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Colunista Destaque – Alderico Sena


De quem é a culpa da anarquia na administração pública? Basta observar o descumprimento da Constituição Federal, Art. 37:

A administração pública de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência…”

E cadê o povo? Afinal, o Artigo 1º, parágrafo único, assegura:“Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.”

Na promulgação da Constituição, o Presidente da Assembleia Nacional Constituinte de 1988, Deputado Ulisses Guimarães abordou: “a Única coisa que mete medo em POLÍTICO é o povo na rua.”

Quando o eleitor não exerce sua cidadania, deixando de usar sua maior arma — o Título Eleitoral — e insiste em alimentar políticos que defendem apenas interesses pessoais e de grupos, o resultado é trágico: o povo e o Brasil ficam sem representação verdadeira.

Caráter não tem preço! Nem todos os políticos são iguais. Existem, sim, “homens livres e de bons costumes” que se afastaram da política. Mas é preciso que o eleitor, antes de dar o seu voto, pesquise propostas e candidatos, em vez de permanecer submisso a favores pessoais.

A alternância de políticos é fundamental. Há décadas, famílias tradicionais dominam e controlam a política em diversos estados. Quando o eleitor insiste em reeleger políticos que só buscam interesses próprios, acaba prejudicando milhões de brasileiros — inclusive sua própria família.

A única ferramenta capaz de promover o crescimento do país e reduzir desigualdades, fome, miséria, desemprego, violência, corrupção e impunidade é a consciência política. Afinal, é na esfera governamental que se decidem os destinos do país e as condições de vida da população. Como bem alertou Bertolt Brecht:“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, não participa. Não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, do aluguel, do remédio depende das decisões políticas. O analfabeto político se orgulha de odiar política, sem saber que dessa ignorância nascem a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos: o político corrupto e espoliador das empresas nacionais e multinacionais.”

 

Transformaram a política em uma verdadeira “Casa da Mãe Joana”, onde o Congresso Nacional passou a ser o inimigo número um do povo e do Brasil.

Tudo que é ilegal também é imoral. A chamada PEC da Blindagem ou de (Imoralidade) que proíbe a abertura de ações criminais contra deputados e senadores sem autorização do Parlamento, é um exemplo. “Especialistas e organizações de combate à corrupção alertam que ela pode favorecer o mau uso das emendas parlamentares. As práticas ilícitas de parlamentares podem levar à cassação do mandato, perda de direitos políticos e até prisão, dependendo da gravidade do ato. As ilegalidades incluem infrações à lei orçamentária, atentados contra a administração pública, crimes contra a honra e a liberdade — como os ocorridos em 8 de janeiro de 2023 — e casos de corrupção.”

O maior problema do Brasil não é econômico, mas social, educacional e cultural, consequência da despolitização e da desinformação do povo. Como já previa Darcy Ribeiro:

“A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”

A escola precisa ensinar cidadania, ética e soberania, para que a sociedade compreenda que “todo poder emana do povo”. A reconstrução do Brasil depende desses pilares. Sem educação de qualidade e valorização dos professores, não há solução duradoura.

Chega de reclamar! É hora de refletir: que Brasil queremos para nós e para as futuras gerações?

Em outubro de 2026, voltaremos às urnas. Valorize o seu voto e a si mesmo, eleitor.A crise moral, política e institucional que enfrentamos também é responsabilidade do eleitor. Nada mudará se continuarmos votando por impulso ou conveniência.

Muitos dizem: “Não voto mais, todos os políticos são iguais.” Mas isso não é verdade.

 

Existem bons políticos, com caráter, competência e compromisso com causas coletivas. Infelizmente, o eleitor desinformado acaba manipulado.Lembre-se: nada muda se você não quiser. O sistema político é bruto, mas o voto consciente é mais forte.

Critérios essenciais para a escolha de um candidato:

Pesquise informações sobre os candidatos.

Verifique histórico familiar, político e profissional.

Busque afinidade de ideias.

Conheça o partido, coligação e propostas.

Consulte fontes como TSE, TCM, TCE e Transparência Brasil.

Como melhorar o Congresso? A CPI do eleitor é o voto consciente. Reclamar depois de votar mal é inútil. Vote com responsabilidade.

