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Valorização do Professor é preciso

Uma boa parte do quadro de professores brasileiros acha que a profissão não é reconhecida e valorizada pelo governo e até por parte da sociedade. Mesmo assim, a maioria está satisfeita com a profissão que escolheu, por vocação e amor a opção feita. A falta de consciência e respeito do governo e da sociedade é tamanha que esquecem que todo e qualquer cidadão passa pelo crivo do Professor. Mas tudo é uma questão cultural de cada País.

Um povo sem educação é um jogo aplicado pela elite capitalista, considerando que cada cidadão educado o Brasil terá um povo consciente dos seus deveres cívicos e consequentemente teremos um País desenvolvido, fato que a elite capitalista brasileira, nunca quis, principalmente as das Regiões “CAFÉ COM LEITE”. “Permanecer sem conhecimento é jogar no lixo a oportunidade de galgar os mais altos degraus do espirito. Cultura e conhecimento são sinônimos de maior liberdade . . . consequentemente, maior chance de felicidade plena. Se não existir educação, não teremos nada.” Escreveu José Carvalho Filho.

O reflexo de problemas estruturais da educação brasileira decorre da maneira como se organiza a gestão da educação no Brasil. Na minha modesta avaliação, para avançar na qualidade da educação que todos almejam é preciso que haja prioridade de complementação de recursos do governo federal aos estados e aos 5.570 municípios brasileiros, de modo a garantir o direito à educação com um padrão mínimo de qualidade. Esse suporte complementar de recursos deve vir junto com uma lei dura para determinar a forma como os estados e municípios devem aplicar os recursos, e a sociedade criar a cultura de acompanhar e fiscalizar.

A sociedade precisa exigir do governo como corresponsável a valorização dos professores e escolas com estrutura adequada para o ensino, considerando que a base do crescimento e desenvolvimento do País está na educação e na formação do cidadão. Só poderemos ter bons cidadãos, ensinando as crianças desde as primeiras letras a ser cidadãos. Publicado no Blog do Noticia Livre, edição de 27 de Outubro (Terça feira). “Mais de 145 mil crianças de 0 a cinco anos de idade estão precisando do apoio de creches em Salvador, conforme dados da Central de Creches do Brasil. O presidente da instituição, Cleriston Silva, denunciou o fato perante a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).. Ele diz que: “Uma cidade como Salvador não pode deixar de atender crianças na primeira infância; essa falta de investimentos em educação é a principal responsável pelos índices de violência e criminalidade”, frisa o presidente”.

O saudoso Leonel Brizola escreveu: “Devemos investir nas crianças para que as novas gerações tenham, sobretudo, a coragem para fazer aquilo que não fizemos.”

Um péssimo sistema educacional gera bloqueios, limites. A má escola é como o mau escultor: ela vai deixando tantas arestas, com tantos pedaços de mármore cobrindo a forma original, que ao fim do processo já nem é possível divisar a linda escultura que há dentro daquele bloco de pedra.

O problema da educação brasileira não é apenas relevante porque priva o país de riquezas e desenvolvimento. “Riqueza não é um fim, é um meio. A finalidade da vida é a felicidade, a plenitude. E é isso que nos é roubado ao termos um sistema educacional tão incompetente: a cada dia, milhões de brasileiros ficam mais e mais longe do limite de suas realizações”.

Recente pesquisa realizada revelou que o maior problema da Educação no Brasil é a existência de professores desmotivados; três fatores explicam a falta de motivação dos professores. "A questão salarial, as condições de trabalho e de formação.” Essas são as principais causas. A baixa autoestima também contribui para esse quadro. As universidades, instituições formadoras, deveriam conhecer mais a realidade da educação básica. As condições precárias para o exercício da profissão como algo que precisa ser revisto. Basta visitar de surpresa a Periferia e Distritos de Municípios carentes do País. De modo geral, as escolas apresentam péssima infraestrutura, o que impede uma prática docente de qualidade. A descoberta de que a carreira escolhida não lhe traz satisfação pessoal e realização profissional, o despreparo para lecionar a alunos ‘reais’ algo que não lhe foi apresentado nos cursos de formação, e o pouco apoio e participação das famílias dos alunos também são fatores que contribuem para a desmotivação do profissional.

A escola de hoje discute desde educação sexual à educação para o trânsito, além da questão do uso de drogas. Todas as mazelas da sociedade são discutidas na escola. Isto além de um currículo obrigatório que sobrecarrega. Professores na atualidade têm tarefas múltiplas, trabalham com turmas cheias e com um ganho financeiro que têm não corresponde ao esforço despendido à profissão.

Proponho ao Governo rever o Sistema de ensino e discutir - Projeto de Educação 2050 para delinear um novo modelo de educação para o Brasil. “Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo” Paulo Freire.

Alderico Sena – Bacharel em Teologia, Sociedade e Política e Especialista em Gestão de Pessoas www.aldericosena.com -aldericosena@hotmail.com

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