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Colunista DestaqueAlderico Sena


Sem educação de qualidade, não há solução para uma sociedade melhor, nem crescimento e desenvolvimento sustentável para o Brasil.

Ao assistir a alguns capítulos da novela “Vale Tudo”, da Rede Globo, percebi que a direção alcançou seus objetivos ao trazer alertas e ensinamentos valiosos para a sociedade e as autoridades do país.

 

Basta refletir sobre a célebre mensagem do Mestre Rui Barbosa:

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver crescer a injustiça; de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.”

 

Nas últimas três décadas, o retrocesso socioeconômico, educacional, cultural e comportamental da sociedade e dos políticos é vergonhoso. É urgente que família, sociedade e Estado reflitam e adotem medidas efetivas sobre o que desejam para as futuras gerações.

 

Só poderemos formar bons cidadãos para um Brasil melhor se ensinarmos as crianças, desde as primeiras letras, a cultivarem princípios e valores éticos.

A inversão de valores, o poder e o culto ao capital geram corrupção, violência e impunidade. Os desmandos praticados contra a sociedade e o país são tristes, e serão as futuras gerações que pagarão por isso.

 

O culpado, porém, não é apenas o Estado ou os políticos — a cidadania é corresponsável, especialmente o eleitorado que não sabe usar a arma mais poderosa que possui: o Título Eleitoral. É na URNA que se decide o destino da nação. Por isso, devemos escolher homens e mulheres livres e de bons costumes, lembrando que caráter não tem preço!

 

A sociedade precisa exigir do governo mais investimentos em educação, com escolas de tempo integral no ensino fundamental e médio das redes municipal e estadual, oferecendo refeições e suporte social — sobretudo diante do crescente número de mães solo, consequência da ausência paterna no convívio familiar.

Filhos desejam pais presentes, com quem possam conviver, dialogar e compartilhar sentimentos e momentos.

 

Pais, o momento é de reflexão e mudança de comportamento. Releiam o artigo “Dignidade do homem”, publicado no Jornal A TARDE, edição de 14/03/2017:

 

Dignidade do homem

Hoje o que mais se vê são filhos órfãos de pais vivos.

É a mãe para um lado, o pai para o outro — e a criança desamparada, sem amor, sem diálogo, sem carinho, psicologicamente abalada e desorientada.

 

Existem famílias em que irmãos crescem como verdadeiros estranhos e só se encontram por acaso em suas próprias casas. Quando querem falar com o pai, ele está ocupado; a mãe também. Enquanto isso, o filho pode estar envolvido com drogas, vandalismo ou sendo influenciado por grupos maléficos.

 

Senhores Pais, a juventude encontra-se desestimulada e alheia, à margem da sociedade. Muitas vezes, por desencanto ou por ser “órfã de pais vivos”, busca nas drogas e na vadiagem uma falsa solução para suas carências — que certamente não existiriam se houvesse mais carinho, amor, harmonia e paz nas famílias.

Pensem nisso, senhores Pais.

Será que continuaremos pecando com nossos filhos ou aprenderemos a ser mais, em vez de ter mais?

Vamos juntos resgatar a família, a educação e o Brasil.

“Todo homem, cada homem, é responsável pelo destino da humanidade — por suas ações ou omissões.

A dignidade do homem reside na família.” — Papa João Paulo II

 

Princípios familiares e educacionais são as ferramentas básicas da transformação e socialização do ser humano.

A família é o alicerce; a educação, a base de tudo.

A educação transforma o cidadão — e, sem educação de qualidade, não há solução para um Brasil melhor. Transformar a juventude em agente de seu próprio destino é um dever de todos.

 

O jovem precisa aprender a ser, e não apenas a ter.

Com educação de qualidade, alcançará seus objetivos, ampliará conhecimentos e conquistará o sucesso profissional com dignidade.

 

Compartilhe se você também deseja um Brasil melhor para as futuras gerações!

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoaswww.aldericosena.com • @aldericosena

 

Compromisso, ética e credibilidade na história da comunicação baiana e brasileira

Fundado em 15 de outubro de 1912, o Jornal A TARDE completa 113 anos mantendo viva sua missão de informar com ética, isenção e responsabilidade, consolidando-se como referência de credibilidade e respeito à verdade.


Uma empresa de comunicação que cumpre, com excelência, sua missão há 113 anos, consolida-se como referência de credibilidade, ética e compromisso com a verdade. O Jornal A TARDE é um patrimônio da imprensa baiana e nacional, por sua trajetória exemplar de serviço à sociedade, sempre pautado pelo puro jornalismo e pela defesa do interesse público.


Cumprir, por mais de um século, os objetivos estatutários de comunicar com responsabilidade é um desafio que o Jornal A TARDE tem superado com profissionalismo e dedicação. O empenho de sua equipe ao longo dessa jornada é motivo de reconhecimento e orgulho para todos que valorizam a boa informação e o fortalecimento da cidadania.


Sinto-me honrado por celebrar mais um aniversário deste notável veículo de comunicação, fonte permanente de conhecimento e formação de opinião. Orgulho-me, ainda, por ter sido colaborador deste respeitado jornal, que tanto contribui para a cultura, a democracia e o desenvolvimento da Bahia e do Brasil.


