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Colunista Destaque – Alderico Sena 


A sociedade tem sido cúmplice ao assistir de camarote os desmandos praticados contra a humanidade e contra o país. Está sendo cruel consigo mesma. Nada mudará se o ser humano não mudar, pois é ele quem cria e descria tudo. O individualismo gera o egoísmo, raiz de todos os males. Basta observar o comportamento dos eleitores, de quem vive em condomínios fechados e até da chamada sociedade civil organizada. Como bem afirmou Rui Barbosa: “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.”


A postura hipócrita, deseducada, individualista, antiética, despolitizada e desumana tem contribuído para o crescimento da violência, principalmente contra a mulher, a criança, o idoso e o meio ambiente. Quando o homem deixa de preservar as riquezas naturais criadas por Deus, torna-se urgente refletir sobre a necessidade de mudanças culturais, educacionais e comportamentais.


É preciso adotar uma nova atitude em favor do bem comum dos seres humanos, dos animais e do meio ambiente. Preservar a natureza é preservar a vida. Mais do que isso, é necessário abandonar a lógica do ter poder e capital em detrimento da coletividade, e colocar em prática o ser – caráter, dignidade, profissionalismo, ética, respeito, amor, solidariedade e compromisso com o próximo e com o Brasil. Tudo começa pela educação, pelos princípios e valores.


Devemos pensar: qual Brasil deixaremos como exemplo educacional e cultural para as novas gerações? Bons cidadãos só se formam a partir de uma escola pública de qualidade e da valorização do professor. Como afirmou Anísio Teixeira: “Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública.” E como disse Leonel Brizola: “Educação não é cara. Cara é a ignorância.”


Nestes primeiros 20 anos do século XXI, muitos comportamentos humanos se aproximaram do irracional, deixando famílias intranquilas, desesperadas e desconfiadas, também pelo descrédito nos três Poderes da República, marcados pela falta de eficiência e de compromisso político com as causas coletivas.


A sociedade não suporta mais tanta corrupção e impunidade. Exige dos Poderes Constituídos mais ação e menos omissão, como determina a Constituição: “Todo o poder emana do povo.”


Cabe ao eleitor compreender que quem não gosta de política é governado por quem gosta. Nada mudará sem educação, consciência política, exercício de cidadania e responsabilidade de cada um na urna. O destino do país e a qualidade de vida da população dependem das escolhas de governo. Valorize o seu voto. Valorize a si mesmo. Querer é poder. Seja a mudança que o Brasil precisa e pare de reclamar.

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas @aldericosena – aldericosena.com

Colunista Destaque – Alderico Sena


Resgatar a família, a educação e o Brasil é um dever cívico de todos. É também refletir sobre o passado, viver melhor o presente e pensar no futuro. A educação está deseducada em casa, na escola e, infelizmente, em muitos outros ambientes. Hoje, vemos crianças que não respeitam mais os professores — e sabemos que educação é a ferramenta básica para socializar o ser humano.

 

A Constituição do Estado da Bahia de 1989, em seu Artigo 49 do Ato das Disposições Transitórias, determina:

“Fica criada, a partir do primeiro e segundo graus, matéria sobre educação associativa, visando a dotar os alunos e futuros profissionais de conhecimento sobre cooperativismo, cuja implantação deve ser feita no início do ano letivo, após a promulgação desta Constituição.”

 

Só poderemos formar bons cidadãos se ensinarmos, desde as primeiras letras, valores como cooperação, cidadania e responsabilidade. O cooperativismo é um caminho para o Brasil mais justo e humanitário que todos sonhamos. Educação vem de berço; a escola acrescenta conhecimento. Hoje, a inversão de valores atinge todos os níveis da sociedade.

 

A sociedade tem sido cruel consigo mesma. Com a implantação das matérias Educação Associativa e Educação Ambiental no 1º e 2º Graus, poderemos reconstruir o Brasil ensinando doutrinas fundamentais do cooperativismo, baseadas em princípios que promovem a justiça social e a solidariedade. É preciso ser para ter princípios e valores éticos e morais.

 

Vivemos em um mundo em constante transformação, marcado por desafios complexos e interligados. A globalização trouxe benefícios, mas também problemas como desigualdade econômica, perda de identidade cultural e crise ambiental. A tecnologia revolucionou nossa forma de viver, trabalhar e nos relacionar, mas trouxe riscos: dependência excessiva, disseminação de notícias falsas e ameaças à privacidade.

 

Outro ponto crucial é a sustentabilidade. O crescimento econômico acelerado e o consumo desenfreado têm provocado a exploração insustentável dos recursos naturais, ameaçando o equilíbrio do planeta. Mudanças climáticas, poluição e escassez de água são sinais de alerta que não podemos ignorar.

Para enfrentar esses desafios, é preciso compreender suas causas e agir. A desigualdade econômica gera exclusão social e instabilidade política. A crise ambiental exige medidas urgentes para evitar danos irreversíveis. E os impactos da tecnologia pedem reflexão ética e soluções responsáveis.

Preservar o meio ambiente é preservar a vida. Todos os seres humanos e animais dependem da natureza para se alimentar, tratar doenças e produzir bens essenciais.

