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A inversão de valores e a falta de profissionalismo dominaram o homem Redação 29 de novembro, 2025 - Notícia Livre

  • Foto do escritor: Alderico Sena Sena
    Alderico Sena Sena
  • 1 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Colunista Destaque – Alderico Sena

O Brasil seria um país muito melhor se todos entendessem esta frase: “Se puder, ajude o próximo. Se não puder, não julgue e não lhes faça mal. O sol nasce para todos.”


Todo homem é responsável pelo próprio destino, pelo destino da humanidade e pelo país que deseja construir — seja por suas ações ou por suas omissões. Quem cria e descria qualquer coisa é o homem; e quem ensina a vida é a própria vida.


A sociedade tornou-se cruel consigo mesma. Falta confiança, falta segurança e falta em quem acreditar. As pessoas não confiam mais umas nas outras, dominadas pela hipocrisia e pela ausência de profissionalismo.


Resgatar a família, a educação e o Brasil tornou-se prioridade absoluta diante da inversão de valores, da ambição desmedida e do poder do capital que passaram a dominar o ser humano no mundo contemporâneo.


Caráter, competência, compromisso, hierarquia, ética profissional, lealdade, coleguismo, respeito e solidariedade deixaram de ser regra em muitos ambientes sociais, profissionais, institucionais e até familiares. Princípios e valores humanos, com raríssimas exceções, se perderam ou deixaram de existir.


Hipocrisia é fingir ter sentimentos, virtudes ou crenças que não se possui. É agir de modo contrário ao que se prega. É enganar, ludibriar — muitas vezes de forma intencional.


Seu oposto é a sinceridade: dizer a verdade e agir com honestidade em todas as circunstâncias.


Autenticidade, transparência, integridade, franqueza, veracidade, lealdade, coerência, consistência e confiabilidade — todos esses valores incomodam o Sistema.


Antigamente, a educação em casa e na escola ensinava a falar a verdade e defender o que é certo. Hoje, se quiser conhecer o caráter de alguém, basta parar de atender aos seus interesses.


Caráter vale mais que qualquer conhecimento técnico, porque habilidades se ensinam; caráter, não.


Não faltam profissionais no mercado — falta profissionalismo.


O empreendedorismo sempre exigiu atitude e iniciativa: fazer sem esperar ordens. O tripé conhecimento – habilidade – atitude continua essencial em qualquer área:–Conhecimento é dominar o assunto;– Habilidade é transformar esse conhecimento em algo produtivo;– Atitude é agir por iniciativa própria.

 

Mas mesmo com esse tripé, o mercado continua reclamando: faltam profissionais completos. Muitos saem formados, mas sem habilidades, sem atitudes e sem a essência do profissionalismo.


Há também aqueles que possuem conhecimento, habilidade e atitude, mas ainda assim não são competentes. Falta algo na formação: respeito profissional, comunicação, relações interpessoais, liderança, ética, responsabilidade, educação, capacitação e compromisso com as regras institucionais — públicas e privadas — sempre observando deveres e direitos.


No mundo dos negócios, o que realmente faz diferença é o contato pessoal e direto entre quem serve e quem deve ser servido.


Profissionais existem aos montes; o que faltam são profissionais treinados, qualificados e verdadeiramente comprometidos.


O profissional do conhecimento transforma-se em agente do próprio destino.


Um grande exemplo disso é o jogador Éverton Ribeiro, do Esporte Clube Bahia. Mesmo após passar por uma cirurgia de câncer na tireoide, segue mostrando competência, profissionalismo e compromisso com o Clube e com a Nação Tricolor.

 

Outro exemplo é o treinador do Palmeiras, Abel Ferreira, que ainda não assinou um novo vínculo com o Verdão, mas garantiu que permanecerá no clube e deseja renovar o contrato até 2027:

“Quero dizer a vocês que minha palavra vale mais que uma assinatura.”

 

Parabéns, Éverton e Abel, entre tantos profissionais de diversas áreas — cientistas, pesquisadores, professores, médicos etc. — que honram princípios e valores éticos, morais e profissionais.


É preciso SER para TER.

 

Diante disso, a marca da educação e da profissionalização só pode ser a eficiência.


Se o foco é eficácia, então a marca da educação — dos pais aos filhos e da escola aos alunos — deve ser uma só: formar cidadãos e profissionais para servir sempre mais e melhor, com simplicidade, humildade e eficiência ao público e ao cliente.

 

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Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas @aldericosena – site: aldericosena.com

 

 
 
 

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