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O crescimento sustentável de um país está diretamente ligado à qualidade de seus líderes. No entanto, vivemos uma escassez de liderança ética, agravada pela fragilidade dos poderes constituídos e pela falta de investimentos consistentes em educação. Esses fatores contribuíram para a banalização dos valores morais e éticos em nossa sociedade.


A crise política e moral que enfrentamos no Brasil decorre, em grande parte, da ausência de líderes comprometidos com o bem comum. Não temos mais referências políticas como nos tempos em que a política era exercida com elevação, idealismo e responsabilidade.

Antigamente, os atores políticos se revezavam na missão de defender ideias com base em argumentos sólidos, guiados por valores institucionais. Hoje, a falta de lideranças éticas é a principal causa da crise institucional que assola o país. Como já dizia o ditado: “Um líder que não dá o exemplo não pode exigir comprometimento de sua equipe.”


A escassez de ética no mundo atual também é reflexo da má qualidade do ensino e da carência de pensadores com uma visão de futuro para o Brasil. Muitos profissionais recém-formados deixam de cumprir os compromissos éticos assumidos em seus juramentos, o que compromete o desenvolvimento da nação.


O juramento profissional é uma declaração solene de compromisso com os princípios éticos da profissão. Ele é essencial para assegurar a integridade, a responsabilidade e o respeito às normas que regem cada área de atuação. Profissões como medicina, direito e engenharia, por exemplo, exigem uma conduta ética rigorosa, pois suas decisões impactam diretamente a vida das pessoas. O juramento deve ser um guia permanente de comportamento — pautado pela honestidade, competência e respeito — e uma fonte de confiança da sociedade no exercício profissional.


É preciso ser, para depois ter. O valor do ser humano não deve ser medido pelo que possui, mas pelo que faz com o conhecimento adquirido, com profissionalismo e compromisso institucional. O culto ao individualismo gera egoísmo, e este, por sua vez, é a raiz de muitas formas de violência. Ao longo das duas primeiras décadas do século XXI, testemunhamos o crescimento de atitudes ambiciosas e antiéticas, que vêm contribuindo para a degradação das relações sociais e o aumento da violência.


O ser humano precisa compreender que tudo o que é ilegal, também é imoral. Alguns têm caráter; outros, apenas preço — e caráter não se vende. A ética deve estar presente em todos os ambientes: familiar, social e profissional. Ela é indispensável para a convivência harmoniosa entre as pessoas, para a qualidade dos serviços prestados à sociedade e para garantir a moralidade na administração pública, como estabelece o artigo 37º da Constituição Federal.


Mas afinal, o que é ser ético? Em uma definição simples: é agir corretamente, sem prejudicar o outro. A ética se baseia em valores morais culturais, que podem variar com o tempo e o espaço, mas mantêm fundamentos universais. A ética é também uma questão individual, nascida de um conjunto de princípios que resistem ao tempo. O que falta não são profissionais no mercado — o que falta é profissionalismo.


Algumas virtudes éticas essenciais incluem:

  • Honestidade, para construir credibilidade por meio de relações francas;

  • Coragem, para assumir decisões e responsabilidades;

  • Tolerância e flexibilidade, para ouvir e avaliar antes de julgar;

  • Integridade, para manter-se fiel aos valores mesmo diante das pressões;

  • Humildade, para reconhecer que o sucesso é coletivo e não apenas pessoal.

Para ser leal com o próximo, é preciso, antes de tudo, ser leal consigo mesmo. Só assim poderemos construir uma sociedade mais justa, educada, fraterna e solidária. Tudo passa por uma combinação de serenidade, disciplina, equilíbrio, limites, consciência profissional, política e, sobretudo, educação. Porque é a educação que forma o cidadão.


Um poeta anônimo sintetizou muito bem o verdadeiro conceito de ética: “Vigie seus pensamentos, porque eles se tornarão palavras; vigie suas palavras, porque elas se tornarão seus atos; vigie seus atos, porque eles se tornarão seus hábitos; vigie seus hábitos, porque eles se tornarão seu caráter; vigie seu caráter, porque ele será o seu destino.”


A escassez de ética no mundo contemporâneo é, sim, alarmante. É hora de a humanidade rever seus conceitos morais e éticos, com vistas a construir um Brasil mais justo e promissor para as futuras gerações.


www.aldericosena.com / @aldericosena

Colunista Destaque – Alderico Sena


A quem interessa a educação deseducada em casa e na escola? O Mestre educador Darcy Ribeiro alertou em 1982: “A crise da educação no Brasil nãoé uma crise; é um projeto”.


