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Colunista Destaque – Alderico Sena


A profissão de professor é a única que torna todas as outras possíveis.


Em uma sociedade que almeja progresso, é contraditório que os principais responsáveis pela formação de cidadãos e profissionais — os professores — continuem sendo sistematicamente desvalorizados. No Brasil, o cenário da educação é marcado por um paradoxo: todos reconhecem, em discurso, a importância do professor, mas, na prática, pouco é feito para garantir-lhe o respeito, a estrutura e a remuneração dignos de sua função.


A carreira docente, especialmente na educação básica, é uma das mais exigentes e, ao mesmo tempo, uma das menos reconhecidas. Segundo o IBGE, o rendimento médio mensal de um professor da educação básica no Brasil é cerca de 30% menor do que o de outros profissionais com o mesmo nível de escolaridade. O salário inicial dos professores brasileiros está entre os mais baixos dos países analisados, o que contribui para a falta de atratividade da profissão.


Além dos baixos salários, os professores enfrentam turmas superlotadas, infraestrutura precária, acúmulo de tarefas administrativas e desgaste emocional. Dados do Censo Escolar de 2023 mostram que 40% dos docentes da rede pública atuam em mais de uma escola para complementar a renda. Esse cenário leva ao esgotamento e à evasão da carreira: mais de 60% dos professores relatam já ter considerado abandonar a profissão.


A desvalorização também é perceptível no campo simbólico e social. De acordo com levantamento da organização Todos Pela Educação, 70% da população reconhece que os professores são pouco respeitados no Brasil. Isso se reflete, infelizmente, até mesmo em episódios de violência: só em 2023, foram registrados mais de 6 mil casos de agressão a professores nas escolas públicas brasileiras, segundo pesquisas.


Enquanto isso, países que investem seriamente na valorização docente colhem resultados. A Finlândia, por exemplo, exige mestrado para ingresso na carreira e oferece remuneração competitiva, além de status social elevado. No Japão, os professores recebem 20% a mais que a média dos trabalhadores e são amplamente respeitados — cultural e institucionalmente.


Valorizar o professor vai muito além de melhorar salários — embora isso seja urgente. Significa oferecer formação continuada, boas condições de trabalho, segurança nas escolas, apoio psicológico e reconhecimento público. É entender que formar pessoas é uma missão complexa, estratégica e essencial para qualquer projeto de nação. Se o Brasil deseja um futuro mais justo, próspero e desenvolvido, precisa começar pela base: investir em quem ensina. Sem professor valorizado, não há educação de qualidade. E sem educação de qualidade, não há futuro.


Eleitor, defenda a educação como investimento para dar o voto na eleição de outubro de 2026.

 

Educação transforma cidadão! “Educação não é cara. Cara é a ignorância”. Leonel Brizola


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Ex-Assessor da UFBA/UFES e IAT (Instituto Anísio Teixeira) E-mail: aldericosena@gmail.com

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


Os movimentos sociais sempre foram a alma da democracia. Eles nascem do inconformismo, da luta por direitos e da esperança de um país mais justo. No Brasil, já vimos mobilizações históricas — do movimento sindical ao feminismo, do movimento estudantil às Diretas Já. Mas por que, então, parece que esses movimentos perderam força?

 

O Brasil precisa redescobrir essa energia. Precisamos de movimentos sociais fortes, independentes e respeitados, com novas lideranças e causas renovadas, para que a sociedade civil volte a ocupar seu espaço no debate político, sem ingerência partidária.


Cadê os movimentos sociais nas ruas para combater a imoralidade política exercida no Congresso Nacional, onde parlamentares legislam em causa própria, aumentando o número de deputados federais de 513 para 531 e o mandato de senador de 8 para 10 anos, sem ouvir a sociedade? O dinheiro público é dos trabalhadores — não é de partido político, não é de governo — é da sociedade, é patrimônio do povo brasileiro e deve ser aplicado com zelo, respeito, responsabilidade, transparência e ética, para o bem comum e o crescimento socioeconômico do país, e não para beneficiar determinados figurões dos Poderes constituídos. É o que vimos acontecer com as emendas secretas no Congresso Nacional e também com o que foi noticiado pela mídia: “O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) pagou R$ 3,4 milhões em penduricalhos nos cinco primeiros meses de 2025, inflando seu quadro de juízes auxiliares nos últimos anos. Os auxiliares são magistrados requisitados a outros tribunais para atuar no CNJ”, enquanto um trabalhador recebe, por mês, apenas R$ 1.518,00 (mil quinhentos e dezoito reais) e os benefícios dos aposentados do INSS tornaram-se irrisórios depois das reformas previdenciárias, mesmo após tantos anos de serviços prestados ao país, sem direito a privilégios e mordomias. Indignação é classificação de todos!


Sociedade brasileira, a CPI do eleitor é o voto consciente nas eleições de 2026. O deputado federal Ulysses Guimarães, presidente da Assembleia Nacional Constituinte na promulgação da Constituição Federal em 5 de outubro de 1988, discursou: “A única coisa que mete medo em POLÍTICO é o povo na rua”.