Precisamos pensar em um Brasil melhor para todos. Juntos, seremos mais fortes! Compartilhe!

Mudar: dói. Continuar como está: dói. Escolha a dor que trará resultados e pare de reclamar!

Como disse Rui Barbosa:

“Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.”


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas

 

  • Alderico Sena Sena
  • 7 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Colunista Destaque – Alderico Sena


Quero compartilhar uma lembrança marcante.

Em 1990, o servidor José Carlos dos Santos publicou no Jornal A TARDE uma nota de gratidão pela minha gestão no INAMPS/BA. Transcrevo-a abaixo:

*” Dirigiu bem o setor de pessoal do INAMPS – Muitos homens competentes, sérios e humanos, que lutam pelas causas do serviço público e dos servidores ativos e inativos, demoram pouco na Previdência Social. Foi o caso do nosso ex-diretor regional de pessoal do Departamento de Pessoal do INAMPS, Alderico Alves Sena, que, para infelicidade dos servidores e da Previdência, teve que se afastar do cargo para candidatar-se a vereador nas eleições de 1988 e, diga-se de passagem, perdeu por ser bom.

Alderico teve o seu nome escolhido por unanimidade pelos dirigentes de todos os estados como presidente nacional de Dirigentes de Pessoal do INAMPS, entidade que estava para ser criada. Em três anos, ele nos ensinou a ver a Previdência com mais amor, pois lá desenvolveu o verdadeiro trabalho de política de pessoal – a administração de recursos humanos. Implantou os Manuais de Direitos e Deveres do Servidor e do Aposentado, bem como foi um dos responsáveis pela criação da Associação dos Servidores Aposentados e Pensionistas da Previdência Social Federal na Bahia – ASAP/CAP, da qual é sócio benemérito. Hoje, o que se vê é um descaso total para com os servidores ativos e inativos, principalmente depois da implantação do SUDS.” *

— José Carlos dos Santos (INAMPS – Rua do Tesouro, 21/23, Salvador)

Foi uma homenagem que guardo até hoje com muito carinho.

Naquele período, sob a superintendência do médico Dr. Luiz Leal, realizamos mudanças importantes:

  • Criamos o Manual de Direitos e Deveres do Servidor;

  • O Manual do Aposentado;

  • Comissões para avaliação e recuperação de toxicômanos e alcoólatras;

  • Programas de atendimento ao público, com treinamento específico para os servidores;

  • Apoio à criação da Associação e da Casa do Aposentado e Pensionista.

Também tive a honra de participar da 8ª Conferência Nacional de Recursos Humanos para a Saúde, quando nasceu o SUDS, que mais tarde se transformou no SUS – hoje, o maior plano de saúde pública do mundo.

Gratidão por ter vivido esse momento histórico!

Mas aproveito esta lembrança para defender uma ideia simples e necessária:

todos os órgãos públicos deveriam adotar um Manual de Direitos e Deveres.

Essa medida facilitaria a vida do servidor, reduziria burocracia, corrupção e impunidade. E, principalmente, garantiria um serviço público melhor para o cidadão, que é quem paga e sustenta toda a máquina pública.

Concluo reafirmando uma convicção:

O que falta ao setor público são três “C”:

Caráter. Competência. Compromisso com as causas públicas.


Alderico Sena – site: aldericosena.com

Colunista – Alderico Sena


Quem cria e descria qualquer coisa é o ser humano.


Será que o ELEITORADO sabe quem MANTÉM os salários, privilégios, mordomias do Presidente, Governador, Senador, Prefeito, Vereador, Ministro, Deputado, Servidor público e demais despesas da esfera municipal, estado e união, é a sociedade, através dos IMPOSTOS RECOLHIDOS AO GOVERNO.

Será que esses representantes dos Poderes estão cumprindo o que está escrita no Artigo 37 da Constituição Federal: “A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e, também…”?

Em 16 de dezembro de 2016 escrevi um artigo DEVERES SIM, DIREITOS, NADA, publicado no Jornal A TARDE. Vejamos o destaque na mídia no dia 1º abril para o POVO: “PREÇO DE MEDICAMENTOS AUMENTA ATÉ 4,5 %, dentre outros reajustes, tais como: plano de saúde, Pedágio, Ferryboat e outros produtos.” Qual a reação do POVO?

