A Crise dos Valores e o Futuro do Brasil Redação 18 de fevereiro, 2026 - Notícia Livre
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“Educação não é cara. Cara é a ignorância.” A frase de Leonel Brizola permanece atual ao sintetizar um dos principais desafios do Brasil: sem educação de qualidade, não há democracia sólida nem desenvolvimento sustentável.
A crise enfrentada pelo país vai além da política e da economia. Trata-se, sobretudo, de uma crise de valores. A sociedade apresenta sinais preocupantes de intolerância, violência e indiferença, reflexo da fragilidade na formação cidadã e no fortalecimento da estrutura familiar. Como afirmou Papa João Paulo II, “a dignidade do homem reside na família”. Família e escola continuam sendo pilares fundamentais na construção de uma sociedade equilibrada.
A ausência do exercício pleno da cidadania, somada a comportamentos antiéticos e à desvalorização da responsabilidade coletiva, contribui para o agravamento das desigualdades sociais, da violência e da corrupção. Episódios recentes, como o caso ocorrido em Itumbiara e registros de maus-tratos a animais em Florianópolis, evidenciam o nível de deterioração social que preocupa e exige reflexão profunda.
A chamada “Jovem Guarda” das décadas de 1950, 1960 e 1970 — movimento que celebrou o amor, a alegria e a força da juventude, distante de polarizações políticas — está se despedindo. E a pergunta permanece: onde está a renovação de valores que promovam união, respeito e convivência harmoniosa?
A crise ética também se manifesta na gestão urbana e na preservação do patrimônio histórico. Em Salvador, a situação do Centro Histórico evidencia a ausência de políticas públicas eficazes e de visão estratégica para preservar um dos maiores símbolos culturais do país. Em reportagem publicada no jornal A Tarde, na edição de 15 de fevereiro, o jornalista Levi Vasconcelos destacou o apelo de lideranças culturais diante do abandono da região. “O Centro Histórico não é apenas um espaço urbano: é patrimônio cultural e parte essencial da identidade nacional.” Clarindo Silva
Outro ponto sensível é a substituição de valores estruturantes por interesses imediatistas. Ambição desmedida, busca por poder e vantagens pessoais têm se sobreposto a princípios como ética, profissionalismo, respeito e solidariedade. O resultado é uma sociedade marcada pela incoerência entre discurso e prática.
No campo político, essa contradição torna-se ainda mais evidente. Discursos de integridade nem sempre se traduzem em ações consistentes, e a tolerância social com comportamentos incoerentes contribui para a perpetuação de lideranças que não correspondem às expectativas da população.
A transformação desse cenário exige mudança de postura coletiva. O voto consciente é instrumento legítimo de fiscalização e renovação democrática. Mais do que reclamar, é necessário participar, acompanhar e cobrar resultados.
Resgatar a educação de qualidade, fortalecer a família, preservar o meio ambiente e valorizar o patrimônio cultural são medidas indispensáveis para reconstruir a confiança social. O futuro do país depende das escolhas feitas no presente — individuais e coletivas.
O Brasil precisa de atitude.
E a atitude começa em você. CPI do eleitor é o voto consciente! Seja a mudança!
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