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Muito do que nos leva ao sofrimento é o analfabetismo político Redação 17 de abril, 2026 - Notícia Livre

  • 8 de mai.
  • 3 min de leitura

Colunista Destaque – Alderico Sena



O povo e sua responsabilidade. Sem o exercício da cidadania, não salvaremos o Brasil. A única coisa que mete medo a governo é a participação do povo com ações concretas na defesa dos interesses comuns.


No dia em que os três Poderes constitucionais do país — Executivo, Legislativo e Judiciário — forem plenamente independentes entre si e atuarem de forma harmônica no combate à burocracia, à corrupção, à impunidade e à violência, cumprindo e preservando a Constituição, teremos um país mais justo e digno para seus cidadãos.


Nesse cenário, sobrarão recursos para áreas essenciais como educação — base de tudo —, saúde, cultura, segurança, infraestrutura, geração de empregos, melhor distribuição de renda e crescimento econômico sustentável.


Os males do Brasil:


o sistema, a falta de investimento em educação e consciência política, a escassez de líderes, o enfraquecimento dos poderes, os escândalos recorrentes e, sobretudo, as escolhas do próprio povo.


Se a Constituição fosse plenamente respeitada, o Brasil seria outro país.


Por que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, insiste em pautar o Código de Ética na mais alta Corte do Judiciário?


A sociedade tem o dever moral de apoiar essa medida, se deseja que o Art. 37 da Constituição Federal — que estabelece os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência — seja efetivamente cumprido.


O que vemos, na prática, é o oposto.


Leis como:


Lei nº 4.320/1964 (finanças públicas);

Decreto-Lei nº 200/1967 (organização administrativa);

Lei de Licitações nº 14.133/2021;

Lei de Responsabilidade Fiscal nº 101/2000;

existem para garantir ordem e transparência, mas são, repetidamente, ignoradas ou manipuladas.


O histórico de corrupção no Brasil é alarmante.


Bilhões de recursos públicos foram desviados ao longo de décadas — valores que poderiam ter sido investidos em escolas, creches, hospitais, infraestrutura, segurança e qualidade de vida para a população.


Enquanto isso, privilégios se acumulam.


Benefícios são concentrados em poucos, enquanto professores, pesquisadores e trabalhadores lutam para sobreviver com o mínimo.


E onde fica o princípio constitucional do Art. 5º, de que “todos são iguais perante a lei”?

O sistema político também impõe barreiras.


Muitas vezes, governantes eleitos não conseguem governar plenamente sem ceder a pressões e interesses dentro do próprio Legislativo.


A política, que deveria servir ao povo, acaba servindo a acordos.

Agora, reflita:


Por que países como a China avançaram tão rapidamente?

Planejamento, foco, disciplina e execução.


E o Brasil?


Tem potencial — mas falta exercício de cidadania e consciência política.

A verdade é dura:


A escassez de líderes, o enfraquecimento das instituições e a falta de investimento em educação são fatores determinantes para a banalização dos valores morais.


Mudar dói. Permanecer como está também dói.


A diferença é que a mudança constrói. A omissão destrói.


Quando o eleitor troca o voto por um favor pessoal, elege um candidato despreparado ou corrupto e prejudica milhões de brasileiros — inclusive a si próprio e sua família.


Como alertou Bertolt Brecht:

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Não sabe que o custo de vida, o preço dos alimentos, do aluguel e dos remédios dependem das decisões políticas.”


E como ensinou Rui Barbosa:

“Quem não luta pelos seus direitos não é digno deles.”


Eleitor brasileiro, o momento é seu.


Valorize seu voto. Valorize a si mesmo.


Lembre-se: nem todos os políticos são iguais.Pesquise a história do candidato antes de decidir.


Quem quer respeito, se respeita.


O Brasil que teremos amanhã começa na escolha que fazemos hoje.


Seja a mudança.


Compartilhe este artigo.


Converse com sua família e amigos.


Reflita antes de votar.


“Povo unido jamais será vencido.”


Para reconstruir o Brasil que queremos para os filhos dos nossos filhos e netos.


Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas – site: aldericosena.com

 

 
 
 

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