Nesta data significativa, rendo minha homenagem a todos os profissionais que construíram e constroem a história do Jornal A TARDE, e registro meu reconhecimento ao Dr. Renato Simões, à Senhora Regina Simões, ao Dr. Jorge Calmon, ao Dr. Joaquim Cruz Rios, entre outros, pelos relevantes serviços prestados a esta instituição centenária.


Parabéns ao Jornal A TARDE pelos seus 113 anos de compromisso com a verdade, a ética e o jornalismo de qualidade. aldericosena@gmail.com Senaaldericosena@gmail.com

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


15 de outubro -Dia dos Professores. Ensinar é transformar vidas. Parabéns Professores!

 

Educação forma cidadãos. “Quem não lê, mal fala, mal ouve e mal vê.”A leitura é a lei que conquista conhecimento, realiza sonhos e resolve muitos problemas: LEI-TURA!

 

Quem cria e descria qualquer coisa é o ser humano. No mundo contemporâneo, o próprio homem tem sido cruel consigo mesmo — e as futuras gerações pagarão pelos péssimos exemplos e ensinamentos que hoje se multiplicam.

 

É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais. A educação vem do exemplo, das atitudes — e, com toda certeza, educação vem de berço, enquanto o conhecimento é adquirido na escola.

 

O grande educador Mestre Darcy Ribeiro afirmou com razão:

“A educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”

 

De quem é a culpa pela anarquia no Congresso Nacional e na administração pública?A sociedade não é vítima — é cúmplice. Reclama do governo, mas esquece que foi ela quem colocou os políticos lá, desde a promulgação da Constituição de 1988.

 

A violência, a corrupção e a impunidade são reflexos dos governantes e políticos que o eleitor elege e reelege há décadas, pois o voto é individual e secreto.

 

É inconcebível o grau de despolitização, desinformação e desinteresse do povo pela política, sem compreender que as condições de vida da população e o desenvolvimento do país dependem diretamente das decisões do governo.

O mais grave é que o cidadão reclama das consequências, mas esquece de sua responsabilidade na causa.

 

Houve um tempo em que um filho não podia chegar em casa com um lápis ou uma borracha que não fossem seus. Hoje, vivemos em um mundo “moderno”, onde tudo é permitido — e as consequências recairão pesadamente sobre as futuras gerações.

No passado, as palavras e os ensinamentos dos pais eram obedecidos.

Lembro-me de que, quando criança, bastava um olhar dos pais ou professores para entender que algo estava errado e cada filho de uma tarefa em casa.

Criança era criança, adolescente era adolescente — e sabiam distinguir o certo do errado.

 

O tempo passou, e com ele chegou a era do “tudo pode”: consumismo, desrespeito, agressões e a troca de agrados pela ausência de limites, disciplina e responsabilidade.

 

A hipocrisia e a inversão de valores tomaram conta das famílias modernas. O que mais se vê hoje é desrespeito, violência entre casais e maus exemplos para filhos e novas gerações.

 

Mas o que causou tamanha inversão de valores?

Tudo começa em casa. A família educa, e a escola ensina.

 

Transferir para a escola a responsabilidade de educar os filhos é um erro gravíssimo.A educação está deseducada — em casa e na escola.

 

O homem que não tiver princípios e valores familiares não deve colocar filho no mundo.Filhos querem afeto, presença e um pai companheiro para conviver e compartilhar sentimentos e momentos.

 

Resgatar a essência familiar e educacional deve ser prioridade de todos, diante da desestruturação que alimenta a violência desde as raízes.É esse o Brasil que queremos deixar para as futuras gerações?

 

Em outros tempos, o professor era a lei máxima dentro da escola.Hoje, por conta de leis e proibições criadas por quem desconhece os pilares da educação, tornou-se quase impossível chamar a atenção de um aluno sem sofrer represálias.

Pais vorazes por “justiça” atacam justamente aqueles que ajudam a formar seus próprios filhos.

 

O respeito ao professor é uma lição que vem de casa.Todos passam por um professor — inclusive os próprios professores.

 

Educar não é bater; é ensinar o que é certo e o que é prejudicial.Conversar e dialogar são sempre as melhores opções, mas é indispensável impor limites, pois a ausência deles prejudica o próprio filho.

 

Princípios e valores morais são conjuntos de regras, leis e costumes que devemos respeitar e seguir.

A inversão de valores, associada à perda da moral e da ética, define nossa reputação, o modo como seremos respeitados e, acima de tudo, o rumo de nossas vidas.

 

Diante da dimensão da hipocrisia, da inversão de valores e da violência do ser humano contra o próprio ser humano, é urgente rever a educação que está sendo dada aos filhos, se quisermos um país e um futuro melhores.

 

Tudo começa com bons exemplos e ensinamentos em casa.

O adolescente precisa de limites, disciplina e responsabilidade para ter dignidade e, no futuro, ser um cidadão exemplar para seus filhos e netos.

 

Proponho ao Presidente Lula a implementação da matéria “Educação Associativa e Sustentabilidade” nos ensinos fundamental e médio, a fim de dotar alunos e futuros profissionais de conhecimentos sobre os princípios e valores do cooperativismo como pilares de transformação comportamental das futuras gerações — pelo Brasil que sonhamos.

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas – Ex-Superintendente do Sistema Cooperativo do Estado da Bahia e Ex-Assessor do IAT – Instituto Anísio Teixeira – site:aldericosena.com | Instagram: @aldericosena

 

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