Cultura e Regras em Condomínio e Associação Noticia Livre


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Cultura e Regras em Condomínio e Associação

23 de agosto, 2022 Redação


“O individualismo é que gera o egoísmo, raiz de todos males”. A opção de morar em Condomínio tem por objetivo: Bem-estar social, segurança e a valorização patrimonial.

Um dos maiores desafios de um síndico é ter moradores que saibam viver em condomínio, loteamento, associação, enfim em coletividade.

É o lugar onde os condôminos e associados tem o dever de fazer a sua parte se atentando às regras para uma boa convivência, respeitando o próximo e participando de decisões coletivas para construir uma comunidade cada vez melhor.

Mas como não ter essa comunidade com paz e harmonia, quando o condômino não sabe viver em coletividade, não sebe se comunicar e não conhece as regras do Estatuto Social e do Regimento. Acha que a sua residência é da porta de entrada de sua casa, não sabendo que é da entrada na portaria do condomínio/associação.

Síndico não tem o dever de educar moradores para viver em comunidade mais deve aplicar estratégias de comunicação para vencer os principais obstáculos para o engajamento, buscando ter uma gestão participativa, transparente, produtiva para a boa convivência.

É de fundamental importância que todos os moradores saibam quais são as principais responsabilidades do condomínio para poder cobrar seus direitos não esquecendo de cumprirem seus deveres.


É importante também que todos empregados conheçam o estatuto social e o regimento interno para desenvolverem suas atividades com compromisso, qualidade e eficiência.

A convivência entre diferentes pessoas, por si só, já configura uma atenção maior. Além dos interesses particulares de cada um, está também em jogo os direitos coletivos.


Uma figura central que deve agir como ponte entre os interesses dos moradores e as responsabilidades do condomínio é o síndico. Ele é a figura eleita democraticamente para cuidar de toda a infraestrutura, garantindo que tudo funcione adequadamente, acima de qualquer coisa. Para isso, no entanto, é preciso entender em detalhes como funciona o condomínio.


A segurança é um item indispensável na lista de responsabilidades do condomínio com seus moradores. A extensão desses serviços dependerá, principalmente, da infraestrutura, considerando seu tamanho e complexidade.

O sistema de segurança precisa ir também além de pessoas, garantindo automação e monitoramento a distância. Por isso, circuito interno de câmeras, entre outros recursos tecnológicos fazem toda a diferença na vigilância.


O trabalho precisa também ser sustentado em práticas adequadas para o controle de entrada de pessoas no condomínio. A autorização para visitantes deve ser dada, primeiramente, pelos condôminos, por meio de comunicação prévia ou instantânea. Todo visitante deve também ser registrado, para que sua presença tenha baixa assim que ele sair.


A prestação de contas é outra parte importante do trabalho do síndico, mediante às responsabilidades do condomínio. Todo dinheiro gasto precisa ser devidamente registrado para, posteriormente, haver uma prestação de contas transparente e precisa. A função principal do Conselho Fiscal é fiscalizar e acompanhar os atos da gestão, visando garantir o cumprimento dos deveres legais, as políticas internas, Estatuto Social e Regimento Interno.


Em uma estrutura tão complexa e repleta de pessoas como um condomínio, a multa pode ser um mecanismo importante para garantir o cumprimento dos deveres estatutários dos moradores. As penalidades são aplicadas, geralmente, quando moradores descumprem regras. Por isso, é fundamental que o estatuto do condomínio, inclusive as atualizações feitas, estejam acessíveis e claras aos moradores.


Por ser uma figura centralizadora de responsabilidades, o síndico precisa ser capaz de ter uma ótima comunicação interpessoal. Nesse papel, o síndico precisa ser um bom mediador de problemas e, muitas vezes, um conciliador.

Viver em comunidade requer jogo de cintura, negociações e capacidade de entender todos os lados. Por isso, em qualquer conflito que surja, é o síndico que deve procurar conciliar as partes envolvidas, visando sempre o bem-estar das pessoas e do condomínio.

A consciência e a solidariedade de todos no pagamento das taxas mensais é preciso para manter os custos gerais do condomínio em dias. As responsabilidades do condomínio são fundamentais e indispensáveis, mas moradores precisam entender e cooperar com a sua parte para que tudo funcione da melhor forma. Direitos são importantes, mas os deveres também são necessários.


A boa convivência consiste em manter práticas e comportamentos que não afetem, ofendam ou incomodem os outros moradores do condomínio. Se trata de uma série de cuidados focados, principalmente, em cidadania e respeito aos direitos dos outros condôminos. Naturalmente, chegar ao patamar desejado requer educação e consciência, pensando sempre nas vantagens coletivas que essa atitude trará.

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Ex-Sindico do Condomínio Pedras de Brotas e Ex-Membro do Conselho Fiscal da Associação de Moradores do Loteamento Vilas do Joanes – site: www.aldericosena.com