Exercer a cidadania na defesa de um Brasil melhor para as futuras gerações é preciso. É importante refletir sobre a mensagem de Lima Barreto: “O Brasil não tem povo, apenas público. Povo luta pelos seus direitos; público só assiste de camarote”.


É hora de revitalizar os movimentos sociais. Redescobrir lideranças. Reacender o debate e defender uma reforma política e partidária séria, visando reduzir o número de partidos políticos e o desperdício de recursos públicos com fundo partidário. É necessário também estabelecer a eleição direta, pelo corpo funcional, para a escolha de dirigentes na administração pública direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios — e não por indicação de presidente da República ou governador — considerando que o artigo 2º da Constituição Federal estabelece que “os Poderes são independentes e harmônicos entre si, e o Legislativo, o Executivo e o Judiciário obedecerão aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência, transparência e publicidade”. A alternância de poder é de fundamental importância, pois poder e capital, quando concentrados, geram corrupção e impunidade.


A cidadania precisa de voz. E essa voz é coletiva.


O povo tem que fazer cumprir o que estabelece a Constituição. Assim, o artigo 3º, que trata dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, será honrado e respeitado pelos Poderes. Vejamos: “Construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Afinal, como bem disse Rui Barbosa: “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles”.


As futuras gerações dependem disso. Seja a mudança e ajude o eleitor desinformado a deixar de ser tratado como “bobos da corte”.


Compartilhe se você acredita na força da sociedade civil e quer um Brasil melhor! Querer é poder!


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoaswww.aldericosena.com – Instagram: @aldericosena

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


“O sol nasce para todos.”

O Brasil possui enormes riquezas naturais e geográficas, mas carece de alternância de poder e de homens visionários na política. A leitura é uma das chaves para a transformação: “Quem não lê, mal fala, mal ouve e mal vê.” O conhecimento adquirido pela leitura realiza sonhos e soluciona problemas. Cabe à cidadania assegurar a “Ordem e Progresso” estampados na nossa Bandeira, combatendo os desmandos praticados contra o dinheiro público.

A sociedade é cruel consigo mesma quando não renova seus representantes a cada eleição. A deseducação, a desinformação e a despolitização fazem do brasileiro alguém que, muitas vezes, não sabe usar a maior arma que possui: o título de eleitor. Nada mudará se o eleitor não mudar sua forma de votar, para deixar de ser tratado como “bobo da corte”. 2026 vem aí!

A importância do caráter, da competência e do compromisso do político. A Constituição Federal, nos artigos 1º (parágrafo único) e 37, já estabelece os princípios da soberania popular e da administração pública. Honestidade é a base de tudo: significa não mentir, não fraudar, não enganar. O indivíduo honesto rejeita a malandragem e a esperteza de querer levar vantagem em tudo. Poder e capital geram corrupção e violência quando mal utilizados. O político precisa aprender a ser para depois ter. O político existe para servir à coletividade e ao país. O mais importante na vida não é ter, é ser: ser família, ser profissional, ser amigo, ser uma pessoa de caráter, livre e feliz!

Educação: o alicerce da cidadania

A educação, em casa e na escola, é o alicerce para formar cidadãos honestos, sustentada por sete pilares essenciais: amor, honestidade, verdade, humildade, respeito, solidariedade e capacidade de pedir desculpas quando errar. A honestidade permite comunicação verdadeira e fortalece conexões mais profundas. Embora todos possamos cair na tentação da mentira, a verdade sempre traz melhores resultados. Ser honesto ajuda a construir relacionamentos saudáveis, melhora a comunicação, evita estresse e promove confiança. Segundo pesquisa da Universidade de Maryland College Park, pessoas desonestas têm menos chance de obter ajuda e de desenvolver relações de confiança. Além disso, quem mente carrega sentimentos de culpa e remorso, enfraquecendo vínculos pessoais e profissionais. É fundamental cultivar a honestidade em cada etapa da vida.

 

O que torna uma pessoa honesta?

 

Ser honesto é ser verdadeiro e ético em palavras e ações. Uma pessoa honesta fala a verdade e age com coerência. Segundo O Poder do Pensamento Positivo, de Norman Vincent Peale, há cinco componentes principais para uma vida honesta:

• Respeito por si mesmo

• Autoconfiança

• Respeito pelos outros

•Tolerância com as crenças, opiniões e valores alheios• Amor-próprio

Qualidades de uma pessoa honesta

Além da veracidade, outras virtudes coexistem com a honestidade:

• Integridade: coerência entre valores, princípios e ações.

• Veracidade: compromisso com a verdade.

• Sinceridade: agir de acordo com pensamentos e sentimentos genuínos.

• Franqueza: falar com clareza, ainda que com firmeza.

• Confiabilidade: ser digno de confiança e responsável.

• Justiça: tratar todos com igualdade, independentemente do status.

• Lealdade: ser fiel a quem merece confiança.

• Altruísmo: pensar no bem coletivo e ajudar sem esperar nada em troca.

• Bravura: defender o que é certo, mesmo sob risco.

Que cada cidadão assuma sua parte. Somente assim construiremos um país mais justo, honesto e próspero.

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoaswww.aldericosena.com – @aldericosena

 

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