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Colunista Destaque - Alderico Sena


No meu artigo “Envelhecimento populacional no novo século”, publicado na Tribuna da Bahia, edição de sexta-feira, 16 de setembro de 2011, busquei alertar o governo de que o envelhecimento populacional é uma realidade no Brasil e representa um grande desafio a ser amplamente debatido pela sociedade.


Envelhecer é um triunfo. No entanto, é preciso afeto, respeito, solidariedade e consciência — tanto da família quanto do governo e da sociedade — para garantir dignidade à pessoa idosa. Todos os jovens têm dentro de si o idoso de amanhã!


O tema da redação do Enem 2025“Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”, foi de fundamental importância por estimular a reflexão e a conscientização dos jovens. Acredito que muitos estudantes encontraram dificuldades ao redigir sobre o assunto, devido à falta de ensinamentos em casa e na escola sobre a importância e a experiência dos idosos na sociedade.


Se os jovens não forem educados para defender os direitos assegurados pela Constituição, o futuro continuará sendo de exclusão e desrespeito à pessoa idosa.


Artigo 230 da Constituição Federal: “A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida.”


Respeitar a pessoa idosa é tratar o próprio futuro com respeito! Só poderemos formar boas gerações se ensinarmos as crianças, desde as primeiras letras, a serem cidadãos conscientes, solidários e comprometidos com o bem comum.


Falta de políticas públicas e de respeito

No programa Fantástico do último domingo (09/11/2025), foi exibida uma reportagem sobre a falta de regulamentação da profissão de cuidadores e os maus-tratos a pessoas idosas.

A questão da velhice, infelizmente, sempre foi colocada em segundo plano nas políticas públicas. O resultado é uma sociedade carente de programas e serviços de atenção ao idoso. Muitos vivem sem apoio familiar ou institucional, em total descumprimento do que determinam o Art. 230 da Constituição Federal, a Lei nº 8.842/1994 (Política Nacional do Idoso), regulamentada pelo Decreto nº 1.948/1996, e o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003).


Direitos que ainda não saíram do papel

O Decreto nº 1.948/1996 assegura aos idosos diversos direitos que, lamentavelmente, não são plenamente cumpridos pelos governos federal, estaduais e municipais. Entre eles:


  • Apoiar programas e projetos que melhorem a qualidade de vida e a integração da pessoa idosa à comunidade;


    • Estimular parcerias entre instituições públicas e privadas para criação de centros de convivência, casas lares e atendimento domiciliar;


    • Promover campanhas educativas sobre o envelhecimento e capacitar profissionais para o atendimento humanizado;


    • Financiar estudos, pesquisas e encontros voltados à valorização da pessoa idosa;


    • Criar banco de dados nacional e coordenar o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

A Política Nacional do Idoso prioriza o atendimento não asilar, com ações descentralizadas que devem contemplar:

Centros de Convivência, Centros de Cuidados Diurnos, Casas Lares, Atendimento Domiciliar, Oficinas Abrigadas de Trabalho e Atendimento Asilar.


Envelhecimento: uma realidade que exige ação

Em meu artigo “O Envelhecimento Populacional é uma Realidade”, publicado no jornal A Tarde (edição de 15/04/2021), voltei a alertar que o envelhecimento populacional é um desafio crescente e precisa ser amplamente debatido pela sociedade.


Faltam políticas públicas efetivas e hospitais específicos para idosos, apesar das inúmeras reivindicações encaminhadas aos governos Federal, Estadual e Municipal de Salvador. Resta a pergunta: O Hospital do Homem e do Idoso foi, de fato, inaugurado?


O idoso deve ser reconhecido como trabalhador e patrimônio do Brasil, pois foram eles que contribuíram para o crescimento e o desenvolvimento do país.


O poder e a consciência política: o voto do idoso tem força

O respeito e o reconhecimento só ocorrerão quando os idosos se mobilizarem nas eleições para transformar o cenário de desrespeito e descaso. A consciência política é essencial, considerando o poder eleitoral dessa população.

Segundo pesquisa, o Brasil possui cerca de 61,3 milhões de aposentados e pensionistas. Multiplicando-se por uma média de quatro eleitores por família, são 122,6 milhões de votos — número capaz de eleger representantes em todos os 5.570 municípios, nos 26 estados, no Distrito Federal e até a Presidência da República.


Rui Barbosa afirmou:“ Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.”


Uma conquista importante

Uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) representa um avanço: Os planos de saúde não podem reajustar mensalidades de beneficiários com mais de 60 anos com base na faixa etária, mesmo em contratos anteriores ao Estatuto do Idoso. A exclusão por idade avançada é considerada ilegal e discriminatória.


Amigos, quem quer respeito, se respeita. Querer é poder. Seja a mudança! Vamos lutar por um Brasil que valorize seus idosos, porque respeitar o idoso é respeitar o nosso próprio amanhã.


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoaswww.aldericosena.com | Instagram: @aldericosena


Colunista Destaque – Alderico Sena


Sem educação não há transformação, cidadania nem progresso nacional

A educação melhora o comportamento, o temperamento vem de nascença e desaparece com o falecimento.

 

A educação é o tema que define o destino de um país e o caráter de um povo.Sem educação, não há perspectivas na formação da humanidade, nem esperança de evolução moral e social.

 

O comportamento se aprende com o exemplo e com o ensino.E, como costumo dizer: caráter é imutável e não tem preço!

 

O mestre Darcy Ribeiro já alertava:

“A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto.”

