


Respeitar a pessoa idosa é tratar o próprio futuro com respeito! Só poderemos formar boas gerações se ensinarmos as crianças, desde as primeiras letras, a serem cidadãos conscientes, solidários e comprometidos com o bem comum.


Falta de políticas públicas e de respeito

No programa Fantástico do último domingo (09/11/2025), foi exibida uma reportagem sobre a falta de regulamentação da profissão de cuidadores e os maus-tratos a pessoas idosas.

A questão da velhice, infelizmente, sempre foi colocada em segundo plano nas políticas públicas. O resultado é uma sociedade carente de programas e serviços de atenção ao idoso. Muitos vivem sem apoio familiar ou institucional, em total descumprimento do que determinam o Art. 230 da Constituição Federal, a Lei nº 8.842/1994 (Política Nacional do Idoso), regulamentada pelo Decreto nº 1.948/1996, e o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003).


Direitos que ainda não saíram do papel

O Decreto nº 1.948/1996 assegura aos idosos diversos direitos que, lamentavelmente, não são plenamente cumpridos pelos governos federal, estaduais e municipais. Entre eles:


  • Apoiar programas e projetos que melhorem a qualidade de vida e a integração da pessoa idosa à comunidade;


    • Estimular parcerias entre instituições públicas e privadas para criação de centros de convivência, casas lares e atendimento domiciliar;


    • Promover campanhas educativas sobre o envelhecimento e capacitar profissionais para o atendimento humanizado;


    • Financiar estudos, pesquisas e encontros voltados à valorização da pessoa idosa;


    • Criar banco de dados nacional e coordenar o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A Política Nacional do Idoso prioriza o atendimento não asilar, com ações descentralizadas que devem contemplar:

Centros de Convivência, Centros de Cuidados Diurnos, Casas Lares, Atendimento Domiciliar, Oficinas Abrigadas de Trabalho e Atendimento Asilar.


Envelhecimento: uma realidade que exige ação

Em meu artigo “O Envelhecimento Populacional é uma Realidade”, publicado no jornal A Tarde (edição de 15/04/2021), voltei a alertar que o envelhecimento populacional é um desafio crescente e precisa ser amplamente debatido pela sociedade.


Faltam políticas públicas efetivas e hospitais específicos para idosos, apesar das inúmeras reivindicações encaminhadas aos governos Federal, Estadual e Municipal de Salvador. Resta a pergunta: O Hospital do Homem e do Idoso foi, de fato, inaugurado?


O idoso deve ser reconhecido como trabalhador e patrimônio do Brasil, pois foram eles que contribuíram para o crescimento e o desenvolvimento do país.


O poder e a consciência política: o voto do idoso tem força

O respeito e o reconhecimento só ocorrerão quando os idosos se mobilizarem nas eleições para transformar o cenário de desrespeito e descaso. A consciência política é essencial, considerando o poder eleitoral dessa população.

Segundo pesquisa, o Brasil possui cerca de 61,3 milhões de aposentados e pensionistas. Multiplicando-se por uma média de quatro eleitores por família, são 122,6 milhões de votos — número capaz de eleger representantes em todos os 5.570 municípios, nos 26 estados, no Distrito Federal e até a Presidência da República.


Rui Barbosa afirmou:“ Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.”


Uma conquista importante

Uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) representa um avanço: Os planos de saúde não podem reajustar mensalidades de beneficiários com mais de 60 anos com base na faixa etária, mesmo em contratos anteriores ao Estatuto do Idoso. A exclusão por idade avançada é considerada ilegal e discriminatória.


Amigos, quem quer respeito, se respeita. Querer é poder. Seja a mudança! Vamos lutar por um Brasil que valorize seus idosos, porque respeitar o idoso é respeitar o nosso próprio amanhã.


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoaswww.aldericosena.com | Instagram: @aldericosena


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