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O país não está perdendo o futuro por falta de dinheiro. Está perdendo por falta de valores Redação 25 de janeiro, 2026

  • Foto do escritor: Alderico Sena Sena
    Alderico Sena Sena
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Colunista Destaque – Alderico Sena

 

A mudança de comportamento e a consciência cidadã são urgentes se quisermos um Brasil melhor para as futuras gerações.

 

O país não está perdendo o futuro por falta de dinheiro.

Está perdendo por falta de valores.

E, se nada mudar, essa conta será paga pelos que ainda virão.

 

Um exemplo claro dessa crise é a situação do ensino médico.

O próprio Ministério da Educação divulgou que mais de 30% dos cursos de medicina foram reprovados na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica.

Se a ambição chegou ao ponto de comprometer a formação de quem cuida da vida, imagine o que ainda não sabemos.

 

O ter (dinheiro) venceu o ser (educação e caráter).

O MEC precisa rever com urgência os critérios de aprovação dos cursos. No passado, escolas particulares eram ironicamente chamadas de “PP – Pagou, Passou”. Hoje, essa lógica ameaça áreas vitais da sociedade.

Entre as décadas de 60 e 80, havia respeito.

Professor, médico, juiz, advogado, policial, político — todos eram referência.

Hoje, essa referência se perdeu.

A inversão de valores tomou conta da sociedade e, o mais grave, chegou às instituições e aos Três Poderes da República.

Não se trata apenas de uma crise econômica.

Vivemos uma crise moral, ética, educacional e social.

 

A mudança começa dentro de casa.

A família forma o caráter.

A escola forma o conhecimento.

 

Quando essa parceria se rompe, surge o caos: indisciplina, desinformação, violência e perda de limites.

 

Educar não é punir.

É orientar, dialogar, estabelecer limites e responsabilidades.

 

 

 

Sinto saudade do tempo em que escola e família caminhavam juntas.

Quando um aluno levava uma maçã para a sala de aula — e não uma arma.

Isso não é nostalgia.

É um alerta.

Sem educação em casa e ensino de qualidade na escola, não há solução para o Brasil.

Educação transforma. Educação liberta.

Educação fortalece a democracia.

Como dizia Anísio Teixeira:

“A democracia só se consolida por meio de uma escola pública forte.”

 

Mas a inversão de valores não se limita à família ou à escola. Ela está impregnada na sociedade e, de forma ainda mais grave, atinge pessoas que ocupam cargos nos Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário.

 

O Brasil precisa, urgentemente, de líderes comprometidos com a ética, a moral e o bem comum.

Precisamos de homens e mulheres livres, de bons costumes, capazes de conduzir com responsabilidade as riquezas naturais, geográficas, sociais e econômicas do país.

 

A mudança de comportamento humano é essencial para que as futuras gerações herdem um país mais justo, ético e solidário.

O resgate dos valores não é tarefa apenas do Estado — é responsabilidade de todos:

 família, escola, sociedade e instituições.

 

Ou mudamos agora, ou o futuro cobrará um preço alto demais.

 

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Alderico Sena

Especialista em Gestão de Pessoas

 

 

 
 
 

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