Na França quando o governo anunciou o aumento da idade de 62 para 64 anos da aposentadoria, qual foi A REAÇÃO DOS FRANCESES?

No Brasil os políticos adoram a omissão e a não participação do povo nas questões nacionais basta avaliar a mensagem de LIMA BARRETO “O BRASIL NÃO TEM POVO, APENAS PÚBLICO. POVO LUTA POR SEUS DIREITOS, PÚBLICO SÓ ASSISTE DE CAMAROTE”.

Para conhecimento e reflexão do POVO, pesquisei o custo da sociedade para com os Três Poderes Constituídos em nível nacional, conforme segue:

“Para o ano de 2024, o Orçamento federal prevê um total de R$ 5,5 trilhões em recursos. Essa quantia é distribuída entre os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) e outras áreas.

Poder Judiciário; “Recente relatório do Tesouro Nacional divulgou que o custo do Poder Judiciário brasileiro em 2022 foi de R$ 116 bilhões”.

Poder legislativo: “Em um país quebrado, com um rombo no orçamento previsto em R$ 124 bilhões, o Congresso Nacional custa aos cofres públicos R$ 10,8 bilhões ao ano. O custo do legislativo brasileiro é o segundo maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

Poder Executivo. “Em 2023, a despesa de pessoal do Poder Executivo Federal atingiu 20,5%. O limite máximo previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para esse tipo de despesa é de 37,9% da RCL, que atingiu R$ 1,234 trilhão no período analisado1. Esses dados estão disponíveis no Relatório de Gestão Fiscal em Foco da União do 3º quadrimestre de 2023, publicado pelo Tesouro Nacional.

Além disso, os gastos com pessoal e encargos sociais (que incluem salários e outras despesas do funcionalismo público) correspondem a 17,1% do total de despesas do Poder Executivo, totalizando R$ 369,4 bilhões em 2023, com um aumento de 2,8% em relação a 2022.”

O “Art. 1º da Constituição garante: I – a soberania II – a cidadania III a dignidade da pessoa humana; IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e V – o pluralismo político. Parágrafo único Todo o poder emana do povo”.

Cidadão, você tem consciência de que as condições de vida da população e os destinos do país dependem do nível dos políticos que o ELEITOR elege e reelege a cada eleição? Lembrando que nem todos os políticos são iguais, é só pesquisar a história profissional e política do candidato antes de conceder o VOTO, priorizando Três C Caráter, Competência e Comprometimento com a coisa pública.

Vejamos o tipo de representantes que o povo vem compactuando para lhes representar nos Poderes Constituídos como esses identificados pela P.F: “ENVOLVIDOS NA MORTE DE MARIELLE FRANCO dos três investigados pela Polícia Federal na morte da Vereadora no Rio de Janeiro, sendo um Deputado Federal, um Delegado e um Conselheiro do Tribunal de Contas”.

Na qualidade de Ex Ouvidor da CBPM – Companhia Baiana de Pesquisa Mineral, informo que todo e qualquer cidadão tem o direito de solicitar qualquer informação à Ouvidoria da Instituição, inclusive os gastos da esfera federal, estadual e municipal com base na Lei 12.527/2011 – LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO.

Para reconstruir o Brasil, defendo uma Revisão Constitucional e as Reformas Administrativa, Política e Partidária com participação da Sociedade Civil Organizada. Sendo a reforma política a primeira que por sua importância básica, é na área do governo que se decidem os destinos do país e as condições de vida da população.

Senhores cidadãos, quem não gosta de política é governado por quem gosta. Essa verdade está clarificada na conhecida observação de Bertolt Brecht“O Analfabeto Político. O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.

DÊ VALOR AO SEU VOTO E A VOCÊ ELEITOR! A CPI DO ELEITOR É VOTO CONSCIENTE!SE TODOS COOPERAREM, INCLUSIVE A “IMPRENSA É A VISTA DA NAÇÃO”, AGENTE CONSTROI UM BRASIL MELHOR PARA AS FUTURAS GERAÇÕES!


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas e Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte 89 – www.aldericosena.com

 

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