Trabalho na melhor Idade

Trabalho na melhor idade

Publicado: 15 Maio 2016 - Alderico Sena

O trabalho sempre foi categoria fundamental para o desenvolvimento humano. É necessário, no entanto, compreender as transformações nas funções, nas organizações e nos processos do trabalho para entender as percepções e representações do homem sobre a categoria trabalho. A maneira como o homem se relaciona com o trabalho fazem com que tenha concepções e significados diferentes, que devem ser respeitados e entendidos, pois nenhum homem mesmo exercendo funções semelhantes no processo de trabalho, não trabalha da mesma forma. Cada indivíduo se apropria do trabalho de maneira diferente, o que irá sustentar essa diferenciação será a maneira como o sujeito convive em seu meio social, considerado seu contexto socioeconômico. Entender a história de vida do sujeito é também compreender como ele se apropria do seu meio de sobrevivência, pois “A vida de cada dia é divisão do tempo e é ritmo em que se escoa a história individual de cada um”. Não há possibilidade de entender o homem e a sociedade sem relacioná-los com a história.

A história é fator essencial para a compreensão do homem através de seu passado, presente e futuro. Ela constitui o cotidiano, pois, em toda sociedade, existe vida cotidiana, embora sua estrutura seja diferenciada quanto ao âmbito, ritmos e regularidades. Para entender os significados de trabalho e aposentadoria, deve se ter claro as mudanças que vêm ocorrendo no mundo atual, mudanças essas que repercutem na vida do ser humano, em seu modo de ser e agir na sociedade.

O homem irá expressar suas capacidades de acordo com as imposições da sociedade, todavia, a maneira como o homem irá expressar essas capacidades podem ser distintas, mas irão corresponder a um controle de regras e de normas sociais que dirigem a forma do homem permanecer inserido em seu meio social. A sua relação com a sociedade definida pelas suas capacidades, ou seja, se este provar que tem condições de viver em sociedade desenvolvendo suas capacidades. É importante considerar as dificuldades que o sujeito enfrenta na sociedade com uma visão multidimensional, ou seja, torna-se necessário inserir o sujeito em seu contexto histórico, político, econômico e social. Entender o cotidiano, compreender as atitudes humanas e o processo histórico é um dos elementos fundamentais na vida do homem. São muitas as dificuldades do idoso na sua vida cotidiana, enfrentando preconceitos relativos ao processo de envelhecimento que está sofrendo. A aposentadoria dificulta ainda mais este processo, uma vez que o entendimento que se tem sobre ela é de afastamento do trabalho. Essa idéia tem origens históricas e culturais, uma vez que, algumas décadas atrás, quem se aposentava, não precisava continuar trabalhando, pois a renda da aposentadoria bastava para o seu sustento, o que hoje não acontece. O idoso enfrenta preconceitos por ser idoso, e também, por estar aposentado. O aposentado não é o responsável pela corrupção praticada contra o erário publico e a Previdência Social para ter tantas perdas no seu orçamento. O governo, sociedade e família precisam respeitar os direitos do aposentado, considerando que ele já cumpriu os seus deveres e só lhe resta direitos. Apresentamos proposta ao governo para criação do FGA – Fundo de garantia do Aposentado, controlado pela Caixa para a devolução das contribuições previdenciárias recolhidas pelo aposentado que estão no mercado de trabalho, bem como a suspensão de retenção do Imposto de Renda sob o benefício do aposentado, por ser uma bitributação, visto que é benefício, não salário.

O Brasil possui 31 milhões de aposentados decepcionados que estão na expectativa de terem seus direitos respeitados, reconhecidos e valorizados por tudo que representaram e ainda representam para Brasil. Envelhecer é um triunfo, mas para gozar da velhice é preciso dispor de políticas publicas adequada que possam garantir um mínimo de condições de qualidade de vida com dignidade.

Caros Aposentados na eleição de 02 de Outubro precisarão ficar unidos para votar no aposentado candidato a Vereador e/ou a Prefeito para que a pessoa idosa passe a ter voz, voto e representação política nas Casas Legislativas que defendam os interesses coletivos dos aposentados, pensionistas e idosos. No entanto será necessária a mobilização e conscientização dos familiares para a concessão do voto.

Lembramos que a CPI do eleitor é o voto consciente para a transformação do perfil dos políticos brasileiros. A crise moral e política que o País atravessa o aposentado poderão dar inicio a mudança na forma do eleitor conceder o seu voto. O momento é de reflexão e ação para os novos rumos do Brasil.

ALDERICO SENA, PRESIDENTE REGIONAL BAHIA E VICE-PRESIDENTE NACIONAL DO MOVIMENTO DOS APOSENTADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DO PDT – PARTIDO DEMOCRÁTICO TRABALHISTA – WWW.ALDERICOSENA.COM

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