A função dos Partidos políticos

Publicado: noticialivre.com

Os partidos políticos representam a divisão do povo de uma nação em vários grupos, cada um com pensamento próprio em relação à maneira como o país deve ser governado. Por meio dos partidos políticos são lançados os candidatos a cargos eletivos, sendo, portanto, meios de ligação entre a sociedade e o Estado e levando o povo a participar das decisões sobre a vida da nação. Existem diferentes partidos porque as pessoas têm pensamentos, idéias e convicções variados sobre o que é melhor para a vida em sociedade.

Em países desenvolvidos leva-se muito em consideração o conteúdo programático e os projetos a serem alcançados pelos partidos. Em países ‘subdesenvolvidos’ predomina a personificação do mandato, ou seja, é a disseminação do voto baseado nas características pessoais dos candidatos, sem conteúdo programático ou ideológico.

Esse acesso ao poder deveria ser compreendido pelos brasileiros de maneira plena, em seu sentido político mais amplo. Mas para que isso ocorra seria necessária, primeiramente, uma emancipação material dos eleitores, ou seja, a garantia efetiva dos direitos constitucionais e “tempo” para a participação, também efetiva, nas decisões em assembléias, mesmo que de forma representativa.

A escolha de candidatos pela popularidade tornou-se o grande diferencial no sistema partidário brasileiro. No entanto, a popularidade não é pelo fato de os candidatos possuírem condutas irrepreensíveis na vida pública, salvo raríssimas exceções, póstumas, ou por grandes batalhas vencidas, mas sim, pelo fortalecimento da ideologia maquiavélica do pão e do circo.

Esta realidade social traz grandes prejuízos para todos, por vários motivos: a rotatividade das mesmas oligarquias no poder, e conseqüentemente, a contemplação dos interesses de poucos grupos financiados com uma alta carga tributária imposta a todos; o descrédito nos representantes políticos e o não envolvimento com a Política; o enfraquecimento da democracia pelos mandos e desmandos das oligarquias que, cientes do não envolvimento das pessoas, deliberam erroneamente sobre as políticas públicas, a exemplo disso os escândalos de corrupção por desvio do dinheiro público; a deficiência de pessoal e material para atendimento de qualidade à população, a exemplo: as quebras de “protocolos”.

Mas seria possível uma mudança estrutural de forma que a realidade brasileira resultasse em melhoria da qualidade de vida às pessoas? Acreditamos que sim. Para tal, dois fatores que julgamos essenciais: em primeiro lugar um novo olhar para a compreensão de que cada indivíduo é responsável pela sociedade em que vive e, em segundo lugar, a compreensão do conceito de “interesse público” por parte daqueles que desejam representar uma coletividade. A emancipação política dos indivíduos é a principal função do Partido Político!

Percebemos que muita das vezes alguns personagens gozam de prestígio político, embora, tenham a sua reputação comprometedora. Será que, para conseguir tocar os projetos necessários ao desenvolvimento é realmente necessária uma aliança com essa gente, ou há outra maneira de se fazer?

Numa república democrática, o governante precisa ter maioria no Congresso, ou não governa. Para isso, é preciso fazer alianças com partidos de ideologias diferentes e até mesmo com alguns que não possui nenhuma, a não ser o fisiologismo. Vale lembrar que certos projetos precisam de 2/3 dos votos, daí a necessidade de se ter na aliança o maior número possível de parlamentares. Existe um mar de lama, por trás do sistema desse País, envolvendo empresários da indústria e comércio nacionais, empresas multinacionais, empresas de mídia, que coordenam os cordéis das marionetes políticas por meio de lobistas, que seria preciso uma enciclopédia para descrevê-lo. O Brasil não necessita de quantidade e sim de qualidade de partidos com programas concretos que visem o crescimento e o desenvolvimento do Brasil.

O retrocesso político e o enfraquecimento das entidades representativas da sociedade organizada se deram pelo fato da escassez de líderes, da não renovação dos políticos, dos grupos de dirigentes de entidades representativas e também pela não participação e omissão dos associados nas reuniões e assembléias das entidades associativas, tais como, condomínio, partido, sindicato, associação, conselho de classe etc. O que a sociedade espera, já que não acompanha o trabalho dos seus representantes. Quem não gosta de política, é governado por quem gosta. O momento é de reflexão e de mudança de atitude. Vamos ajudar a construir um Brasil melhor, votando no SER e não no ter de candidato e também não votando em branco nem nulo nas próximas eleições. QUERER É PODER!

Alderico Sena – Bacharel em Teologia, Sociedade e Política, Especialista em Gestão de Pessoas e Presidente Regional e Vice-Nacional do Movimento dos Aposentados, Pensionistas e Idosos do PDT – Partido Democrático Trabalhista

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