Até o final dos anos 80 inícios dos anos 90, o currículo escolar brasileiro possuía três matérias a mais: Educação Moral e Cívica, OSPB – Organização Social e Política Brasileira, e Estudos dos Problemas Brasileiros, onde os alunos transmitiam e discutiam princípios de cidadania, civilidade, respeito mútuo, direitos e deveres e outros conceitos benéficos a qualquer regime político, inclusive nasciam líderes estudantis, políticos e nos segmentos sociais.


Defendo a reforma do ensino com a participação da sociedade civil organizada para resgatar a qualidade da educação. Na Composição do Cazuza diz tudo! “Brasil. Mostra a tua cara quero ver quem paga pra gente ficar assim. Brasil!” Os desmandos contra a sociedade e o país ocorrem porque: “O Brasil não tem povo, apenas público.


Povo luta por seus direitos, público só assiste de camarote “Lima Barreto. A omissão, falta de fiscalização e acompanhamento do eleitorado e de associados nas entidades associativas são exemplos claros, inclusive da prática da corrupção e da impunidade.


A inversão de valores, hipocrisia, ambição, poder e capital, levaram o homem ao extremo. Quando seres humanos destroem o meio ambiente que alimenta e cura de doenças todos seres, imagine a que ponto chegou à irracionalidade do homem.


Só que a natureza é sábia. Sábia, abundante e paciente. Mas paciência tem limite, e o homem está sem limite. Às vezes, nesse confronto, o homem destrói a natureza e extrapola seus poderes e ela se cala. Noutras, se volta, numa auto defesa. A natureza apenas está querendo de volta a preservação do meio ambiente que o homem está lhe retirando ambição, poder e capital.


A sociedade vive de mentiras, fake News, inverdades, individualismo, corrupção, violência, impunidade, dentre outras inversões de valores em vez de defender a verdade e o que é certo e se queixa do Brasil. Quem cria e descria qualquer coisa é o ser humano.

 

A sociedade precisa avaliar o que é hipocrisia, visando não repassar péssimos exemplos educacionais e culturais às futuras gerações. A pessoa hipócrita é alguém que oculta a realidade através de uma máscara de aparência. Mais tarde é que passou a designar as pessoas que representam, e que fingem comportamentos. A hipocrisia também é usada num duplo sentido, quando alguém acredita que cabe um grupo de normas morais a um grupo, e para outro grupo, caberiam outras normas morais. Um hipócrita muitas vezes finge possuir boas qualidades para ocultar os seus defeitos, e por isso é também conhecido como uma pessoa dissimulada.


A maior violência que existe é a indiferença pelos outros se passaram três anos da Pandemia da (Covid 19) e mesmo assim o ser humano não aprendeu que todos são iguais perante a Lei de DEUS. “Somos insignificantes. Por mais que você programe sua vida, a qualquer momento tudo pode mudar” Ayrton Senna.


Resgatar Pilares do amor, respeito, caráter, lealdade, honestidade, ética, solidariedade, profissionalismo, competência e compromisso nas pessoas com as causas coletivas e o crescimento do país são essenciais para reduzir a desigualdade social, fome, miséria e violência. É preciso ser para ter.


A honestidade é uma virtude, mas é uma virtude difícil de praticar. Para a maioria, é muito mais fácil mentir e concordar para não desagradar do que dizer a verdade. O que é honestidade? Honestidade é a característica da conduta moral com o envolvimento de todas as virtudes humanas positivas para comunicar a realidade da verdade da maneira mais autêntica para construir confiança, melhorar a clareza e criar fortes conexões entre si.


A honestidade é importante na vida, porque evita erros de comunicação e mal-entendidos.


A honestidade gera confiança. A confiança é a base de qualquer relacionamento e, por sua vez, ajuda a reduzir o conflito. Para ser confiável, primeiro você precisa ser honesto consigo mesmo. Isso significa estar disposto a admitir quando você está errado, pedir desculpas e aceitar a responsabilidade por suas ações.


O mundo está cheio de pessoas desonestas e hipócritas, mesmo que afirmem que são absolutamente honestas em sua essência. Dito isto, é uma questão de autorreflexão, autoconsciência e autoimagem, ou seja, é preciso perceber quem ele é e quem ele não é.


Qualquer homem de princípios e valores se esforça para ser honesto. A honestidade é a virtude das grandes almas. Nem todo mundo o possui completamente. Somente uma mente pura e bela pode ter o poder de levar a verdade em si mesma e tem a coragem de enfrentar suas consequências quando ela é proferida ou aplicada. Esta é a razão, em geral, a maioria das pessoas muda suas palavras e age de acordo com seu favor, apenas com o objetivo de ser beneficiado pela situação, em vez de apoiar o que é objetivamente certo ou verdadeiro.

Nesse mundo moderno, vale tudo é o que prevalece. Caráter não tem preço.