 

Educação de ontem e de hoje

Nas décadas de 1960 a 1980, a educação — tanto no lar quanto na escola — era diferenciada, marcada por disciplina, limites, civismo e respeito.A formação do cidadão incluía o aprendizado do que era certo e errado, além da importância da preservação ambiental.

Preservar a natureza é preservar a vida!

Entretanto, após a reforma do ensino ocorrida nos anos 1980, a realidade mudou drasticamente.

Muitos jovens sequer conhecem o significado de dever cívico, cidadania e patriotismo.Hoje, infelizmente, observamos uma juventude sem referências, desamparada e carente de políticas públicas eficazes.

 

Faltam oportunidades, falta diálogo nas famílias e falta compromisso de muitos governantes.Mas ainda há tempo de mudar.

A educação é a base da transformação, o único caminho capaz de formar cidadãos conscientes e uma sociedade verdadeiramente justa.

Educação como investimento, não como gasto

Como se costuma dizer:

“Educação não é cara. Cara é a ignorância.”

 

O Brasil é um país rico em natureza e cultura, mas só alcançará “Ordem e Progresso” quando investir de forma séria e contínua em educação e cidadania.

 

Reflexão final

Que esta mensagem sirva de convite à reflexão e à ação.

O futuro do Brasil depende da educação do presente — do exemplo em casa, da dedicação nas escolas e do compromisso dos governantes.

 

Toda e qualquer ação é política e quem não gosta de política é governado por quem gosta. O eleitor brasileiro precisa deixar de ser carta marcada e usar o Título Eleitoral de forma consciente nas eleições pensando em um Brasil melhor para as futuras gerações.

Anísio Teixeira afirmava com sabedoria “Só existirá democracia no Brasil no dia em que se montar no país a máquina que prepara as democracias. Essa máquina é a da escola pública”.

 

Educar é semear esperança, cidadania e humanidade.

E um país só cresce quando o seu povo aprende a pensar, questionar e transformar o seu comportamento.

Obrigado por ler o artigo!

Se inscreva no canal, curta o vídeo e compartilhe esse artigo de esperança e conscientização.

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas – www.aldericosena.com — @aldericosena

 

Colunista Destaque – Alderico Sena


A importância da conduta ética profissional é fundamental. Os pilares que sustentam a evolução profissional são: caráter, competência, compromisso, capacitação e comunicação.

 

O trabalho em equipe é uma estratégia essencial para atingir metas e objetivos, garantir a qualidade dos produtos e serviços e conquistar a credibilidade dos clientes no mercado. Trabalhar em equipe é a essência do desenvolvimento das atividades com união, interação, conhecimento, confiabilidade, segurança, produtividade, credibilidade, eficiência, qualidade, resultados, crescimento e sucesso.

Formação, capacitação, treinamento, planejamento estratégico, organização, profissionalismo e desenvolvimento da equipe são pilares indispensáveis para o sucesso.

 

Ser um bom profissional, com conhecimentos técnicos, dons, talentos, habilidades, humildade e capacidade bem desenvolvida, é papel de todo aquele que deseja construir uma carreira de sucesso no mundo globalizado.

 

Ter bom relacionamento com colegas e clientes, facilidade no trabalho em equipe, boa comunicação e flexibilidade, entre outras características, são aspectos altamente valorizados nas organizações.

 

Entretanto, uma conduta ética no trabalho, alinhada aos padrões e valores da sociedade e da própria organização, é essencial para o alcance da excelência profissional. A dinâmica do mercado exige atualização e aperfeiçoamento constantes, e uma postura ética é de suma importância no ambiente corporativo. Por meio dela, o profissional conquista credibilidade e confiança de superiores, liderados, colegas e colaboradores.

 

O profissional deve seguir tanto os padrões éticos da sociedade quanto as normas e regimentos internos das organizações. Um exemplo está na preservação de informações sigilosas, fundamentais à proteção de uma marca ou produto. Cabe ao profissional manter uma postura coerente com seu trabalho e guardar com responsabilidade os dados que lhe foram confiados.

 

A ética no ambiente de trabalho proporciona ao profissional um exercício diário e prazeroso de honestidade, comprometimento, confiabilidade e segurança, elementos que orientam suas decisões e atitudes. Ao final, a recompensa é o reconhecimento e a valorização, não apenas pelo desempenho, mas também pela postura ética e conduta profissional exemplar.

 

Comprometimento é a palavra final — dever cívico de todo cidadão, especialmente dos políticos que representam o povo nos Três Poderes. Estes devem agir com lealdade à nação, aos Símbolos Nacionais, à sociedade, às famílias e aos empreendedores que sustentam o Estado por meio dos tributos.

Em especial, o eleitor brasileiro precisa aprender a votar no SER, e não no TER, rejeitando o corrupto e o corruptor, para que o país seja conduzido por homens livres e de bons costumes.

 

Diante dos péssimos serviços públicos oferecidos ao cidadão, é urgente que a sociedade exija dos governantes e políticos a profissionalização da administração pública, garantindo uma prestação de serviços de qualidade nas áreas de educação, saúde, segurança e demais direitos constitucionais.

 

Um feedback importante ao jovem que ingressa no mercado:

Quando receber uma crítica, encare-a como uma oportunidade de crescimento profissional. É comum que o jovem leve críticas para o lado pessoal, quando, na verdade, está recebendo uma chance de amadurecer, ouvindo e aprendendo a melhorar seus pontos frágeis. Mesmo que não concorde com o que foi dito, seja humilde e agradeça — esse é o caminho do amadurecimento e do crescimento no mercado globalizado. Não faltam profissionais no mercado, e sim profissionalismo.

 

Alderico Sena - Especialista em Gestão de Pessoas@aldericosena – aldericosena.com

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