 

O futuro dependerá das escolhas feitas agora: promover igualdade de oportunidades, respeitar a diversidade, proteger o meio ambiente, investir em educação de qualidade e adotar práticas sustentáveis. O diálogo, a cooperação internacional e a participação cidadã são ferramentas essenciais para construir uma sociedade mais inclusiva e democrática.

 

Nenhuma mudança será possível sem o engajamento de todos: governos, empresas, organizações sociais e cidadãos. Cada um tem um papel na construção de um país melhor. A cooperação é a ferramenta adequada para um mundo melhor.

 

Confesso: a maior arma do cidadão para iniciar a reconstrução do Brasil é saber usar o título eleitoral em 2026, pesquisando os três C dos candidatos antes de votar — Caráter, Competência e Compromisso com as causas da educação, do meio ambiente e do País. É na esfera de governo que se decidem os destinos da nação e as condições de vida da população.

 

O momento é de reflexão, não de omissão. Que Brasil queremos deixar para as futuras gerações? Querer é poder. Valorize seu voto e a si mesmo, eleitor. Seja a mudança — e não apenas um espectador que reclama dos políticos e do país.

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte de 1989, Ex-Superintendente da OCEB – Organização das Cooperativas do Estado da Bahia, Membro Fundador e Superintendente do SESCOOP – Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo da Bahia. site: aldericosena.com – @aldericosena

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


Educação vem do exemplo e das atitudes. Com toda certeza, educação vem de casa. Limite, disciplina e responsabilidade, assim como a defesa da verdade e do que é certo, são princípios e valores que os pais devem ensinar desde as primeiras letras para o bem dos filhos.

 

A vida humana nasce do amor entre um homem e uma mulher que se unem pelo ato conjugal e participam da criação divina. No momento da fecundação, o homem se torna pai porque, junto à mãe, gerou uma nova vida. O pai é quem ajuda a criança a crescer, a sustenta e a protege — ainda que, muitas vezes, essa presença passe despercebida ou seja ofuscada pelas dificuldades e fraquezas humanas do cotidiano.

 

A presença paterna proporciona ao filho o equilíbrio necessário para viver bem.

 

Basta observar o quanto sofrem aqueles que perderam o pai na infância: carência afetiva, insegurança e impactos emocionais que, muitas vezes, marcam a vida de forma inconsciente. O pai representa segurança e proteção, e essa referência costuma perdurar por toda a vida.

 

Nesse contexto, vale a reflexão: Será que temos dado a devida importância à presença do nosso pai em nossa vida?

 

Hoje, vemos jovens que se consideram autossuficientes e, por isso, deixam de buscar a companhia dos pais, de ouvir seus conselhos ou de realizar atividades juntos. Muitas vezes, isso ocorre porque deixaram de enxergar o pai em sua essência. Olham apenas o exterior, marcado por erros, imperfeições, vícios ou fragilidades, e esquecem que ele é muito mais do que isso. Um pai pode errar, mas não deixa de ser pai.

 

Por outro lado, quando o pai falta, a vida perde parte do sentido. Senti isso na pele quando meu pai faleceu. Deixo aqui meu testemunho: “Meu pai, Eurico Senna, me ensinou a ser homem com apenas meia palavra: ‘Se quiser atender às suas vaidades, vá trabalhar’. Eu tinha apenas 15 anos. Fui trabalhar na FIEBA meu primeiro emprego na função de Office Boy e estudar à noite. Uma dica: não perca tempo. É hora de olhar para o seu pai como amigo, irmão e camarada, valorizando sua presença.”

 

A importância do pai na vida dos filhos:

 

  1. Ter um pai presente é fundamental para o desenvolvimento emocional, social e cognitivo dos filhos.

  2. A ausência paterna pode gerar insegurança, baixa autoestima, dificuldades de relacionamento e maior vulnerabilidade a situações de risco.

  3. O pai transmite valores, ensina limites, estimula a autonomia e o respeito às diferenças, além de servir como exemplo de conduta.

  4. Conciliar trabalho e paternidade é um desafio, mas possível com organização e planejamento.

  5. Participar da rotina dos filhos fortalece vínculos e aproxima a família.

  6. Estimular a autonomia com responsabilidades adequadas à idade contribui para a maturidade.

  7. O diálogo aberto constrói confiança e ajuda a resolver conflitos. Ouvir e validar os sentimentos dos filhos é essencial para o equilíbrio emocional.

  8. Incentivar a leitura, o aprendizado e desafios cognitivos enriquece o desenvolvimento.

  9. Promover empatia, respeito e habilidades sociais prepara para a vida em comunidade.

  10. Na adolescência, a presença paterna oferece apoio nas decisões e previne comportamentos de risco.

  11. Um ambiente seguro e o incentivo a atividades saudáveis ajudam a lidar com pressões típicas dessa fase.

  12. A presença do pai pode influenciar na escolha profissional, servindo de inspiração e apoio.

  13. Elogiar conquistas, valorizar habilidades e ensinar respeito fortalecem a autoestima.

  14. Desde cedo, a presença paterna previne problemas emocionais e comportamentais futuros.

 

Sociedade, vamos ajudar nossos jovens, defendendo a educação como investimento e valorizando o voto consciente para assegurar um Brasil melhor para as futuras gerações.

 

Parabéns, Papai! Feliz Dia dos Pais!

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas – @aldericosena.com

 

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