A educação e os ensinamentos dos pais aos filhos até os anos 80 tinha essência de Princípios e Valores do Ser Humano e a qual a educação e o Brasil que queremos para as futuras gerações. Leitor, analise essa frase do Mestre Rui Barbosa: “Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles”. Eleitorado, exercer a cidadania e saber usar o Título Eleitoral em outubro de 2026 é a única ARMA de transformação, porque é na área do governo que se decidem os destinos do país, as condições de vida da população e um Brasil melhor para os filhos dos nossos filhos. A hora é de ação e não de omissão. Querer é poder! Seja a mudança!

 

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas – @aldericosena.com

 Colunista Destaque – Alderico Sena


O problema do povo está na educação e na desinformação.

Na qualidade de Ex-Superintendente da Organização das Cooperativas e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo SESCOOP /BA e Ex-Membro do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável, defendo o Cooperativismo como a saída para inclusão social, desigualdade social e a violência.


A desinformação da educação associativa e da importância do Meio Ambiente pela sociedade é gritante. “Preservar o Meio Ambiente é preservar a vida”. Educação é a base de tudo!


Investir nas matérias educação associativa e ambiental na escola, constante no artigo 49º – Ato das Disposições Transitórias da Constituição do Estado da Bahia de 1989, conforme escrita e aprovada: “Fica criada, a partir do primeiro e segundo graus, matéria sobre educação associativa, visando a dotar os alunos e futuros profissionais de conhecimento sobre cooperativismo, cuja implantação deve ser feita no início do ano letivo, após a promulgação desta Constituição”. 36 anos sem o governo cumprir a LEI MAIOR do Estado, visando a dotar alunos de conhecimento sobre os princípios e valores do cooperativismo para conquistar a transformação, educacional, profissional, social e cultural nas futuras gerações. Educação associativa e ambiental evoluem para a sociedade.


Na reunião de 02 de abril de 2025 com a Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos da Assembleia Legislativa da Bahia, a pedido do Presidente da OSCIP Rio Limpo, Dr. Fernando Borba. Na minha fala demonstrei aos Deputados Estaduais presentes com a Constituição original publicada no Diário Oficial do Estado em 05 de outubro de 1989, o por que a matéria educação associativa não foi criada e implantada na escola pelo governo.


O governo precisa garantir à população as condições de acesso aos serviços básicos de alimentação, consumo, educação, saúde, moradia, transporte e segurança com o direito de ir e vir para o trabalho, escola, casa e lazer, assegurados na Constituição com pequenas ações de políticas públicas para o bem da coletividade. Educação e consciência na comunidade é preciso para reduzir a inclusão social, a desigualdade social e a violência.


Estimular a organização de cooperativa nos Bairros e nos municípios para geração de trabalho, renda e elevar autoestima e a subsistência das famílias de menor poder aquisitivo, com base no 7º Princípio do cooperativismo – Interesse pela comunidade: Responsabilidade socioambiental é uma política pública adequada para inclusão social, reduzir a desigualdade social e a violência nas comunidades.


Exemplo da educação associativa e ambiental está no sucesso do PRONAF – Programa da Agricultura Familiar, onde com muito orgulho fui Membro na instalação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável na SEAGRI/MDA-Ministério do Desenvolvimento Agrário no ano de 2003.


O governo precisa reduzir a carga tributária sobre os produtos que as pessoas pobres consomem, incentivando a organização de cooperativa e agrovila no Semiárido para os detentos produzirem como meio de fornecer produtos com menores preços na aquisição do alimento, pão, gás, dentre outros. É só avaliar os preços no mercado, padaria e outros. Não há produtos com diferenças de preços nos estabelecimentos comerciais para pobre e elite capitalista. “São muitos com pouco e poucos com muitos recursos.”


O governo precisa criar programas para formação e treinamento da matéria educação associativa e ambiental, envolvendo comunidade e policiais militares no sentido de conscientizar todos da essência dos valores da cooperação, ajuda mútua e solidariedade para o bem comum.


Os princípios do cooperativismo incluem:


1. Adesão voluntária e livre: As cooperativas são organizações voluntáriase abertas a todas as pessoas aptas a utilizar seus serviços.

2. Gestão democrática: Democracia e responsabilidade.

3. Participação econômica: Responsabilidade e transparência.

4. Autonomia e independência: Autoconfiança e honestidade.

5. Educação, formação e informação: Desenvolvimento e respeito.

6. Intercooperação: Solidariedade e empatia.

7. Interesse pela comunidade: Responsabilidade socioambiental.

Unir a NAÇÃO na criação das matérias educação associativa e na preservação do Meio Ambiente é preciso! De mãos dadas reduzimos a desigualdade social, a fome, a miséria e a violência no país.


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas e Coordenador de Pessoal da Assembleia Estadual Constituinte de 1989 – www.aldericosena.com

 

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