INVERSÃO DE VALORES

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O homem por natureza é um animal político. Todo e qualquer cidadão tem que enfrentar desafios e obstáculos para realizar sonhos e cumprir missões, seja no campo pessoal ou profissional. No entanto para galgar objetivos é necessário princípios e valores como: dignidade, ética, disciplina, responsabilidade, limite e comprometimento com a coisa pública, visando os interesses coletivos e não individuais.

Carecemos de lideranças em todo segmento da sociedade e de representação política de esquerda/direita/centro (situação e oposição) que defendam os Símbolos Nacionais e os interesses coletivos. Carecemos também, de políticos sábios, pensantes e idealistas com propostas concretas para o desenvolvimento dos Municípios, Estados e do Brasil, é só observar o horário político de televisão para observar o despreparo de princípios e valores. O cidadão, em especial o eleitor, precisa entender que toda e qualquer decisão é política. O pior analfabeto, é o analfabeto político, ele não sabe que a farinha, o feijão, o remédio, a gasolina, o transporte, o material escolar, a escola, tudo, enfim depende de decisão política.

Quando tínhamos uma juventude ativa e participativa com Diretórios e Grêmios organizados nos Colégios e nas Universidades, liderados por cabeças pensantes, ali nasciam os verdadeiros políticos idealistas e comprometidos com as causas ideológicas, sociais e do Brasil. Dos anos 90 para cá, idealistas e lideranças de segmentos da sociedade ficaram sem oportunidades de disputar uma eleição em igualdade de condições, passou a prevalecer oTER de recursos e não o SER de princípios e valores. O povo tem responsabilidade na escolha do nível de político, considerando que após a Constituição Federal de 1988, o representante da cidadania, a opção é do eleitor.

As unidades de ensino precisam envolver pais, alunos, professores e a comunidade nas discussões e debates nos aspectos político, econômico e social, para uma melhor visualização e conscientização dos jovens quanto ao processo político e os Símbolos Nacionais.

Por esses motivos, convocamos todos os segmentos da sociedade organizada, em especial, os jovens, artistas, intelectuais, trabalhadores, estudantes, OAB e a ABI para juntos exigirmos a Pró Reforma Política Já, a exemplo do Movimento Direta Já, em 1984, a fim de construir um Brasil melhor para as gerações que virão. Lembramos que as pessoas idosas no passado diziam aos filhos “colhemos o que plantamos” e é o que estamos vivendo, uma inversão de princípios e valores. Homens, livres e de bons costumes precisam retornar a disputar o processo eleitoral, no entanto é preciso a suspensão de todo e qualquer financiamento de pessoa física e jurídica para a moralização e a lisura nas eleições para a participação de todo e qualquer cidadão, sem qualquer distinção de qualquer natureza, afinal todos são iguais perante a lei.

O eleitor deve refletir melhor para não anular o seu voto e não alimentar erros e armadilhas dos que ainda se utilizam da compra de voto do eleitor menos esclarecidos, apesar da atuação do Ministério Público, Controladoria Geral da União, Tribunal Eleitoral e Policia Federal, órgãos que merecem a credibilidade da sociedade pela atuação no combate as fraudes e a corrupção, objetivando a moralização do processo eleitoral no Brasil, no entanto é preciso a participação e a cooperação da sociedade neste combate para varrer os maus políticos.

Se cada cidadão não procurar mudar as atitudes e comportamentos, iniciando em casa, na escola, no trabalho, no transito, dentre outros não são só os governantes e políticos que irão melhorar o desemprego, fome, miséria, carga tributária, benefício de aposentadoria, educação deseducada, saúde doente, segurança insegura e tantas outras políticas publicas, que penaliza a população. O povo deve fazer prevalecer o SER em vez do TER, aplicando a filosofia dos Três Mosqueteiros: “UM POR TODOS, POR UM”, visando construir um Brasil melhor para todos.

Vamos acabar com esta história de que o Brasil não tem mais jeito? A solução quem tem que dá somos nós, cidadãos com consciência política e o exercício de cidadania. Não pergunte o que o governo e o político pode fazer por você. Pergunte o que você pode cooperar com o governo e também com o político sério para combater o corruptor, o corrupto e a impunidade.

O que falta no Brasil são fiscalização das leis e uma justiça eficiente e eficaz, vamos aprender a exercer a nossa cidadania.

Precisamos, pois, sentir orgulho de ser brasileiro e não só em período de Copa do Mundo para alimentar o capitalismo incoerente e perverso. Este exercício tem o nome de PATRIOTISMO, causa que precisamos inserir em nossos corações. Querer é Poder!

Alderico Sena – Especialista em Gestão de Pessoas, Vice Presidente do PDT de Salvador e Presidente do MAPI - Movimento dos Aposentados do Partido Democrático Trabalhista - PDT. ALDERICOSENA@HOTMAIL.COM

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