Lideres já não existem

Publicado Jornal Noticia Livre

"O oportunismo não engolirá a República", escreveu Alceu Valença

Para se entender o significado: “Política é a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses; Politicagem - Política que tem por objetivo atender aos interesses pessoais ou trocar favores particulares em benefício próprio. Política reles e mesquinha de interesses pessoais”.

A capacidade de um país crescer mais rápido depende da qualidade de seus líderes. A crise política e moral têm muito haver com a escassez de líderes no Brasil. Não existem mais líderes e nem Partidos políticos. Eram tempos da política elevada ao altar da alta expressão. Atores políticos se revezavam na missão de debater, nas réplicas e tréplicas, argumentos e fundamentos sólidos do pensamento ético institucional.

Importantes mudanças passaram a balizar às frentes sociais e política. Partidos tradicionais, nascidos e desenvolvidos a partir de discursos assentados sem PROGRAMAS CONCRETOS perderam substância com o declínio das ideologias e a extinção das clivagens partidárias, amparadas no antagonismo de classes. Não é à toa que os nomes de candidatos prevalecem sobre partidos, em pleno Século XXI.

Emergem, nesse cenário, lideranças menos carismáticas e autênticas, mais técnicas, com preocupações estratégicas que se repartem em algumas esferas: a estabilização macroeconômica; os programas de desenvolvimento e os ajustes fiscais; as redes de proteção social e as políticas públicas de saúde, de educação e segurança. Só agora, o combate à corrupção assumiu prioridade, que antes a impunidade predominava nos TRÊS PODERES CONSTITUÍDOS. O que tem incomodado bastante a elite capitalista.

Desaparecendo o formato carismático e populista, teremos de conviver com grupos de políticos treinados nas artimanhas da articulação e dos negócios partidários. Os brasileiros começam a não enxergar mais aquela aura que envolvia seus ícones e heróis, o líder glorificado, admirado por todos. Não há mais quadros que mereçam a admiração e o engajamento entusiasmado. É assim que o Brasil vai enxertando em sua galeria lideranças sem massas. Ou massas sem líderes. É só observar o perfil do CONGRESSO NACIONAL e das Casas Legislavas pelo Brasil.

O profissional e o político que exercem a missão de líderes devem ter conduta ética e transparente, mesmo em sua vida particular. Deve ser uma carta aberta, porque os liderados olham para a vida do líder, procuram saber de seu comportamento e exemplos. O líder deve carregar consigo a generosidade, tempo, experiência, educação, habilidade aos liderados, com o cuidado de não torná-los dependentes.

O surgimento de novas lideranças no Brasil foi dificultado pelo DECRETO-LEI Nº 477, DE 26 DE FEVEREIRO DE 1969. Quando procedeu a reforma do ensino nos anos 80. Uma das estratégias da reforma foi a de impedir reuniões, encontros e concentrações de estudantes para discussão das questões econômica, social, política e cultural e assim evitar o surgimento de novas lideranças. Essa medida foi um GOLPE FATAL para a morte dos DIRETÓRIOS E GRÊMIOS dos estabelecimentos de ensino com o objetivo de evitar o nascimento de novas lideranças políticas no País.

A sociedade organizada (Sindicato, Partido, Movimentos Sociais, Igrejas, etc.) precisa dá espaço para juventude expressar seus ideais, só assim poderá identificar novos líderes para o País. Precisamos pensar no destino das gerações que virão e do Brasil.

As duas últimas lideranças políticas autênticas da Bahia foram Antônio Carlos Magalhães e Paulo Jackson. Só para uma reflexão e recordação do time de líderes cabeças pensantes candidatos a Presidente em 1989, onde o eleitor não avaliou bem os candidatos e votou no não recomendável por um JOGO POLÍTICO DA ELITE CAPITALISTA E DA REDE GLOBO, posteriormente colocado para fora por impeachment: Leonel Brizola, Mário Covas, Ulisses Guimarães, Collor de Melo, Aureliano Chaves, Afif Domingos, dentre outros.

A comprovação da inexistência de líderes políticos são as manobras do Presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha que vem gerindo UM PODER DA REPUBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE FORMA ANTIÉTICA E COMO ELE QUER. OU NÃO É? Que saudade faz o patriotismo dos jovens dos anos 60/80, neste momento de crise moral que envergonha a NAÇÃO.

Se o povo fosse educado, ético e comprimisse deveres cívicos com consciência política na defesa dos interesses coletivos e do Brasil, talvez entendesse melhor o jogo político para a abertura do processo de impeachment contra a Presidenta Dilma Rousseff. Será que a ira dos políticos marxistas é pelo fato da Presidente ser MULHER, HONESTA E DURONA? SE ELA FOSSE UMA ZÉ MANÉ? DIRIAM QUE ELA ERA SEXO FRAGIL e cadê as mulheres para defendê-la?

Líderes não existem mais, esta é a razão principal da crise moral, política e institucional no Brasil.“Um líder que não dá um bom exemplo jamais deverá reclamar da sua equipe por fazer o mesmo”. Que saudade faz um líder político como Leonel Brizola.

O Rui Barbosa sabiamente escreveu: “De tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se de justiça e ter vergonha de ser honesto”.

ALDERICO SENA, ESPECIALISTA EM GESTÃO DE PESSOAS E COORDENADOR DE PESSOAL DA ASSEMBLEIA ESTADUAL CONSTITUINTE – 1989 - CONSULTE SITE: www.aldericosena.com E LEIA MEUS ARTIGOS

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