O Brasil carece de bons gestores

A carência de bons gestores e de pessoal qualificado na esfera dos três Poderes, em especial na maioria dos 5.564 municípios brasileiros é um dos principais entraves para o crescimento e o desenvolvimento do País.

O que move e faz crescer o País é o investimento em educação, saúde, consciência política do eleitor, nível de investimento no setor produtivo e infraestrutura, como estradas de boa qualidade para escoamento da produção, geração de emprego e de renda.

Os futuros governantes precisam conduzir os destinos do País com autonomia, isenção e imparcialidade para tanto será necessário de um bom quadro de parlamentares que tenham dignidade, princípios e valores. Sem Casas Legislativas fortes e independente com bancadas de Senadores, Deputados e Vereadores de oposição e situação que se respeitem entre si, não teremos nunca o Brasil que todos sonham. A sociedade tem que exigir dos futuros gestores as certidões negativas que comprovem “FICHA LIMPA”, homem de caráter para compor equipe de governo e gerir a coisa publica. É hora de dá um basta no corrupto e no corruptor do erário publico. O governo precisa também ter coragem para promover um conjunto de medidas destinadas a reduzir Ministérios, Secretarias, Fundações e autarquias que desenvolvem atividades correlatas, cortar despesas para aperfeiçoar, revitalizar e moralizar o Serviço Público, a máquina pública é muito pesada e burocrática. Também o governo precisa focar que, quanto mais gerir com austeridade, fiscalização, zelo, eficiência e eficácia o tamanho de sua estrutura, mais poderá realizar benefícios para a sociedade em geral.

O sinal de alerta promovido pelos manifestantes em junho/13, serviu de ensinamento para os governantes, parlamentares e demais autoridades, no sentido de rever seus princípios, conceitos e critérios na forma de condução da coisa pública com padrões, metas, prioridades e qualidade na prestação de serviços a sociedade. Os manifestantes têm razão, tudo na vida tem limite. A sociedade foi desafiada, chegando à tolerância zero.

Outro aspecto que os três Poderes, precisam adotar critérios para eliminar o alto grau de burocracia e melhor disciplinar, o controle e o acompanhamento da gestão no setor público, com fiscalização e penalização rigorosa daqueles que não zelar bem do erário público.

A coisa como está é que não pode ficar. Homem de bons costumes não está querendo mais exercer cargos no setor publico, devido o excesso de controle e burocracia que impede ações de políticas publicas em beneficio da sociedade, em especial da população carente. Um exemplo claro é a dificuldade em socorrer desastres naturais, enchentes, dentre outras catástrofes, principalmente como a que ocorreu em Lajedinho – Bahia.

No Brasil ninguém confia mais em ninguém. Só que nem todos os dedos de uma mão são iguais. É preciso saber separar o “JOIO DO TRIGO”. Como consequência pessoas idôneas deixam de participar do processo político e de atividades profissionais no Setor Público.

O Brasil carece de bons gestores. Gestão pública não é um tema popular porque as pessoas não têm a visão da dimensão do que significa. Mas ela é a mola mestra necessária para a qualidade da educação, da saúde, da segurança, saneamento básico, dentre outras ações de políticas públicas. Sem uma boa gestão e um Programa de Valorização do Servidor, ainda que tenha recursos, não é possível prestar serviço à sociedade de boa qualidade.

O gestor tem que trabalhar com meta e prioridade, ter foco para obter resultado em prol da coletividade. As pessoas, por uma questão cultural e educacional, buscam o resultado mais imediato, este é um erro que faz a diferença do bom político para o político desqualificado.

A Instituição Pública no Brasil precisa passar por uma modernização organizacional e administrativa para conquistar o crescimento e o desenvolvimento do País, considerando as suas riquezas: geográfica, natural e cultural. É essencial que a forma de administração se modernize a exemplo de Países desenvolvidos. No entanto é preciso adotar critérios para ampliar a eficiência do quadro de servidor e do serviço público com formação, informação e capacitação.

O governo precisa implantar o Manuel do Servidor Público para que todos os servidores tenham conhecimento do seu dever para com a sociedade. Afinal quem custeia os Três Poderes é a sociedade, através de impostos recolhidos aos cofres públicos.

Se o governo e o Congresso Nacional não priorizarem uma Reforma Política completa para moralizar o Sistema Eleitoral, o homem de dignidade não participará mais do processo eleitoral e será um prejuízo incalculável para a democracia, face o jogo e a força do capitalismo nas eleições. Tudo que é ilegal é imoral. No Brasil, ganha eleição quem tem PODER e CAPITAL.

Sociedade a hora é de ação e não de omissão. “O cidadão que não conhece os seus direitos, não tem o direito de lutar por eles” Ruy Barbosa

ALDERICO SENA – Especialista em Gestão de Pessoas, Vice-Presidente da Executiva do PDT de Salvador –aldericosena@hotmail.com

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